Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Morte de Michael Jackson

Morreu na noite de ontem (25 de Junho de 2009) Michael Jackson. Descanse em paz.

 

 

 

 

Naku penda piya-naku taka

Piya-mpenziwe

(I love you too-I want you

Too-my love)

 

Liberian girl . . .

You came and you changed

My world

A love so brand new

Liberian girl . . .

You came and you changed

Me girl

A feeling so true

 

Liberian girl

You know that you came

And you changed my world,

Just like in the movies,

With two lovers in a scene

And she says . . .

Do you love me

And he says so endlessly . . .

I love you, Liberian girl

 

Naku penda piya-naku taka

Piya-mpenziwe

 

Liberian girl . . .

More precious than

Any pearl

Your love so complete

Liberian girl . . .

You kiss me then,

Ooh, the world

You do this to me

 

Liberian girl

You know that you came

And you changed my world,

Just like in the movies,

With two lovers in a scene

And she says,

 

Do you love me

And he says so endlessly

I love you, Liberian girl

Naku penda piya-naku taka

Piya-mpenziwe

 

Liberian girl

You know that you came

And you changed my world,

I wait for the day,

When you have to say

I do,

And Ill smile and say it too,

And forever well be true

I love you, Liberian girl,

All the time

 

I love you Liberian girl,

All the time

 

Michael Jackson

 

Michael, mesmo com toda a polémica que a tua vida envolveu, seja pela cor da pele ou a falta dela, escândalos, o rancho “neverland” ou outras extravagâncias, não posso deixar de lembrar que marcaste a tua passagem pela minha vida com a tua música e com a tua imagem. Quem não se lembra do thriller e do seu vídeo clip (teledisco) fantástico? Quem não lembra com saudade os teus gritinhos histéricos nas músicas? Quem não recorda com nostalgia o “We are the world”?

 

Foi-se um homem único e fica outra obra tão única como ele.

 

R.I.P. – Rest In Peace Michael.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:09
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Domingo, 21 de Junho de 2009

Soneto 17

 

 

Se te comparo a um dia de verão

És por certo mais belo e mais ameno

O vento espalha as folhas pelo chão

E o tempo do verão é bem pequeno.

 

Ás vezes brilha o Sol em demasia

Outras vezes desmaia com frieza;

O que é belo declina num só dia,

Na terna mutação da natureza.

 

Mas em ti o verão será eterno,

E a beleza que tens não perderás;

Nem chegarás da morte ao triste inverno:

 

Nestas linhas com o tempo crescerás.

E enquanto nesta terra houver um ser,

Meus versos vivos te farão viver.

 

William Shakespeare

 

publicado por Lagash às 16:03
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Sábado, 13 de Junho de 2009

A Criança que fui chora na estrada

 

 

A Criança que fui chora na estrada,

Deixei-a ali quando vim ser quem sou;

Mas hoje, vendo que o que sou é nada,

Quero ir buscar quem fui onde ficou.

 

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou

A vinda tem a regressão errada.

Já não sei de onde vim nem onde estou.

De o não saber, minha alma está parada.

 

Se ao menos atingir neste lugar

Um alto monte, de onde possa enfim

O que esqueci, olhando-o, relembrar,

 

Na ausência, ao menos, saberei de mim,

E ao ver-me tal qual fui ao longe, achar

Em mim um pouco de quando era assim.

 

Fernando Pessoa, 22 de Setembro de 1933

 

publicado por Lagash às 16:24
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Parabéns Fernando

 

 

 

Meu caro Fernando dos teus muitos eus

Eu que difícil acho, ser apenas um eu

Admiro os que tens, nos teus

 

Eu sei lá como fazes quando te escreves

Sinceramente és o verdadeiro poeta

E do que fazes és tu que percebes

 

Não há no mundo, pelo menos que eu saiba

Outro como tu que a nós nos entenda

E num pequeno papel ponhas a alma, e caiba

 

Passeaste por cidades e bucólicos campos

Foste engenheiro, monárquico, futurista,

Viajaste sem sair do chapéu dos tempos

 

Portugal, como Camões em obra criaste,

Para a todos dizeres quem somos, e donde viemos

E no fundo és tu próprio. És o que ensinaste.

 

De bons costumes, és livre homem,

Foste e honraste o ser,

 És pedra viva para que todos amem.

