Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Não estou pensando em nada

 

 

Não estou pensando em nada 

E essa coisa central, que é coisa nenhuma,  

É-me agradável como o ar da noite, 

Fresco em contraste com o verão quente do dia, 

Não estou pensando em nada, e que bom! 

 

Pensar em nada 

É ter a alma própria e inteira. 

Pensar em nada 

É viver intimamente 

O fluxo e o refluxo da vida... 

  

Não estou pensando em nada. 

Só, como se me tivesse encostado mal. 

Uma dor nas costas, ou num lado das costas,  

Há um amargo de boca na minha alma:  

É que, no fim de contas, 

Não estou pensando em nada, 

Mas realmente em nada, 

Em nada...

 

Álvaro de Campos

1935

 

publicado por Lagash às 16:04
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Meu querido pai

 

 

Meu querido pai…

Deixo-te estas palavras

conjugadas com o maior cuidado.

São palavras de amor lavradas

cheias de saudade do passado

que por nós passa e vai.

 

Meu pai querido…

Venho por esta via

dizer-te que te quero,

que és o que eu ser devia,

ser à tua imagem espero,

e que és o céu colorido.

 

Meu pai amigo…

Sou o melhor que consigo

do exemplo teu,

e tento a custo ser parecido

a ti, que és modelo meu,

e a trilha quando perdido.

 

Companheiro, meu pai…

Quero os parabéns dar-te,

e dizer-te que te amo,

meu forte, meu baluarte.

É por ti que eu chamo

- Meu querido pai.

 

Mário L. Soares

ao meu pai, Joaquim Soares, pelo seu 74º aniversário.

 

publicado por Lagash às 16:23
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Dar-te-ia o meu coração

 

 

Dar-te-ia o meu coração

no momento em que te vi.

Mas deixá-lo-ias cair ao chão,

no escuro piso de alcatrão,

tal é o peso do meu amor por ti.

 

É para evitar essa maçada

que te entrego antes este beijo.

É mais leve e não dói nada!

E prometo que quando fores beijada

será com todo o meu desejo.

 

Pelo sim, pelo não,

vem ai um camião,

vamos é fugir da estrada,

antes que a gente morra atropelada

e fica o beijo para outro dia.

 

Vicente Roskopt

in http://osedutorfarsolas.blogspot.com

 

 

 

publicado por Lagash às 16:09
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Milagre de Fátima

 

 

Ao meio dia de 13 de Outubro de 1917, deu-se o milagre do sol, que, segundo os pastorinhos, já tinha sido anunciado anteriormente pela virgem aparecida. O milagre em que o sol “baixou” e chegou perigosamente perto das cabeças dos presentes, e depois circundou a região e regressando ao seu lugar, foi presenciado por mais de 70.000 pessoas na Cova da Iria em Fátima.

 

 

 

Independentemente da discutível veracidade do acontecido, que, como se sabe, divide opiniões (e não cabe a mim tomar partido em tal), marcou a região, o país, a época, e o mundo religioso. Repercutiu-se durante décadas no nosso país e no estrangeiro e marcou o então lema de vida portuguesa – entre futebol e fado, tínhamos Fátima para completar os famosos 3 f’s portugueses. Felizmente evoluímos desde então, mas, cabe agora recordar o que é a nossa história e o que é a nossa crença colectiva.

 

 

 

Além disso, o eterno santo padre contemporâneo, o papa João Paulo II, que tomou parte activa nas premonições da virgem de Fátima, deixou a bala do atentado perpetrado no dia 13 de Maio de 1981 (aniversário da primeira aparição de Fátima) contra si no altar de Maria. O que adiciona história, ainda mais misticismo, mistério e o cunho directo do maior representante do catolicismo.  

 

 

Fátima foi e é, um destino religioso e turístico, com indiscutível mística, que contagia mesmo os não religiosos. Os actuais monumentos erigidos no local das aparições e arredores, têm tal imponência que transmite ao nosso consciente e subconsciente uma mensagem de paz e calma.

 

Se ainda não visitaram – visitem. Mesmo que não tenham prometido nada, mesmo que não seja em peregrinação, mesmo não sendo católicos ou religiosos.

 

Mário L. Soares

 

“Nenhum testemunho é suficiente para demonstrar um milagre, a não ser que o testemunho seja de natureza tal que a sua falsidade seja mais milagrosa do que o facto que tenta demonstrar.”

