Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Strangers

 

 

“Tolerância mútua é uma necessidade em todos os tempos e para todas as raças. Mas tolerância não significa aceitar o que se tolera.”

 

Mahatma Gandhi

 

Esta curta metragem de Erez Tadmor e Guy Nattiv, demonstra em poucos minutos o que em séculos não foi aprendido por grandes lideres.

 

A união faz a força. Se o Homem se unir por um momento pode criar coisas belas e pode também destrui-las. No entanto, pode perceber, que consegue conviver com o seu “inimigo” em paz se assim o entender. Porque não? Porque pensa de forma diferente? Porque a pele é de outra cor? Porque alguém daquela raça nos matou um filho? Porquê? A intolerância gera intolerância e não leva a lado nenhum. E se levar é para a violência e a guerra – e isso é pior.

 

Nada justifica a intolerância! Mesmo a intolerância dos outros! Até mesmo um ponto de exclamação é sinal de intolerância e fere o orgulho do outro. Não o devemos usar com leviandade. Sejamos tolerantes.

 

O maior mal da humanidade é neste momento ela própria. Os ódios devem ser suavizados e amenizados. Aos poucos podemos mudar o mundo para um amanhã melhor. Basta que mudemos nós próprios – hoje.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:34
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Miosótis - Forget me not

 

 

A Primavera chegou.

Dois jovens enamorados passeavam nas margens de um rio caudaloso.

Inesperadamente um ramo de miosótis surgiu flutuando nas águas revoltas.

 

A jovem, encantada com as flores, quis tirá-las do rio.

 

O jovem, de forma destemida, atirou-se à água para as apanhar e dar à sua amada como prova do seu amor.

 

Mas a forte corrente do rio não permitiu que ele pudesse regressar à margem.

Sentindo-se sem forças e na eminência de se afogar, ainda gritou:

- Não me esqueças, ama-me sempre!

 

 

 

Desde então, o miosótis floresce nas margens dos rios e simboliza: Não-me-esqueças...

 

Lenda popular

 

A história recente atribuiu-lhe ainda outro significado, não menos importante ou dramático e com uma carga emocional fortíssima.

 

Logo após a tomada do poder de Hitler, os maçons alemães perceberam que a maçonaria estava em perigo na Alemanha. Mais tarde viram que estaria em perigo também pelo resto da Europa e pelo mundo, bem como a própria vida dos maçons. Assim, como forma de reconhecimento imediato e aberto, em substituição do tradicional esquadro e compasso, a Grande Loja da Alemanha decidiu substitui-lo por uma flor – o miosótis, já que o outro símbolo era amplamente conhecido pelo regime Nazi. Era usado na lapela do casaco.

 

Serviu desta forma para que os maçons se reconhecessem e para mantê-los ligados entre si.

 

 

 

Actualmente os maçons usam o “Forget me not” na lapela em memória dos mortos da grande guerra e como forma de repudio às atrocidades do holocausto. Significa assim, “nunca esquecerei”. Pode ser usado também em memória de um irmão que partiu.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:01
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Apenas num dia

 

 

Se apenas por um dia formos Homens,

Se apenas por um dia fizermos paz,

Se apenas por um dia quisermos ouvir,

Se apenas por um dia beijarmos o outro,

 

Se apenas por um dia esquecermos o dinheiro,

Se apenas por um dia olharmos a beleza interior,

Se apenas por um dia não houvesse fome,

Se apenas por um dia não houvesse doença,

 

Se apenas por um dia não houvesse guerras,

Se apenas por um dia não houvesse violência,

Se apenas por um dia não houvesse ódio,

Se apenas por um dia houvesse apenas AMOR…

 

Então nesse dia o terra e o sol sorririam,

E então nesse dia a lua e mar, de felizes, casariam.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:23
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Para quê a guerra?!

 

 

 

 

PARA QUÊ A GUERRA PÁ?!!? PETRÓLEO? RIQUEZA?!

PALHAÇOS!

CRETINOS!

ASSASSINOS!

 

Mário L. Soares

(alterações à foto da minha responsabilidade para se adequar mais à realidade actual)

 

publicado por Lagash às 09:04
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Combatente

 

 

Vitória e glória que morreste,

Nos campos de batalha

Nas mãos do pobre combatente

Que lutou por aquela tua bandeira

 

Corre o sangue de quem conheceste

Ao teu lado, e o medo espalha

No fundo do outro lado há gente…

Que mata com o medo, da mesma maneira

 

Mas exalta em ti o que prometeste

O juramento que honras sem medalha

A razão que ignoras na tua mente

És tu, ou o outro numa fogueira

 

À pátria que em ti enobreceste

É o pretexto para fugires à fornalha

Podias desertar como quem não sente!

Ninguém notaria a tua esterqueira?

 

Mas não! Segues em frente mas… bateste…

Algo dentro de ti estraçalha!

Não há dor, tudo está quente…

Dás mais de ti que quem te ama queira…

 

Sentes um rio agora que paraste

E corre líquido escuro como o vinho na talha.

Estranho. Não era o plano presente…

Queres fugir! Mas cais no meio de poeira.

 

Conseguiste no limite do desgaste

Mover o braço até à tua navalha…

Ainda queres a vingança corajosamente,

Respiras o pó, e sentes uma pieira…

 

Cospes vermelho e tens o que semeaste

Queres livrar-te do peso da tralha

Talvez assim possas seguir em frente

Será esta a tua queda derradeira?

 

No chão nada se move. Perdeste?

Nada ouves. Nem a batalha?

Nada sentes. Nem a dor, nem a tua mente?

Será o fim? Assim, numa quarta-feira?

 

É. Dás por ti, e percebes. Morreste!

Ainda cá estás mas sem o que te valha,

Foi coragem? Fazias diferente?

Voltavas a trás e entravas na trincheira?

 

Valeu a pena o esforço que prometeste?

Sim. Se acreditaste na jornada…

Não. Se não foste coerente…

Fica em ti a razão verdadeira.

 

E matar? Por certo, também o fizeste…

Aí, há um medo que te assoalha

Terias direito a tirar a vida ao teu semelhante?

Perdão! Pedes em clemente choradeira.

 

Calma e dorme. Coragem… Não o soubeste,

Mas tens em ti algo maior do que a tua alma,

No teu coração. Está lá. Presente.

O amor. A paixão sem qualquer barreira.

 

És grande. Deste. Não por ti, mas pelo que acreditaste,

És o reflexo da tua escolha.

Amaste. Foste amado. Tiveste o teu consciente.

Sobe. Lá a cima. Seja onde for. É a tua última fronteira.

 

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 01:41
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Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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