Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Pedra de canto

 

(Jardin de tuileries - Paris) 

 

 

Ainda terás alento e pedra de canto,

Mito de Pégaso, patada de sangue da mentira,

Para cantar em sílabas ásperas o canto,

De rima em -anto, o pranto,

O amor, o apego, o sossego, a rima interna

Das almas calmas, isto e aquilo, o canto

Do pranto em pedra aparelhada a corpo e escopro,

O estupro de outrora, a triste vida dela, o canto,

Buraco onde te metes, duplamente: com falo,

Falas, fá-la chorar e ganir, com falo o canto

No buraco de grilo onde anoiteces,

No buraco de falso eremita onde conheces

Teu nada, o dela, o buraco dela, o canto

De pedra, sim, canteiro por cantares e aparelhares

Com ela em rua e cama o falo fá-la cheia,

Canteiro porque o falo a julga flores, o canto

Áspero do canteiro de pedra e sémen que tu és

(No buraco do falo falaste),

Tu, falazão de amor, que a amas e conheces.

Amas a quem? Conheces quem? Pobre Hipocrene,

Apolo de pataco, Camões binocular, poeta de merda,

Embora isso em sangue dessa pobre alma em ferida:

A dela, a tua, cadela a tua pura e fiel no canto

De lama e amor como não há no charco em torno,

Maravilhoso canto só de soprares na ponta a um corno

E logo a sílaba e o inferno te obedecem

E as dores íntimas dela nas tuas falas se conhecem,

Sua íntima vergonha inconfessada desponta,

Passiflora penada, pequenina vulva triste

Em teu sémen sarada e já livre de afronta:

O canto em pedra e voz, psicóide e bem vibrado,

Límpido como vidro a altas horas lavado,

Como o galo de bronze pela dor acordado,

No amor e na morte alevantado,

Da trampa mentirosa resgatado,

Como Dante o lavrou em pedra de Florença

E deus to deu de amor põe ela no atoleiro?

Flor menina de orvalho em amor verdadeiro?

 

Ainda terás amor e pedra de canto,

Fé nela e sua dor de arrependida e enganada,

Ou, enfim, amor a fogo dado e perdão puro...

Eu quero lá saber! Amor de Deus no canto

De misericórdia e paz, mesmo para os violentos

Da violência violeta, a breve miosótis

Ao canto unida e em tuas lágrimas orvalhada?

Cala-te e humilha-te como ela,

Ou é maior do que tu no canto

E a esta hora só bebe talvez água salgada,

Oh poeta de água doce!

 

Mas, antes de calar espada e voz, responde:

Ainda terás alento e pedra de canto

Para cantar estas coisas,

Encantar outra vez a donzela roubada ou niña morta,

Enfim, o teu amor?

Dize, lá, sem-vergonha,

Homem singelo:

Pois se nisto me mentes nunca mais a verás.

 

(Quem fala?)

 

Vitorino Nemésio

 

publicado por Lagash às 16:24
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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Quando Toda és Terra a Terra

 

 

Marga, teu busto tufa,

Dois gomos e véus de ilhal

Palpitam palmo de gente

Nesse tefe-tefe igual

E há qualquer coisa de ardente

Que se endireita e que rufa

Nem tambor a general.

 

Marga, teu peitinho estringes,

Toca a quebrados na praça

De armas que empunham rapazes

De guarda a uma egípcia esfinge,

E um vento de guerra passa

E o pau da bandeira ringe

Antes de fazer as pazes.

 

Marga, que deusa de guerra,

A Miosótis se interpôs

Quando toda és terra a terra

Cálice de rododendro

Zango nunca em ti se pôs

Em estames senão tremendo...

 

Vitorino Nemésio, em "Caderno de Caligraphia e outros Poemas a Marga"

 

publicado por Lagash às 16:18
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Morte de Vitorino Nemésio

 

 

 

Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva nasceu na Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores no dia 19 de Dezembro de 1901, e faleceu a 20 de Fevereiro de 1978 em Lisboa. Frequentou a Universidade de Coimbra e foi professor da Faculdade de Letras em Lisboa, tendo também ensinado no Brasil, França, Bélgica, Espanha e Holanda. Além de professor e escritor, dedicou-se à televisão, tendo apresentado um programa cultural durante alguns anos. Da sua colaboração em jornais, destaca-se a direcção de O Dia em 1975.