 

David Hume

 

in Dos Milagres – 1748

 

 

publicado por Lagash às 16:28
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Hora Nostálgica #16 - All that she wants

 

 

She leads a lonely life

She leads a lonely life

 

When she woke up late in the morning light

and the day had just begun,

she opened up her eyes and thought

“Oh what a morning!”

It’s not a day for work

It’s a day for catching tan

Just laying on the beach and having fun

She is going to get you!

 

All that she wants is another baby

She’s gone tomorrow boy!

All that she wants is another baby

All that she wants is another baby

She’s gone tomorrow boy!

All that she wants is another baby

 

All that she wants

All that she wants

 

So if you are in sight and the day is right

She’s a hunter you’re the fox

The gentle voice that talks to you

Won’t talk forever

It is a night for passion

But the morning means goodbye

Beware of what is flashing in her eyes

She is going to get you

 

All that she wants...

 

Ace of Base

 

publicado por Lagash às 16:00
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Domingo, 11 de Outubro de 2009

Quem disse que não temos talentos? #21 Suspiro Nocturno

 

 

Talentos com muito talento. Porque a poesia é feita de palavras estranhas.

 

E os poetas podem ser negros… como os corvos.

 

publicado por Lagash às 16:29
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Sábado, 10 de Outubro de 2009

Woman


John Lennon - Woman
Enviado por popefucker. - Buscar outros videos de Musica.

 

 

Woman I can hardly express,

My mixed emotion at my thoughtlessness,

After all I'm forever in your debt,

And woman I will try express,

My inner feelings and thankfulness,

For showing me the meaning of success,

oh well, well,

oh well, well,

 

Woman I know you understand

The little child inside the man,

Please remember my life is in your hands,

And woman, hold me close to your heart,

However distant don't keep us apart,

After all it is written in the stars,

oh well, well,

oh well, well,

 

Woman please let me explain,

I never meant to cause you sorrow or pain,

So let me tell you again and again and again,

I love you… now and forever…

I love you… now and forever…

I love you… now and forever…

 

John Lennon

 

publicado por Lagash às 16:07
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Nascimento de John Lennon

 

(John Lennon - foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

John Winston Ono Lennon, batizado como John Winston Lennon, MBE, Nasceu em Liverpool a 9 de Outubro de 1940 (faria hoje 69 anos de idade) e foi assassinado em Nova Iorque a 8 de Dezembro de 1980, com apenas 40 anos.

 

Foi um ícone do século XX, músico, cantor, compositor, escritor e activista em favor da paz.

 

Na época dos Beatles, John Lennon formou com Paul McCartney o que seria uma das mais famosas duplas de compositores de todos os tempos, a dupla Lennon/McCartney.

 

 

(John Lennon - foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

Em 1968, John Lennon apaixonou-se pela artista plástica Yoko Ono e depois disto ela se tornou a pessoa mais importante na vida e carreira do músico inglês. Em 1970, os Beatles chegaram ao fim e a partir de então John dedicou-se à carreira a solo.

 

Afastado da música desde 1975, por se dedicar mais à família desde o nascimento de seu filho com Yoko Ono, Sean Lennon, John voltou aos estúdios em 1980 para gravar um novo álbum. Era como um recomeço. Porém em 8 de dezembro do mesmo ano, John foi assassinado em Nova York por Mark David Chapman quando retornava do estúdio de gravação junto com a mulher.

 

Dentre as composições de destaque de John Lennon estão “Help!", "Strawberry Fields Forever" e "All You Need Is Love" enquanto fazia parte dos Beatles e "Imagine", "Happy Xmas /(War is Over)" , "Woman" , "(Just Like) Starting Over" e "Watching the Wheals" a solo.

 

Em 2002, John Lennon entrou em oitavo lugar em uma pesquisa feita pela BBC como os 100 mais importantes britânicos de todos os tempos.

 

Fonte: Wikipédia (com algumas alterações da minha autoria).

 

Falta ainda dizer que a poesia de John Lennon deixa em nós todos uma sensação de liberdade, idealismo e esperança no ser humano e no futuro.

 

Um abraço para ti – onde quer que estejas John…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:30
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Canção Verde

 

 

O nosso amor é verde.

Nós somos verdes.

Verdes,

como são os campos

e as árvores

quando regressa a Primavera.

Verde é tudo quanto é belo.

Tu és verde, meu amor, verde.

Verde!

O nosso amor é verde,

mas não digas a ninguém.

 

Natália de Andrade

 

publicado por Lagash às 16:14
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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Estranha forma de vida

 

 

Foi por vontade de Deus

que eu vivo nesta ansiedade.

Que todos os ais são meus,

Que é toda minha a saudade.