 

Cento e vinte um, são os anos que agora tens,

Desde o dia do teu nascimento,

Estás jovem, não estás acabado. Aceita os meus parabéns.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 10:11
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Minha Pátria

 

 

Portugal, meu amigo, meu pai.

Pariste-me, deste-me vida, pátria,

e o futuro para mim assim se vai.

És mãe do mundo meu, mátria.

 

Desistes e paras pátria! Tens medo?

Será o teu soldado que deserta?

Ou és tu que retiras em segredo?

Enfrenta o meu mundo e desperta.

 

Abana o globo como só tu sabes!

Mostra novas coisas, novos mundos...

Vence a apatia que acalma os mares!

 

Da Taprobana e Índia além foste na tua memória,

e agora é este peito português que te pede:

Conquista-te a ti novamente e volta à glória.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:07
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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

O melhor do mundo são as crianças

 

 

O melhor do mundo são as crianças

que têm a inocência do bem,

e o futuro da humanidade

nos olhos que sorriem.

Têm a beleza nas tranças,

a sabedoria de mais ninguém,

nas lágrimas, felicidade,

e amor por outro alguém.

 

Gosto de ver a traquinagem

inocente, do mais reguila miúdo

que parte o vidro e mente

à gente, mesmo que seja sem querer.

Olha o mundo e tem coragem,

acredita no nada e no tudo,

cai no chão e segue em frente,

e sabe agora o que é ser.

 

Mário L. Soares

mote de Fernando Pessoa

 

publicado por Lagash às 16:03
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Domingo, 31 de Maio de 2009

Venci o vício

 

 

Venci o vício

Ganhei ao maldito

Não foi desperdício

Foi vitória, um grito!

 

Dei a volta por cima,

Mas estou sempre alerta,

Agora a minha vida exima,

Quando a vontade aperta.

 

Na escuridão, na névoa do tabaco,

Vivi vinte negros anos,

Até agarrar a vida num só acto!

 

Não volto ao sofrimento

Estou livre da tortura

Não quero tal tormento – Acabou-se o tabaco!

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:28
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

500 posts!

 

Foi o 500º post (este é o 501º)... nem sei dizer isto...

 

Mais uma marca pessoal alcançada! Nunca pensei que chegasse a isto - especialmente em menos de 18 meses! "Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena!".

 

Mário L. Soares

publicado por Lagash às 10:22
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

À minha irmã

 

(Paula Soares) 

 

“Olá mana,

Como estás hoje?”

 

E assim nos cumprimentamos...

 

Não estamos diariamente juntos. Não podemos (porque a distância não permite) estar juntos fisicamente todos os dias. Também não me parece boa ideia estarmos juntos assim tanto (acho que concordas comigo, não?), porque o que é demais… é demais. De qualquer forma, digo-te que para estarmos juntos não precisamos, nem de telemóvel, email, nem msn, sms, skype, ou qualquer outra tecnologia. Para estarmos juntos, basta pensarmos em tal.

 

A amizade tem um poder incrível. Transcende a mente, o pensamento, barreiras, tabus, as fronteiras, e a distância…

 

Ao pensarmos num amigo – ao pensar em ti Paula – estou aí contigo: sentes?

 

“Poderão os quilómetros separar-nos dos nossos amigos?

Poderá a distância separar-nos realmente dos amigos?

Se quiseres estar com alguém, não estarás já lá?

Encontrar-nos-emos de vez enquanto, sempre que quisermos, no meio da única festa que nunca poderá terminar …”

 

Disse Richard Bach no seu pequeno (grande) livro “Não há longe nem distância”.

 

E este aviador (que tal como outros aviadores – Saint Exupery, por exemplo), sabe do que fala. Eles viram o mundo de outra maneira. Lá de cima, à distância do criador, à distância tão certa, quanto a necessária para ver que a distância é uma questão de perspectiva, de ponto de vista e de pensamento.

 

A relatividade da questão, já teorizada pelo grande físico, traz-nos a questão do como. Como posso estar agora aí contigo? É simples. Pensa em mim, com a certeza que penso em ti. Teremos no nosso pensamento a lembrança da pessoa, o rosto, a voz, o toque, até o cheiro. Aí “sentimos” o momento com essa pessoa, e sabemos que ela está lá. Está aqui!