 

Foi um poeta, escritor e intelectual e destacou principalmente como romancista - foi autor de Mau Tempo no Canal.

 

A sua vida não lhe correu bem em termos de sucesso escolar, pois passou por vários problemas estudantis, tal como a expulsão do Liceu de Angra, a reprovação do 5.º ano que o levou a sentir-se incompreendido pelos professores. Do período do Liceu de Angra, Nemésio apenas guardou boas recordações de Manuel António Ferreira Deusdado, professor de história, que o introduziu na vida das letras.

 

Com 16 anos de idade, Vitorino Nemésio, desembarcou pela primeira vez na cidade da Horta para se apresentar a exames, como aluno externo do Liceu Nacional da Horta. Nemésio acabou por concluir o Curso Geral dos Liceus, no dia 16 de Julho de 1918, com a qualificação de dez valores.

 

A sua estadia na cidade da Horta foi desde Maio a Agosto de 1918. A 13 de Agosto o jornal O Telégrafo dava notícia de que Nemésio, apesar de ser um fedelho, um ano antes de chegar à Horta, havia enviado um exemplar de Canto Matinal, o seu primeiro livro de poesia (publicado em 1916), ao director de O Telégrafo, Manuel Emídio.

 

Apesar de tenra idade, Nemésio chega à Horta já imbuído de alguns ideais republicanos, pois em Angra do Heroísmo já havia participado em reuniões literárias, republicanas e anarco-sindicalistas, tendo sido influenciado pelo seu amigo Jaime Brasil, cinco anos mais velho (primeiro mentor intelectual que o marcou para sempre) e por outras pessoas tal como Luís da Silva Ribeiro, advogado, e Gervásio Lima, escritor e bibliotecário.

 

 

 

 

Em 1918, em pleno final da Primeira Guerra Mundial, a Horta possuía um comércio marítimo intenso e uma impressionante animação nocturna, a cidade era um porto de escala obrigatória, local de reabastecimento de frotas e de repouso da marinhagem. Na Horta estavam instaladas as companhias dos Cabos Telegráficos Submarinos, que convertiam a cidade num “nó de comunicações” mundiais, ou seja, a Horta possuía um ambiente cosmopolita, que contribuiu, decisivamente, para que ele viesse, mais tarde a escrever uma obra mítica que dá pelo nome de Mau Tempo no Canal, trabalhada desde 1939 e publicada em 1944, cuja acção decorre nas ilhas Faial, Pico, São Jorge e Terceira, sendo que o núcleo da intriga se desenvolve na Horta.

 

Este romance evoca um período (1917-1919) que coincide em parte com a sua permanência na ilha do Faial e nele aparecem pessoas tais como o Dr. José Machado de Serpa, senador da República e estudioso, o padre Nunes da Rosa, contista e professor do Liceu da Horta, e Osório Goulart, poeta.

 

Em 1919, inicia o serviço militar, como voluntário, em infantaria, o que lhe proporcionou a primeira viagem para fora dos Açores. Concluiu o liceu em Coimbra (1921) e inscreve-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Três anos mais tarde, Nemésio troca o curso em que se tinha matriculado, pelo de Ciências Histórico Filosóficas, da Faculdade de Letras de Coimbra, em 1925 matricula-se no curso de Filologia Românica.

 

Na sua primeira viagem que faz a Espanha, com Orfeão Académico, em 1923, conhecerá Miguel Unamuno (escritor e filósofo espanhol (1864-1936), intelectual republicano, foi o teórico do humanismo revolucionário antifranquista) com quem trocará correspondência anos mais tarde.

 

A 12 de Fevereiro de 1926, casa em Coimbra com Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes, de quem teve quatro filhos: Georgina (Novembro de 1926), Jorge (Abril de 1929), Manuel (Julho de 1930) e Ana Paula (final de 1931).

 

Foi em 1930 que Vitorino Nemésio se transfere para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde, no ano seguinte, conclui o curso de Filologia Românica, com elevadas classificações, começando desde logo a leccionar literatura italiana. É a partir de 1931 que Vitorino Nemésio dá inicio à carreira académica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde tal como atrás se afirmou, leccionará literatura italiana e mais tarde literatura espanhola.

 

Em 1934 doutorou-se em Letras pela Universidade de Lisboa com a tese A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio.

 

Entre 1937 e 1939 lecciona na Universidade Livre de Bruxelas, regressando neste último ano ao ensino na Faculdade de Letras de Lisboa.