Foi por vontade de Deus.

 

Que estranha forma de vida

tem este meu coração:

vive de vida perdida;

Quem lhe daria o condão?

Que estranha forma de vida.

 

Coração independente,

coração que não comando:

vives perdido entre a gente,

teimosamente sangrando,

coração independente.

 

Eu não te acompanho mais:

pára, deixa de bater.

Se não sabes aonde vais,

porque teimas em correr,

eu não te acompanho mais.

 

Amália Rodrigues

 

publicado por Lagash às 16:21
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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Morte de Amália Rodrigues

 

 

Amália da Piedade Rodrigues, nasceu em Lisboa a 23 de Julho de 1920 (festejava o seu aniversário a 1 de Julho) de 1920 e faleceu também em Lisboa no dia 6 de Outubro de 1999. Faz hoje 10 anos.

 

Filha de um músico sapateiro que, para sustentar os quatro filhos e a mulher, tentou a sua sorte em Lisboa. Amália terá nascido, segundo o seu assento de nascimento, às cinco horas de 23 de Julho de 1920 na rua Martim Vaz, na freguesia lisboeta da Pena. Amália pretendia, no entanto, que o aniversário fosse celebrado a 1 de Julho ("no tempo das cerejas"), e dizia : Talvez por ser essa a altura do mês em que havia dinheiro para me comprarem os presentes. Catorze meses depois, o pai, não tendo arranjado trabalho, volta com a família para o Fundão. Amália fica com os avós na capital.

 

A sua faceta de cantora cedo se revela. Amália era muito tímida, mas começa a cantar para o avô e os vizinhos, que lhe pediam. Na infância e juventude, cantarolava tangos de Carlos Gardel e canções populares que ouvia e lhe pediam para cantar.

 

Aos 9 anos, a avó, analfabeta, manda Amália para a escola, que tanto gostava de frequentar. Contudo, aos 12 anos tem que interromper a sua escolaridade como era frequente em casas pobres. Escolhe então o ofício de bordadeira, mas depressa muda para ir embrulhar bolos.

 

 

 

 

Aos 14 anos decide ir viver com os pais, que entretanto regressam a Lisboa. Mas a vida não é tão boa como em casa do avós. Amália tinha que ajudar a mãe e aguentar o irmão mais velho, autoritário.

 

Aos 15 anos vai vender fruta para a zona do Cais da Rocha, e torna-se notada devido ao especialíssimo timbre de voz. Integra a Marcha Popular de Alcântara (nas festividades de Santo António de Lisboa) de 1936. O ensaiador da Marcha insiste para que Amália se inscreva numa prova de descoberta de talentos, chamada Concurso da Primavera, em que se disputava o título de Rainha do Fado. Amália acabaria por não participar, pois todas as outras concorrentes se recusavam a competir com ela.

 

Conhece nessa altura o seu futuro marido, Francisco da Cruz, um guitarrista amador, com o qual casará em 1940. Um assistente recomenda-a para a casa de fados mais famosa de então, o Retiro da Severa, mas Amália acaba por recusar esse convite, e depois adiar a resposta, e só em 1939 irá cantar nessa casa.

 

 

 

Estreia-se no teatro de revista em 1940, como atracção da peça Ora Vai Tu, no Teatro Maria Vitória. No meio teatral encontra Frederico Valério, compositor de muitos dos seus fados.

 

Em 1943 divorcia-se a seu pedido. Torna-se então independente. Neste mesmo ano actua pela primeira vez fora de Portugal. A convite do embaixador Pedro Teotónio Pereira, canta em Madrid.

 

Em 1944 consegue um papel proeminente, ao lado de Hermínia Silva, na opereta Rosa Cantadeira, onde interpreta o Fado do Ciúme, de Frederico Valério. Em Setembro, chega ao Rio de Janeiro acompanhada pelo maestro Fernando de Freitas para actuar no Casino Copacabana. Aos 24 anos, Amália tem já um espectáculo concebido em exclusivo para ela. A recepção é de tal forma entusiástica que o seu contrato inicial de 4 semanas se prolongará por 4 meses. É convidada a repetir a tournée, acompanhada por bailarinos e músicos.

 

É no Rio de Janeiro que Frederico Valério compõe um dos mais famosos fados de todos os tempos: Ai Mouraria, estreado no Teatro República. Grava discos, vendidos em vários países, motivando grande interesse das companhias de Hollywood.

 

 

 

Em 1947 estreia-se no cinema com o filme Capas Negras, o filme mais visto em Portugal até então, ficando 22 semanas em exibição. Um segundo filme, do mesmo ano, é Fado, História de uma Cantadeira.