 

Neste momento, estou aí contigo, e tu estás aqui comigo. Dou-te um beijinho e digo-te: “Parabéns Mana!”, dou uma gargalhada e chamo-te “Velha!”, tu mandas-me à fava, e dás-me um abraço…

 

Beijos

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:14
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

A dualidade entre o bem e o mal

 

 

 

O Yin-Yang, branco e negro, a noite e o dia, morte e vida, a luz e a escuridão, o belo e o feio.

 

“O que era a noite sem o dia?

E a luz sem a escuridão?

O contraste é a razão

Porque a gente os avalia.

 

Tendo por esta medida,

Tudo para um mesmo fim,

Até tu, a própria vida,

Não eras nada sem mim.”

 

Disse António Aleixo no Auto da Vida e da Morte, na personagem da “morte” dirigindo-se à “vida”.

 

Assim funciona o mundo.

 

Podemos olha-lo como o belo e o feio. Quando olhamos para uma bela mulher (ou homem), temo-la como bela porquê? Porque temos padrões de beleza definidos pela nossa cultura no geral, e educação e meio onde vivemos em particular. A mais ínfima variável vai para os gostos pessoais que são insignificantes quando analisarmos o caso à distância.

 

Mas como podemos “saber” se a mulher que vemos é bela ou não? – Apenas e só pela distinção. O cérebro através de vários processos “compara” as imagens que captamos pelos olhos com as nossas memórias numa “pasta de ficheiros” imaginária com o nome “mulheres que já vi” que estará hierarquizado por ordem de “beleza” (uma será mais bela que outra) e enquadrará a mulher que vemos agora com a “lista”. Como é obvio este processo é instantâneo e imperceptível. Pela comparação temos o “contraste” do Aleixo.

 

Vemos o mundo também pelo conceito económico de satisfação / utilidade como no paradoxo copo de água / diamante, onde se por um lado a teoria valor trabalho dá mais “valor” ao diamante, torna-se completamente inversa quando estamos no meio do deserto e a água passa a ter toda a importância e nenhum valor imediato no diamante. Também será variável de acordo com a satisfação - se bebermos vários copos de água, a sua utilidade marginal vai diminuindo ao ponto de a curva descer e chegar a ser negativa, quando já deitamos água pelos olhos de tanto beber. Temos então as necessidades dos clássicos da economia de Adam Smith, Ricardo e Marx, a definir os nossos critérios de diferenciação. O bom do menos bom é definido assim.

 

Então e quando temos apenas bom e não temos mau? Pois. Aí temos uma requalificação e um imediato reordenamento da lista. No exemplo das mulheres, se apenas conhecermos mulheres belas e nenhuma feia (e muito importante – nunca poderíamos ter conhecido nenhuma mulher feia – caso contrário teríamos uma referência anterior), ao olhar duas belas mulheres, como serão diferentes, estarão sujeitas a uma hierarquização similar, mas como não há grau inferior, a feia será a menos bela aos nossos olhos e a mais bela será bela apenas e começara um novo processo.

 

Vendo neste prisma as coisas, o bem e o mal serão calibrados um pelo outro, co-existindo e tornando-se mutuamente necessários para a qualificação dos mesmos.

 

Sem as mortes horrendas da guerra daríamos o mesmo valor à paz? Sem o ódio, como seria o amor? Sem a injustiça, faríamos justiça? A ausência de luz seria a escuridão?

 

Deixo-vos com este pensamento, na esperança de que haja esperança quando olharmos o mundo e vermos o mal a surgir. Considerando o perfeito equilíbrio da natureza pela forma como a vemos. Esse mal fará o bom ser melhor, com certeza.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:18
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Domingo, 3 de Maio de 2009

Mãe

 

(Ermelinda Miranda em 26 de Abril de 2009)

 

Estás comigo desde sempre

És a minha confidente,

Amiga, a melhor,

Dás-me assim o teu amor.

 

Procuro em ti o carinho,

Abraçar-te um bocadinho,

Ter o teu colo quente,

A saudade do teu ventre.

 

Cautelosa e astuta,

És a melhor diplomata,

Sigo a tua batuta.

 

Inteligente como ninguém,

És o motor da família,

És a minha mãe.

