Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Ao meu pai

 

(Joaquim Soares) 

 

És a Força da minha vida,

pilar do meu sustento,

dás a seiva nunca perdida,

para manter o movimento.

 

És a Beleza que ornamenta,

que tudo torna saboroso,

que dá gosto e alimenta,

e faz o sentir harmonioso.

 

És a Sabedoria que me conduz,

és a alavanca de todo o saber,

que ensina, dirige e é a luz,

e o combustível que é o poder.

 

Por seres o tudo para mim,

assim te dou este obrigado.

 

Mário L. Soares

publicado por Lagash às 16:15
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I’m Yours

 

Well you done done me and you bet I felt it

I tried to be chill but you're so hot that I melted

I fell right through the cracks, and now I'm trying to get back

 

Before the cool done run out, I'll be giving it my bestest

And nothing's going to stop me but divine intervention

I reckon it's again my turn to win some or learn some

 

I won't hesitate no more, no more

It cannot wait, I'm yours

 

Well open up your mind and see like me

Open up your plans and damn you're free

Look into your heart and you'll find love love love love

 

Listen to the music of the moment, people dance and sing

We're just one big family

And It's our God-forsaken right to be loved love loved love loved

 

So I won't hesitate no more, no more

It cannot wait I'm sure

There's no need to complicate, our time is short

This is our fate, I'm yours

 

D-d-do do you, but do you, d-d-do

But do you want to come on

Scooch on over closer dear

And I will nibble your ear

 

I've been spending way too long checking my tongue in the mirror

And bending over backwards just to try to see it clearer

But my breath fogged up the glass

And so I drew a new face and laughed

 

I guess what I'm be saying is there ain't no better reason

To rid yourself of vanities and just go with the seasons

It's what we aim to do, our name is our virtue

 

But I won't hesitate no more, no more

It cannot wait, I'm yours

 

Come on and open up your mind and see like me

(I won't hesitate)

Open up your plans and damn you're free

(No more, no more)

Look into your heart and you'll find that the sky is yours

(It cannot wait, I'm sure)

 

So please don't, there's no need

(There's no need to complicate)

There's no need to complicate

(Our time is short)

'Cause our time is short

(This is our fate)

This is, this is, this is our fate

I'm yours

 

Oh, I'm yours

Oh, I'm yours

Oh, whoa, baby you believe I'm yours

You best believe, best believe I'm yours

 

Jason Mraz

 

publicado por Lagash às 10:19
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Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Que Papa temos?

 

 

Hoje acordei com esta notícia:

 

«O Papa Bento XVI defendeu esta terça-feira que a solução para o problema da sida não passa pela distribuição de preservativos, horas antes de aterrar na capital dos Camarões para a sua primeira visita ao continente africano.

 

"Não se pode resolver (o problema da sida) com a distribuição de preservativos", disse o Papa aos jornalistas a bordo do avião da Alitália que o levará até Yaounde, nos Camarões. Acrescentou que, "pelo contrário, a sua utilização agrava o problema".»

 

Diário de Notícias de hoje 18/03/2009

 

Mas em que século estamos??

 

Disse também que a abstinência é a solução do problema.

 

Será que vivemos debaixo de uma rocha?

 

A África, particularmente a Austral, tem o maior índice de infectados com o vírus da sida no mundo, assim como um dos maiores senão os maiores níveis de iliteracia e analfabetismo. O que gera uma mistura explosiva.

 

O Papa, como figura pública, não olhando a partidarismos e ideologias religiosas, tem responsabilidades quando se dirige ao mundo, sendo esse um dos pilares de actuação do papado, que pode, como se pode imaginar, ser usado pela positiva e pela negativa. Ora, o Sr. Ratzinger, hoje com 82 anos, que embora se tenha vezes sem conta sublinhado a sua aversão ao regime nacional-socialista alemão, foi militar do Exército Nazista da Alemanha e combateu do “lado errado” na segunda grande guerra.

 

Como já se esperava pelo seu passado conservador e retrógrada, o actual Papa não descurou essas expectativas e fez jus a todos os que torceram o nariz quando o viram eleito a 19 de Abril de 2005 em Roma. Mas daí a “matar” pessoas vai um grande passo…

 

O que eu digo poucas pessoas tomam atenção e pouco ou nada influirá na vida dos outros, mas quando um Papa, vem a publico e para a imprensa, manipular e aconselhar os seres humanos a não utilizarem o preservativo, mais, a dizer que “agrava o problema”! e estando de partida para o continente com maiores problemas de propagação da sida e onde já é difícil incutir nos hábitos das pessoas o uso do preservativo, não só pelas doenças sexualmente transmissíveis, mas pelo controlo da natalidade que agrava as condições de vida precárias de tanta gente - é muito grave! – pior, é criminoso!

 

Não tenho palavras para descrever o que este senhor disse (fez) ontem. Não sei se chego a alguém em África, mas se chego a alguém no mundo grito: POR FAVOR NÃO OIÇAM ESTE HOMEM!

 

Basta! Pum!