 

Amália é apoiada por artistas inovadores como Almada Negreiros e António Ferro. Esse que a convida pela primeira vez a cantar em Paris, no Chez Carrère, e a Londres, no Ritz, em festas do departamento de Turismo que o próprio organiza.

 

A internacionalização de Amália aumenta com a participação, em 1950, nos espectáculos do Plano Marshall, o plano de "apoio" dos EUA à Europa do pós-guerra, em que participam os mais importantes artistas de cada país. O êxito repete-se por Trieste, Berna,Paris e Dublin (onde canta a canção Coimbra, que, atentamente escutada pela cantora francesa Yvette Giraud, é popularizada por ela em todo o mundo como Avril au Portugal).

 

Em Roma, Amália actua no Teatro Argentina, sendo a única artista ligeira num espectáculo em que figuram os mais famosos cantores de música clássica.

 

 

 

Em Setembro de 1952 a sua estreia em Nova Iorque fez-se no palco do La Vie en Rose, onde ficou 14 semanas em cartaz.

 

Ainda nos Estados Unidos, em 1953 canta pela primeira vez na televisão (na NBC), no programa do Eddie Fisher patrocinado pela Coca-Cola, que teve que beber e de que não gostara nada. Grava discos de fado e de flamenco. Convidam-na para ficar, mas não fica por que não quer.

 

Nos EUA editou o seu primeiro LP (as gravações anteriores eram em discos de 78 rotações). Amalia Rodrigues Sings Fado From Portugal and Flamenco From Spain, lançado em 1954 pela Angel Records, assinala a sua estreia no formato do long-play, a 33 rotações, criado apenas seis anos antes e, na época, ainda longe de conhecer a expressão de mercado que depois viria a conquistar. O álbum, que seria editado em 1957 em Inglaterra e, um ano depois, em França, nunca teve prensagem portuguesa.

 

 

 

Amália dá ao fado um fulgor novo. Canta o repertório tradicional de uma forma diferente, sincretizando o que é rural e urbano.

 

Canta os grandes poetas da língua portuguesa (Camões, Bocage), além dos poetas que escrevem para ela (Pedro Homem de Mello, David Mourão Ferreira, Ary dos Santos, Manuel Alegre, O’Neill). Conhece também Alain Oulman, que lhe compõe várias canções.

 

O seu fado de Peniche é proibido por ser considerado um hino aos que se encontram presos em Peniche, Amália escolhe também um poema de Pedro Homem de Mello Povo que lavas no rio, que ganha uma dimensão política.

 

Em 1961, casa-se com o seu segundo marido, o engenheiro brasileiro César Seabra, com quem fica até à morte deste, em 1997.

 

Em 1966, volta aos Estados Unidos, actuando no Lincoln Center, em Nova Iorque, com o maestro Andre Kostelanetz frente a uma orquestra, num programa essencialmente feito de canções do folclore português numa das noites e num outro, feito de fados (também com orquestra), na seguinte.

 

O mesmo espectáculo foi encenado, dias depois, no Hollywood Bowl.

 

Voltaria ao Lincoln Center em 1968.

 

Ainda em 1966, o seu amigo Alain Oulman é preso pela PIDE. Amália dá todo o seu apoio ao amigo e tudo faz para que seja libertado e posto na fronteira.

 

Em 1969, Amália é condecorada pelo novo presidente do conselho, Marcelo Caetano, na Exposição Mundial de Bruxelas antes de iniciar uma grande digressão à União Soviética.

  

 

 

Em 1971, encontra finalmente Manuel Alegre, exilado em Paris.

 

 

 

Em 1974 grava o álbum Encontro - Amália e Don Byas com o saxofonista Dob Byas.

 

Na chegada da democracia são-lhe prestadas grandes homenagens. É condecorada com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo então presidente da República, Mário Soares. Ao mesmo tempo, atravessa dissabores financeiros que a obrigam a desfazer-se de algum do seu património.

 

Em 1990, em França, depois da Ordem das Artes e das Letras, recebe, desta vez das mãos do presidente Mitterrand, a Légion d'Honneur.

 

 

 

Ao longo dos anos que passam, vê desaparecer o seu compositor Alain Oulman, o seu poeta David Mourão-Ferreira e o seu marido, César Seabra, com quem era casada há 36 anos.

 

Em 1997 é editado pela Valentim de Carvalho o seu último álbum com gravações inéditas realizadas entre 1965 e 1975 (Segredo). Amália publica um livro de poemas (Versos). É-lhe feita uma homenagem nacional na Exposição Mundial de Lisboa (Expo 98).

