Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Lembranças

 

 

(amigos com 16 anos em média proprietários e locutores de uma rádio local pirata de grande sucesso na margem sul) 

 

Lembranças, meu Deus…

Que lembranças tenho,

De tudo e de todos os meus,

Em mim marcadas em estanho.

 

Lembro amigos que cá ficam,

Dos risos e bons momentos,

Tenho os maus para contradição,

Do choro e dos lamentos.

 

Lembro festas de arrepiar,

Com bebida e muita dança,

De boas comidas manjar,

Rebolar ao encher a pança.

 

Lembro trabalho e também lazer,

Viagens e muito passeio,

Beleza e grandeza que me deu prazer,

Tudo isto, trago em meu seio.

 

Lembro os beijos e abraços,

Tenho em mim as despedidas,

No coração levo os amassos

Das noites de amor perdidas.

 

Lembro as lágrimas que sofri,

De amores que já foram,

As promessas que já perdi…

Das vidas que me marcaram.

 

Guardo-as dentro de mim,

São minhas, só eu as posso ter,

Tenho-as com carinho, assim…

Espero nunca as perder…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:25
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Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Matéria

 

(foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

E no entanto, meu amigo, não é de evidências, mas de intangíveis, que se faz essa fugaz matéria a que chamamos amor. Faz-se de uma substância estranha, mutante e imprevisível, apenas materializada na surpresa que de repente nos devolve o espelho: um corpo que desconhecíamos, um olhar perplexo. Faz-se de um súbito sobressalto que nos invade as entranhas, um imperioso capricho da pele, um inapelável desassossego. Faz-se de um gesto irreprimível, todo languidez e impotência. Faz-se da essência dos rios, correndo em curso livre até se precipitarem num mar que nunca viram, mas sabem ser o seu único destino. E faz-se da placidez dos lagos. Faz-se da beleza terrível de um incêndio, da voragem de um tornado, do mortífero poder de um raio. Faz-se de clarividência e de cegueira, de lucidez e de loucura. Faz-se de júbilo e de angústia. Faz-se de pudor e de lascívia. Faz-se do mais magnífico festim e da mais insuportável solidão. Faz-se de glória e de miséria, de riso e de pranto, de cobardia e de audácia, de música e de silêncio, de luz e de sombra. Faz-se de guerra e de paz. De vida e de morte. De tudo. De nada.

 

Ana Vidal

http://portadovento.blogs.sapo.pt/

 

 

publicado por Lagash às 16:13
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Noblesse Oblige

 

(pintura de Michelangelo no tecto da Capela Sistina no Palácio Apostólico na Cidade do Vaticano) 

 

Acredito que todo o Homem, na sua essência, no seu âmago tem o bom, o bem e a bondade. Ninguém no seu perfeito juízo poderá, ou sem outros mottos terá a necessidade ou a vontade de fazer mal. O Homem não é assim!

 

Foi criado à imagem de Deus – e essa premissa é essencial para a coerência desta exortação – sem crer nela não fará sentido tudo o resto. Não é que o Homem seja divino, mas sim que tem os traços gerais do divino… no seu mais profundo ser, os seus princípios são nobres – e de uma nobreza máxima e sem igual.

 

É o Homem portanto o ser que tem no mundo o rosto de Deus. Sente (ou deverá sentir) essa responsabilidade. Com o cargo vem o trabalho. Com o poder vem a responsabilidade. Com a vida vem a morte. Com a humanidade vem o ser (entenda-se verbo ser) humano. Com a nobreza vem a obrigação.

 

Noblesse oblige

 

Mário L. Soares

publicado por Lagash às 16:18
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Lembranças

  

 

Lembranças, meu Deus…

Que lembranças tenho,

De tudo e de todos os meus,

Em mim marcadas em estanho.

 

Lembro amigos que cá ficam,

Dos risos e bons momentos,

Tenho os maus para contradição,

Do choro e dos lamentos.

 

Lembro festas de arrepiar,

Com bebida e muita dança,

De boas comidas manjar,

Rebolar ao encher a pança.

 

Lembro trabalho e também lazer,

Viagens e muito passeio,

Beleza e grandeza que me deu prazer,

Tudo isto, trago em meu seio.

 

Lembro os beijos e abraços,

Tenho em mim as despedidas,

No coração levo os amassos

Das noites de amor perdidas.

 

Lembro as lágrimas que sofri,

De amores que já foram,

As promessas que já perdi…

Das vidas que me marcaram.

 

Guardo-as dentro de mim,

São minhas, só eu as posso ter,

Tenho-as com carinho, assim…

Espero nunca as perder…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:19
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Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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