 

Em 1958 leccionou no Brasil.

 

A 12 de Setembro de 1971, atingido pelo limite legal de idade para exercício de funções públicas, profere a sua última lição na Faculdade de Letras de Lisboa, onde ensinara durante quase 40 anos.

 

Foi autor e apresentador do programa televisivo Se bem me lembro, que muito contribuiu para popularizar a sua figura e dirigiu ainda o jornal O Dia entre 11 de Dezembro de 1975 a 25 de Outubro de 1976.

 

Vitorino Nemésio foi um dos grandes escritores portugueses do século XX, tendo recebido em 1965, o Prémio Nacional da Literatura e, em 1974, o Prémio Montaigne.

 

Faleceu a 20 de Fevereiro de 1978, em Lisboa, no Hospital da CUF, e foi sepultado em Coimbra. Pouco antes de morrer, Nemésio pediu ao filho para ser sepultado no cemitério de Santo António dos Olivais, em Coimbra. Mas pediu mais: que os sinos tocassem o Aleluia em vez do dobre a finados. O seu pedido foi respeitado.

 

Vitorino Nemésio foi ficcionista, poeta, cronista, ensaísta, biógrafo, historiador da literatura e da cultura, jornalista, investigador, epistológrafo, filólogo e comunicador televisivo, para além de toda a actividade de docência.

 

Levou a cabo, na sua obra, uma transformação das tendências da Presença (que de certa forma precedeu), que garantiu a eternidade dos seus textos. Fortemente marcado pelas raízes insulares, a vida açoriana e as recordações da sua infância percorrem a obra do escritor, numa espécie de apelo, revelado pela ternura da sua inspiração popular, pela presença das coisas simples e das gentes, e pela profunda humanidade face à existência e ao sofrimento da vida humana.

 

Fonte: Wikipédia e Projecto Vercial

publicado por Lagash às 10:18
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Nascimento de Vitorino Nemésio

 

(Vitorino Nemésio) 

 

Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva nasceu na Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores no dia 19 de Dezembro de 1901, e faleceu a 20 de Fevereiro de 1978 em Lisboa. Frequentou a Universidade de Coimbra e foi professor da Faculdade de Letras em Lisboa, tendo também ensinado no Brasil, França, Bélgica, Espanha e Holanda. Além de professor e escritor, dedicou-se à televisão, tendo apresentado um programa cultural durante alguns anos. Da sua colaboração em jornais, destaca-se a direcção de O Dia em 1975.

 

Foi um poeta, escritor e intelectual e destacou principalmente como romancista - foi autor de Mau Tempo no Canal.

 

A sua vida não lhe correu bem em termos de sucesso escolar, pois passou por vários problemas estudantis, tal como a expulsão do Liceu de Angra, a reprovação do 5.º ano que o levou a sentir-se incompreendido pelos professores. Do período do Liceu de Angra, Nemésio apenas guardou boas recordações de Manuel António Ferreira Deusdado, professor de história, que o introduziu na vida das letras.

 

Com 16 anos de idade, Vitorino Nemésio, desembarcou pela primeira vez na cidade da Horta para se apresentar a exames, como aluno externo do Liceu Nacional da Horta. Nemésio acabou por concluir o Curso Geral dos Liceus, no dia 16 de Julho de 1918, com a qualificação de dez valores.

 

A sua estadia na cidade da Horta foi desde Maio a Agosto de 1918. A 13 de Agosto o jornal O Telégrafo dava notícia de que Nemésio, apesar de ser um fedelho, um ano antes de chegar à Horta, havia enviado um exemplar de Canto Matinal, o seu primeiro livro de poesia (publicado em 1916), ao director de O Telégrafo, Manuel Emídio.

 

Apesar de tenra idade, Nemésio chega à Horta já imbuído de alguns ideais republicanos, pois em Angra do Heroísmo já havia participado em reuniões literárias, republicanas e anarco-sindicalistas, tendo sido influenciado pelo seu amigo Jaime Brasil, cinco anos mais velho (primeiro mentor intelectual que o marcou para sempre) e por outras pessoas tal como Luís da Silva Ribeiro, advogado, e Gervásio Lima, escritor e bibliotecário.