 

Em Abril de 1999, Amália desloca-se pela última vez a París, sendo condecorada na Cinemateca Francesa, por os muitos espectáculos que deu naquela cidade e, dever-se a ela o facto da França começar a apreciar o Fado. Já ligeiramente debilitada, agradeceu aos franceses o facto de se ter começado a projectar no mundo, pois era a partir de França que os seus discos se começaram a espalhar.

 

 

 

A 6 de Outubro de 1999, Amália Rodrigues morre, em sua casa, repentinamente, ao início da manhã, com 79 anos, poucas horas depois de regressar da sua casa de férias no litoral alentejano. Imediatamente, o então primeiro-ministro, António Guterres, decreta Luto Nacional por três dias. No seu funeral centenas de milhares de lisboetas descem à rua para lhe prestar uma última homenagem. Foi sepultada no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa. Dois anos depois, em Julho de 2001, o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional, em Lisboa. (após pressão dos seus admiradores e uma modificação da lei que exigia um mínimo de quatro anos antes da trasladação), onde repousam as personalidades consideradas expoentes máximos da nacionalidade.

 

Sabe-se então que Amália, vista por muitos como um dos Fs da ditadura ("Fado, Fátima e Futebol"), colaborara economicamente com o Partido Comunista Português quando este era clandestino. Amália Rodrigues representou Portugal em todo o mundo, de Lisboa ao Rio de Janeiro, de Nova Iorque a Roma, de Tóquio à União Soviética, do México a Londres, de Madrid a Paris (onde actuou tantas vezes no prestigiosíssimo Olympia).

Propagou a cultura portuguesa, a língua portuguesa e o fado.

 

O meu pai conheceu a “Senhora Dona Amália” como lhe chamou na altura, quando esta lhe pediu uma parte de uma flor (penso que hortênsias) que estavam num lindo vaso ao lado da sua casa, onde o meu pai trabalhava. O meu pai disse que sim, prometendo-as para breve – já que tinha que pedir ao dono das flores para a cortar, o que não sabia fazer de qualquer forma. Chegou a fazê-lo, mas nunca pode entregar-lhas, já que passado pouco tempo faleceu na mesma casa de onde lhe tinha pedido as flores. São coisas da vida. Fica o fado... e as hortênsias.

 

 

 

Mário L. Soares

Fonte: Wikipédia (como alterações da minha autoria)

 

publicado por Lagash às 16:27
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

República!!

Às 10 horas da manhã do dia 5 de Outubro de 1910…

publicado por Lagash às 16:13
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Amor Sentido

 

 

A paixão de uma

amizade,

leva-nos à razão da nossa

verdade.

O significado da humana

existência,

o predicado de toda a

ciência,

a verdadeira necessidade de

existir,

é a alegria do sorrir

sentir,

é querer abraçar alguém

querido,

é beijar de amor

sentido.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:19
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Sábado, 3 de Outubro de 2009

Hora Nostálgica #15 - Personal Jesus

 

 

Reach out and touch faith

Your own personal Jesus

Someone to hear your prayers

Someone who cares

Your own personal Jesus

Someone to hear your prayers

Someone who's there

 

Feeling's unknown and you're all alone

Flesh and bone by the telephone

Lift up the receiver

I'll make you a believer

 

Take second best

Put me to the test

Things on your chest

You need to confess

I will deliver

You know I'm a forgiver

Reach out and touch faith

 

Your own Personal Jesus

Feeling's unknown and you're all alone

Flesh and bone by the telephone

Lift up the receiver

I'll make you a believer

I will deliver

You know I'm a forgiver

Reach out and touch faith

Your own personal Jesus

Reach out and touch faith

 

Depeche Mode

 

publicado por Lagash às 16:09
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Descansa o teu corpo

 

 

Descansa o corpo morto, mulher mansa…

Que o teu hálito tem o odor do amor,

e meu mastro brilha suado como um astro.

E tu, que sabes o bem que me fazes

quando assim o queres e mo dás a mim.

Na calma descansas o corpo morto

prostrado e suado na cama.

Respiras o odor do amor

nos enrodilhados lençóis impregnados.

Fundo no sonho do teu sono

pensaste na marca que marcaste

no meu peito no leito da noite.

A marca na história da minha memória…

Deixaste o beijo que lançaste em desejo,

e abriste a mão e agarraste o meu coração.

Apertaste…  doeu, e violaste o que não é teu.

Descansa…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:04
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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