 

Mário L. Soares

 

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Domingo, 26 de Abril de 2009

50º aniversário de casamento

 

 

 

 

(Ermelinda Miranda & Joaquim Soares) 

 

Pai e Mãe. Habituamo-nos a tê-los como certos. Certos também estamos, que todos no mundo têm Pai e Mãe. Com certeza, nunca nos vão faltar. Há alturas em que pensamos, em egoísmo, que não nos fazem falta, ou que incomodam, ou que não sabem nada.

 

Todos nós erramos. Não me estou a referir ao nosso Pai e nossa Mãe – sei que também erram – mas não é a eles que me refiro. É a nós. Sim, os filhos, esses que têm que passar a olhar mais criticamente para si próprios e procurar os erros nos próprios umbigos. O nosso erro primário é pensarmos que o erro está no outro – isto acontece, tanto com pais, como com filhos e tios e irmãos e amigos. O que é importante é percebermos que é importante e mais necessário corrigirmo-nos a nós próprios primeiro e só depois olharmos os outros, tendo depois um cuidado especial com os outros particularmente se esses outros são quem nos pôs no mundo.

 

O Pai e a Mãe, não são eternos, são humanos, e não estão lá sempre para nós. Têm vida própria e vontade própria. E vai haver alturas em que nos vão faltar. Ou porque já não estão neste mundo, ou porque não puderam fazer melhor. Com toda a certeza, se nos falham, não é por vontade própria, ou até mesmo se é, fá-lo-ão para permitir um crescimento da nossa personalidade e espírito, em jeito de ensinamento.

 

Há também, quem, que tendo Pai e Mãe (porque são imprescindíveis na concepção humana), não os têm na verdadeira acepção da palavra. Seja porque estes os abandonaram, faleceram, não sabem que os geraram, ou estão ausentes em espírito e não cumprem o seu papel. Poderão, se assim for, esses filhos, ter alguém ou algo que possa de alguma forma os substituir, seja um Pai ou uma Mãe adoptiva, que pode ser um avô ou avó, tio ou tia, ou amigo, ou um puro desconhecido, que a dada altura passa a ter o papel de Pai ou Mãe, ou até um ser supremo objecto de crença que possa de alguma forma ser. De qualquer forma, há quem não os tenha. Deve ser muito doloroso a falta do Pai e da Mãe. Não consigo descrever o que será. Assusta-me até essa possibilidade, o que me diz também que não estou preparado para a certa eventualidade sua partida.

 

O saber de um Pai e Mãe, é limitado. Sim, é. Mas é também limitada a própria pessoa. Apenas somos até ao limite do ser, não mais. Não passamos para a etérea forma intangível antes de deixarmos o invólucro que transportamos. Somos até deixarmos de ser, e se continuamos a ser, sê-lo-emos lá, depois do “ser” cá. E cá temos um finito tempo que nos limita em tudo, inclusive no saber. Sabemos a soma de todas as coisas que aprendemos mais o que já trazíamos, menos o que esquecemos, e menos o que não queremos saber ou escondemos. Como tal, os nossos progenitores, como mais velhos (já cá estavam quando chegamos) têm um percurso mais longo de aprendizagem, e assim uma probabilidade maior de ter uma soma de coisas sabidas maior do que a nossa. E mesmo que assim não o seja, pela qualidade das coisas aprendidas ser inferior, ou por qualquer adversidade que contrarie a regra, deverão ser respeitados como Pai e Mãe, que são, e que primeiro que tudo, souberam-nos conceber e criar e deram nos seus genes a grande parte do que somos hoje e nos define como humanos para sempre. Isso é por si só um grande saber.

 

O Pai e a Mãe, os nossos pais, são únicos. Merecem a nossa admiração, amizade, carinho e amor.

 

Eu e a minha irmã, temos os melhores Pai e Mãe do mundo.

 

Tiveram e têm divergências, são duas pessoas diferentes em muita coisa e iguais em tantas outras. Sabem muito de tudo e são bons companheiros um do outro, dos filhos e neto que os amam. Gostam um do outro, ainda que digam que não se suportam. Têm uma relação de necessidade mútua, de compensação e de complementaridade. São completamente dependentes um do outro e ao mesmo tempo completamente independentes. A sua vida é como um constante colocar na balança dos prós e contras de tudo o que fazem. Justiça, vontade, dedicação, força, saber, espírito de sacrifício são expressões que sempre me habituei a ouvir em casa. São um exemplo para a longevidade no casamento e relacionamento. Sabem estar, como marido e mulher e como amigos, mesmo após tantos anos.