 

Mário L. Soares

 

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Terça-feira, 17 de Março de 2009

Feel

 

 

Come and hold my hand

I wanna contact the living

Not sure I understand

This road I've been given

I sit and talk to God

And he just laughs at my plans

My head speaks a language

I don't understand

 

I just wanna feel

Real love fill the home that I live in

'Cause I got too much life

Running through my veins

Going to waste

I don't wanna die

But I ain't keen on living either

Before I fall in love

I'm preparing to leave her

 

Scare myself to death

That's why I keep on running

Before I've arrived

I can see myself coming

I just wanna feel

Real love fill the home that I live in

'Cause I got too much life

Running through my veins

Going to waste

And I need to feel

Real love and the love ever after

I can not get enough

 

I just wanna feel

Real love fill the home that I live in

I got too much love

Running through my veins

To go to waste

 

I just wanna feel

Real love and the love ever after

There's a hole in my soul

You can see it in my face

It's a real big place

 

Come and hold my hand

I wanna contact the living

Not sure I understand

This road I've been given

Not sure I understand

Not sure I understand

Not sure I understand

Not sure I understand

 

Robbie Williams

 

 

publicado por Lagash às 16:00
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Segunda-feira, 16 de Março de 2009

Acto sexual é para ter filhos?

 

 

No dia a 3 de Abril de 1982, o deputado João Morgado, disse que o “acto sexual é para ter filhos”, com toda a estupidez de um pseudo – político a introduzir ideias supostamente cristãs para agradar a meia dúzia de clérigos que lhes faziam o favor de arrastar o rebanho ao voto para o partido das setinhas para o meio.

 

Este país embora esteja muito atrasado em muitas áreas, foi pioneiro na abolição da pena de morte, quando a bíblia continua a dizer “olho por olho, dente por dente”. Evoluímos e percebemos que a bíblia é intemporal, que os tempos se adaptam a ela, e que mais importante de tudo é ser alegórica e simbólica. Para além disso em parte nenhuma é falado do aborto! – e até o “não matarás” tem o significado no hebraico de “não assassinarás” e que se por um lado justificou matanças (não assassinatos) por parte da igreja / inquisição na idade média, por outro “justificaria” a alegada por alguns “morte” do feto. Fala-vos um cristão.

 

Felizmente duvido que tenhamos muitos políticos destes actualmente, mas se temos alguns, pelo menos têm a hipócrita decência de calarem as suas ideias retrógradas. Tirando algumas mulheres de apelido Leite que não aprendem nunca e que se mantém (coitadas) num registo em 2008, conservador e pré-histórico de “a família tem por objectivo a procriação” – incrível, certo? Muda-se do contexto sexual para o prezado valor da família, mas a ESTÚPIDA mensagem é a mesma!

 

Portugal AINDA é livre, e eu sou um homem livre, para que tanto alguém possa dizer barbaridades como as que foram ditas em 1982 e em 2008, intrometendo-se claramente na minha vida sexual e familiar, como eu possa usar o meu “tempo de antena” para criticar os políticos que lá estão ao meu / nosso serviço.

 

Bem esteve Natália Correia que lhe respondeu (ao João Morgado – pena a poetisa não estar fisicamente entre nós em 2008) no dia seguinte na mesma assembleia e que merece ainda hoje ser ouvido pela Sra. Leite que tem mesmo de emigrar para a Sibéria e parar de opinar em Portugal.

 

Aqui segue o poema da Natália Correia, cujo aniversário da morte se celebra hoje, para o então deputado João Morgado:

 

“Já que o coito - diz Morgado -

tem como fim cristalino,

preciso e imaculado

fazer menina ou menino;

e cada vez que o varão

sexual petisco manduca,

temos na procriação

prova de que houve truca-truca.

Sendo pai só de um rebento,

lógica é a conclusão

de que o viril instrumento

só usou - parca ração! -

uma vez. E se a função

faz o orgão - diz o ditado -

consumada essa excepção,

ficou capado o Morgado.”

 

Natália Correia

 

As opiniões aqui expressadas (com a excepção do poema) são de minha autoria.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:13
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Morte de Natália Correia

 

(Natália Correia por Mário L. Soares) 

 

Natália de Oliveira Correia nasceu em Fajã de Baixo, na ilha de São Miguel nos Açores em 13 de Setembro de 1923, e morreu em Lisboa a 16 de Março de 1993, foi uma intelectual, poetisa e activista social, autora de extensa e variada obra publicada, com predominância para a poesia. Deputada à Assembleia da República de 1980 a 1991, interveio politicamente ao nível da cultura e do património, na defesa dos direitos humanos e dos direitos das mulheres. Foi a autora da letra do Hino dos Açores. Juntamente com José Saramago, Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC)

 

A obra de Natália Correia estende-se por géneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio. Colaborou com frequência em diversas publicações portuguesas e estrangeiras. Foi uma figura central das tertúlias que reuniam em Lisboa nomes centrais da cultura e da literatura portuguesas nas décadas de 1950 e 1960. Ficou conhecida pela sua personalidade livre de convenções sociais, vigorosa e polémica, que se reflecte na sua escrita. A sua obra está traduzida em várias línguas.