 

 

 

Em 1918, em pleno final da Primeira Guerra Mundial, a Horta possuía um comércio marítimo intenso e uma impressionante animação nocturna, a cidade era um porto de escala obrigatória, local de reabastecimento de frotas e de repouso da marinhagem. Na Horta estavam instaladas as companhias dos Cabos Telegráficos Submarinos, que convertiam a cidade num “nó de comunicações” mundiais, ou seja, a Horta possuía um ambiente cosmopolita, que contribuiu, decisivamente, para que ele viesse, mais tarde a escrever uma obra mítica que dá pelo nome de Mau Tempo no Canal, trabalhada desde 1939 e publicada em 1944, cuja acção decorre nas ilhas Faial, Pico, São Jorge e Terceira, sendo que o núcleo da intriga se desenvolve na Horta.

 

Este romance evoca um período (1917-1919) que coincide em parte com a sua permanência na ilha do Faial e nele aparecem pessoas tais como o Dr. José Machado de Serpa, senador da República e estudioso, o padre Nunes da Rosa, contista e professor do Liceu da Horta, e Osório Goulart, poeta.

 

Em 1919, inicia o serviço militar, como voluntário, em infantaria, o que lhe proporcionou a primeira viagem para fora dos Açores. Concluiu o liceu em Coimbra (1921) e inscreve-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Três anos mais tarde, Nemésio troca o curso em que se tinha matriculado, pelo de Ciências Histórico Filosóficas, da Faculdade de Letras de Coimbra, em 1925 matricula-se no curso de Filologia Românica.

 

Na sua primeira viagem que faz a Espanha, com Orfeão Académico, em 1923, conhecerá Miguel Unamuno (escritor e filósofo espanhol (1864-1936), intelectual republicano, foi o teórico do humanismo revolucionário antifranquista) com quem trocará correspondência anos mais tarde.

 

A 12 de Fevereiro de 1926, casa em Coimbra com Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes, de quem teve quatro filhos: Georgina (Novembro de 1926), Jorge (Abril de 1929), Manuel (Julho de 1930) e Ana Paula (final de 1931).

 

Foi em 1930 que Vitorino Nemésio se transfere para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde, no ano seguinte, conclui o curso de Filologia Românica, com elevadas classificações, começando desde logo a leccionar literatura italiana. É a partir de 1931 que Vitorino Nemésio dá inicio à carreira académica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde tal como atrás se afirmou, leccionará literatura italiana e mais tarde literatura espanhola.

 

Em 1934 doutorou-se em Letras pela Universidade de Lisboa com a tese A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio.

 

Entre 1937 e 1939 lecciona na Universidade Livre de Bruxelas, regressando neste último ano ao ensino na Faculdade de Letras de Lisboa.

 

Em 1958 leccionou no Brasil.

 

A 12 de Setembro de 1971, atingido pelo limite legal de idade para exercício de funções públicas, profere a sua última lição na Faculdade de Letras de Lisboa, onde ensinara durante quase 40 anos.

 

Foi autor e apresentador do programa televisivo Se bem me lembro, que muito contribuiu para popularizar a sua figura e dirigiu ainda o jornal O Dia entre 11 de Dezembro de 1975 a 25 de Outubro de 1976.

 

Vitorino Nemésio foi um dos grandes escritores portugueses do século XX, tendo recebido em 1965, o Prémio Nacional da Literatura e, em 1974, o Prémio Montaigne.

 

Faleceu a 20 de Fevereiro de 1978, em Lisboa, no Hospital da CUF, e foi sepultado em Coimbra. Pouco antes de morrer, Nemésio pediu ao filho para ser sepultado no cemitério de Santo António dos Olivais, em Coimbra. Mas pediu mais: que os sinos tocassem o Aleluia em vez do dobre a finados. O seu pedido foi respeitado.

 

Vitorino Nemésio foi ficcionista, poeta, cronista, ensaísta, biógrafo, historiador da literatura e da cultura, jornalista, investigador, epistológrafo, filólogo e comunicador televisivo, para além de toda a actividade de docência.

 

Levou a cabo, na sua obra, uma transformação das tendências da Presença (que de certa forma precedeu), que garantiu a eternidade dos seus textos. Fortemente marcado pelas raízes insulares, a vida açoriana e as recordações da sua infância percorrem a obra do escritor, numa espécie de apelo, revelado pela ternura da sua inspiração popular, pela presença das coisas simples e das gentes, e pela profunda humanidade face à existência e ao sofrimento da vida humana.

 

Fonte: Wikipédia e Projecto Vercial

 

publicado por Lagash às 10:14
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Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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