 

Hoje é o 50º aniversário do seu casamento. Foi no dia 26 de Abril de 1959 em Marinhais.

 

Parabéns aos dois.

 

Será difícil talvez humanamente impossível, não sei, mas gostava de terminar dizendo:

 

“Venham mais 50!”

 

Mário L. Soares

 

 

publicado por Lagash às 16:01
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Sábado, 25 de Abril de 2009

Portugal Ressuscitado

 

 

Depois da fome, da guerra

da prisão e da tortura

vi abrir-se a minha terra

como um cravo de ternura.

 

Vi nas ruas da cidade

o coração do meu povo

gaivota da liberdade

voando num Tejo novo.

 

Agora o povo unido

nunca mais será vencido

nunca mais será vencido

 

Vi nas bocas vi nos olhos

nos braços nas mãos acesas

cravos vermelhos aos molhos

rosas livres portuguesas.

 

Vi as portas da prisão

abertas de par em par

vi passar a procissão

do meu país a cantar.

 

Agora o povo unido

nunca mais será vencido

nunca mais será vencido

 

Nunca mais nos curvaremos

às armas da repressão

somos a força que temos

a pulsar no coração.

 

Enquanto nos mantivermos

todos juntos lado a lado

somos a glória de sermos

Portugal ressuscitado.

 

Agora o povo unido

nunca mais será vencido

nunca mais será vencido.

 

José Carlos Ary dos Santos

Caxias, 26 de Abril de 1974

 

 

publicado por Lagash às 16:08
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Dia da Terra

 

 

Se você desistir, eles também desistem... 

 

O Dia Internacional da Terra e do Património Geológico, foi instituído pelo senador americano Gaylord Nelson, (país que não assinou o acordo de Kioto e que contribui em muito para o degradar da Natureza mundial), no dia 22 de Abril de 1970.

 

Todos devemos contribuir para melhorar a nossa casa. É nela que vivemos e temos a responsabilidade e dever de a preservar. Devemos Reduzir, Reciclar e Reutilizar.

 

Contribua:

 

Não polua;

Tenha o cuidado de não utilizar produtos poluentes;

Beba água e café em copos ou chávenas reutilizáveis;

Reutilize os sacos plásticos do supermercado, ou de preferência, leve um saco ou cesto de casa quando for às compras;

Faça reciclagem;

Use pilhas recarregáveis – até poupa dinheiro;

Imprima documentos somente se necessário – visualize-os no ecrã sempre que possível;

Quando imprimir imprima nos 2 lados da página (se puder);

Se tem jardim, programe a rega para bem cedo, à noite ou ao cair da noite para evaporar menos água (não imagina o que vai poupar em água);

Utilize lâmpadas economizadoras (economizar diz tudo);

Dê as suas roupas velhas e brinquedos (para além de ajudar alguém está a preservar o ambiente);

Desligue as luzes e aparelhos eléctricos quando não os está a utilizar;

Ponha o lixo no lixo e não no chão.

 

Fale com os outros (habitantes do planeta) se os vir a transgredir – estão a sujar-lhe a casa!

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:16
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Domingo, 12 de Abril de 2009

Páscoa

 

 

A Páscoa judaica é (primeiramente) a comemoração da liberdade desse povo que era escravizado no antigo Egipto. A Páscoa nunca cai no mesmo dia, mas o dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 Março (a data do equinócio) e até 25 de Abril. Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C., definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica".

 

A palavra Páscoa tem a sua origem do nome em hebraico da festa judaica, “Pessach” , não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egipto para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário.

 

O Ovo de Páscoa, têm origens ancestrais e pagãs, muito antes da era de Cristo, onde na Ucrânia, os Chineses e alguns povos europeus e do norte de África, tinham o hábito de ofertar ovos de galinha pintados simbolizando o início da vida (primavera) venerando Eostre – Deusa da fertilidade e do renascimento (anglo-saxã, daí o termo Easter), onde o coelho era símbolo pela sua virilidade sexual. Os franceses, já mais recentemente, começaram a tradição dos ovos de chocolate.

 

A Páscoa celebra a Ressurreição de Jesus Cristo ou a sua vitória sobre a morte, depois de ser morto por crucificação que ocorreu em 30 ou 33 d.C.

 

Ao terceiro dia Cristo ressuscitou…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:19
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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