Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Vinho, Castanha e Papoilas

 

(montagem de minha autoria a partir de imagens retiradas da internet)  

 

São Martinho soldado do império,

Que atravessas os Alpes na intempérie

Para regressares à tua morada,

Voltas à tua casa ansiada.

 

Num abraço solidário, de alma santificada,

Cortas com a tua espada, a encarnada,

A rubra capa que te cobre,

Para com meia agasalhar o que te sai ao caminho - o pobre.

 

Quando tal acontece, tens mesmo ali,

Um milagre de Deus, que é para ti…

O teu Verão aparece e premeia,

A tua acção homenageia.

 

Outros soldados p’la guerra pereceram,

Séculos depois, por todo lado morreram,

E outros ainda, ficaram magoados,

Com membros e corpos estropiados.

 

Todos os dias morrem ainda, com ou sem razão,

Deixando para trás, famílias sem pão,

Ou então, bem pior que a morte,

Deus não dá melhor sorte.

 

A todos esses, que passados ou presentes,

Estão em nossa memória, tal como os seus parentes,

Deixamos a papoila a esvoaçar,

Pois para sempre a Flandres faremos recordar.

 

Beberemos o vinho, comeremos a castanha,

Brindamos a São Martinho e sua façanha,

Lembraremos os mortos na guerra,

Plantaremos no peito, a papoila da terra.

 

Mário L. Soares

publicado por Lagash às 16:00
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Vinho, Castanha e Papoilas

 

(montagem de minha autoria a partir de imagens retiradas da internet) 

 

São Martinho soldado do império,

Que atravessas os Alpes na intempérie

Para regressares à tua morada,

Voltas à tua casa ansiada.

 

Num abraço solidário, de alma santificada,

Cortas com a tua espada, a encarnada,

A rubra capa que te cobre,

Para com meia agasalhar o que te sai ao caminho - o pobre.

 

Quando tal acontece, tens mesmo ali,

Um milagre de Deus, que é para ti…

O teu Verão aparece e premeia,

A tua acção homenageia.

 

Outros soldados p’la guerra pereceram,

Séculos depois, por todo lado morreram,

E outros ainda, ficaram magoados,

Com membros e corpos estropiados.

 

Todos os dias morrem ainda, com ou sem razão,

Deixando para trás, famílias sem pão,

Ou então, bem pior que a morte,

Deus não dá melhor sorte.

 

A todos esses, que passados ou presentes,

Estão em nossa memória, tal como os seus parentes,

Deixamos a papoila a esvoaçar,

Pois para sempre a Flandres faremos recordar.

 

Beberemos o vinho, comeremos a castanha,

Brindamos a São Martinho e sua façanha,

Lembraremos os mortos na guerra,

Plantaremos no peito, a papoila da terra.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:14
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Sábado, 13 de Setembro de 2008

Papoila selvagem

 

 

Papoila selvagem que andas ao vento,

Beleza ao ar, voas no campo,

És livre de tudo e do tempo,

Formas suave um belo manto.

 

Não se engane quem pense que és igual

A tantas outras tuas pares,

És única no mundo, és a tal…

E beijar a face do mundo tu sabes.

 

Simples, esvoaças vermelha e bela,

Drogas quem te toma, com o teu beijo,

Linda a tua cor, és aguarela…

 

Frágil, num mundo de Sodoma,

Resistes forte ao sol e ao mal,

És rainha e ninguém te doma.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:01
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Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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