Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Seduzes-me

 

 

Seduzes-me mulher!

Porque me tentas?

Fazes, como quem não quer…

E com todas as falas lentas...

 

Lanças um olhar de soslaio,

como quem brinca, sorris,

das armadilhas onde eu caio,

e levantas, altiva, o nariz…

 

Suaves palavras de seda,

sobe o teu sobrolho nobre,

e com a mão amparas a queda…

 

Sorrio, como eu sou tão minimal,

assim, frágil e pequeno.

E tu, em promontório colossal…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:03
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Bolero

 

("The Passion of Dance" - um quadro a óleo de Drew Jacoby) 

 

O crescendo continuo… o infiltrar e embeber da música pelo corpo e sentir… o infinito inalcançável… constante ‘suspense’… constante repetição… crescendo…

 

O querer mais além… a simplicidade do amor… a sensualidade no aumento do vigor… aumenta o volume… o tamanho, a sensação… o toque… o sentir…

 

A masculinidade e a feminilidade repetindo-se em movimentos pélvicos… belos e cheios de sedução…

 

O suor e o prazer em aromas fortes… a força e o controlo… a luta continua pelo fim… o prazer…

 

Depois… depois o cume… o alto pico, clímax, qual orgasmo explosivo que extasia todos os sentidos…

 

A beleza da dança para ornamentar uma peça de 1928 que foi imortalizada mais tarde também no cinema com a famosa Bo Derek (quem a esqueceu?). Foi composta por Ravel para a dança de um homem ou de uma mulher, e é esta (para mim) a sua melhor interpretação.

 

Porque a dança também é palavra expressada com o corpo - e diz-nos tanto…

 

Gozem (não encontro melhor palavra) o Bolero de Ravel.

 

Mário L. Soares

 

 


Bolero 2
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publicado por Lagash às 16:15
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Curvas

 

(foto de www.photoforum.ru ) 

 

 

As tuas curvas abraçam-me o peito

e fazem emergir desejos

que anseiam de ti o teu jeito

e exigem dos lábios os beijos

 

E quando o carinho vem suave

e encontra no corpo o teu quente

eu procuro no fundo a tua cave

húmida, bela, minha, para sempre.

 

Quero ter-te. Vou e volto no teu ser…

Estou contigo neste amor

unido no profundo querer.

 

São as curvas num belo casamento.

Que sonho este que me enternece

e embala lado a lado o pensamento.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:22
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Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Ai mulher! Aborreces-me!

 

 

Ai mulher! Aborreces-me!

 

E aborreces-me tanto, que quando digo que me aborreces,

Os meus ‘R’ e os meus ‘S’

multiplicam-se com tantas ganas,

Que mais se assemelham a um onomatopaico

ronco de motorizada;

De arrasto, aos solavancos, pela nobre estrada secundária.

 

Ai mulher, como me enervas tu mais às 50 de cilindrada!

 

A ignição de tal sentimento é a tua manifestação:

‘Já chegastes?! Não me gostas! Não t’acheguas! Tu ressonas! ‘,

(Jesus Cristo, Nosso Senhor, que paciência!

Por favor, Ponham fim a mais esta provação!)

 

Rodas a chave e como por magia, pego logo à primeira, dá-se logo a explosão!

Presenteias-me, és tão querida, com a tua douta sabedoria!

Cativante que tu és, dor de dentes que me arrelia.

És delicada, és uma rosa, sinto orgulho pela tua prosa,

Tão oportuna, como eu lamento! És óbito em dia de casamento.

 

Consideramos as flores bonitas, provavelmente, porque não falam!

És tão bela, se ao menos Deus te tivesse feito muda.

 

Vicente  Roskopt

 

 

Caro amigo,

 

Simplesmente brilhante. O teu estilo é único.

 

Aos visitantes – vejam mais deste meu amigo poeta (ou poeta meu amigo – ou amigo) em http://osedutorfarsolas.blogspot.com/ .

 

Mário L. Soares

publicado por Lagash às 16:12
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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Alma Errante

 

(foto de Katia Chausheva)

 

Encontrei muita vez, vagando ao acaso,

Um perfil de mulher no qual se adivinha

Como em exílio uma infeliz Rainha,

Um sol nascente e quase já no ocaso! ...

 

Lembrou me um jaspe, um delicado vaso.

Onde vegeta a custo uma florinha.

Ansiosa por florir, mas que, mesquinha,

Tem o espaço estreito e o chão árido e raso.

 

Certa tarde, já quase ao fim do dia.

Baixava o sol na última agonia.

Via lenta vagando em certa praça.

 

Perguntei-lhe o seu nome, incivilmente...

Cravou-me um triste olhar, e tristemente.

Digna, mui digna, respondeu: Desgraça.

 

Gomes Leal

 

publicado por Lagash às 16:04
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Domingo, 8 de Março de 2009

Beijo de novo

 

(Isabelle Adjani) 

 

Mulher que te beijo de novo,

tens a voz de um pássaro tropical,

sorris quando me movo,

És linda, bela e natural.

 

Toco-te a mão e retrais-te…

Aproximo-me e falo-te,

respondes e vais-te…

Dizes, não falas, calo-te.

 

Altiva, sabes ser,

presente para o homem.

Entendes o meu querer.

 

Levanto-te o véu.

Aos teus olhos doces de sol,

dou o dia, dou o céu.

 

Mário L. Soares

 

 

 

publicado por Lagash às 16:25
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Quem és tu, nua mulher?

 

(foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

Quem és tu, nua mulher?

Vagueias pelo meu quarto,

Saltitas pelo meu corpo,

Lambes as minhas pernas…

 

Quem és? Deverei a ti temer?

Muito leve vais a passo,

De um lado para o outro,

Sorris pelas persianas…

 

Quem és mulher, que me fazes tremer?

No falo tocas com desembaraço,

E voas p’lo corpo em alvoroço,

Agarras pelo beiço e me tomas…

 

Quem é que me toca o ser?

Que o meu peito tem caço,

E me leva embora do porto,

Sem saber se a mim me amas…

 

Não sei onde estás…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:15
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

Entre os teus lábios

 

("Lábios" de Sara Amaral - mais fotos da autora em www.olhares.com/Domaris ) 

 

Entre os teus lábios

é que a loucura acode,

desce à garganta,

invade a água.

 

No teu peito

é que o pólen do fogo

se junta à nascente,

alastra na sombra.

 

Nos teus flancos

é que a fonte começa

a ser rio de abelhas,

rumor de tigre.

 

Da cintura aos joelhos

é que a areia queima,

o sol é secreto,

cego o silêncio.

 

Deita-te comigo.

Ilumina meus vidros.

Entre lábios e lábios

toda a música é minha.

 

Eugénio de Andrade

 

publicado por Lagash às 16:25
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Sábado, 8 de Março de 2008

Mulher, eu gosto.

 

 

Oh Mulher, tu que me desatinas,

Este é o teu dia e a ti eu rogo,

Não quero ter-te de posse

Minha, e nem de ti quero mais

Que atenção.

 

Meu querido ser de formas

Arredondadas e de pele lisa,

Adoro o teu sorriso e o teu

Ser. Confundes, no entanto

As minhas ideias, com o teu

Querer. Não sei que te diga

Por vezes, sei apenas que

Gosto, por vezes… não,

Não gosto, ou por vezes, não sei

Nem se gosto, nem sei se sei,

Apenas me confundes.

 

Eu o teu dia e eu gosto,

Gosto de ti e do teu ser.

 

Mário L. Soares

publicado por Lagash às 22:58
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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