 

Quando tinha apenas onze anos o pai emigrou para o Brasil, fixando-se Natália com a mãe e a irmã em Lisboa, cidade onde fez os seus estudos liceais. Iniciou-se na literatura com a publicação de uma obra destinada ao público infanto-juvenil mas rapidamente se afirmou como poeta.

 

Notabilizou-se através de diversas vertentes da escrita, já que foi poetisa, dramaturga, romancista, ensaísta, tradutora, jornalista, guionista e editora, tornou-se conhecida na imprensa escrita e, sobretudo, na televisão, com o programa Mátria, onde advogou uma forma especial de feminismo – afastado do conceito politicamente correcto do movimento — o matricismo —, identificador da mulher como arquétipo da liberdade erótica e passional e fonte matricial da humanidade; mais tarde, à noção de Pátria e de Mátria acrescenta a de Frátria.

 

Dotada de invulgar talento oratório e grande coragem combativa, tomou parte activa nos movimentos de oposição ao Estado Novo, tendo participado no MUD (Movimento de Unidade Democrática, 1945), no apoio às candidaturas para a Presidência da República do general Norton de Matos (1949) e de Humberto Delgado (1958) e na CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática, 1969). Foi condenada a três anos de prisão, com pena suspensa, pela publicação da Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, considerada ofensiva dos costumes, (1966) e processada pela responsabilidade editorial das Novas Cartas Portuguesas de Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta. Foi responsável pela coordenação da Editora Arcádia, uma das grandes editoras portuguesas do tempo.

 

A sua intervenção política pública levou-a ao parlamento, para onde foi eleita em 1980 nas listas do PPD (Partido Popular Democrático), passando a independente. Foi autora de polémicas intervenções parlamentares, das quais ficou célebre, num debate sobre o aborto, em 1982, a réplica satírica que fez a um deputado do CDS sobre a fertilidade do mesmo.

 

Fundou em 1971, com Isabel Meireles, Júlia Marenha e Helena Roseta, o bar Botequim, onde durante as décadas de 1970 e 1980 se reuniu grande parte da intelectualidade portuguesa. Foi amiga de António Sérgio (esteve associada ao Movimento da Filosofia Portuguesa), David Mourão-Ferreira ("a irmã que nunca tive"), José-Augusto França ("a mais linda mulher de Lisboa"), Luiz Pacheco ("esta hierofântide do século XX"), Almada Negreiros, Mário Cesariny ("era muito mais linda que a mais bela estátua feminina do Miguel Ângelo"), Ary dos Santos ("beleza sem costura"), Amália Rodrigues, Fernando Dacosta, entre muitos outros. Foi uma entusiasmada e grande impulsionadora pelo aparecimento do espectáculo de café-concerto em Portugal, na figura do polémico travesti Guida Scarllaty, o actor Carlos Ferreira, na época um jovem arquitecto de quem era grande amiga. Na sua casa, foi anfitriã de escritores famosos como Henry Miller, Graham Greene ou Ionesco.

 

Natália Correia recebeu, em 1991, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores pelo livro Sonetos Românticos. No mesmo ano foi-lhe atribuída a Ordem da Liberdade; era já detentora da Ordem de Santiago.

 

Natália Correia casou quatro vezes. Após dois primeiros curtos casamentos, casou em Lisboa a 31 de Julho de 1953 com Alfredo Luiz Machado (1904-1989), a sua grande paixão, bem mais velho do que ela e já viúvo, casamento este que durou até à morte deste, a 17 de Fevereiro de 1989. (São já notáveis as cartas de amor da jovem Natália para Alfredo Luiz Machado.) Em 1990, tinha Natália 67 anos de idade, celebrou um casamento de conveniência com o seu colaborador e amigo Dórdio Guimarães.

 

Na madrugada de 16 de Março de 1993, morreu, subitamente, com um ataque cardíaco, em sua casa, depois de regressada do Botequim. A sua morte precoce deixou um vazio na cultura portuguesa muito difícil de preencher. Legou a maioria dos seus bens à Região Autónoma dos Açores, que lhe dedicou uma exposição permanente na nova Biblioteca Pública de Ponta Delgada, instituição que tem à sua guarda parte do seu espólio literário (que partilha com a Biblioteca Nacional de Lisboa), constante de muitos volumes éditos, inéditos, documentos biográficos, iconografia e correspondência, incluindo múltiplas obras de arte e a biblioteca privada.

 

Fonte: Wikipédia com algumas (poucas) alterações da minha autoria.

 

Acrescento que é uma das minhas poetisas favoritas, principalmente pela sua “força” e frontalidade – traço de personalidade que tento incluir (pela pura imitação por admiração ao belo) na minha vida.

 

Natália Correia tem na poesia um estilo muito próprio que nos transporta do dia a dia, a um imaginário palpável, interventivo e acutilante, sempre muito directo. Tem também nos seus mais românticos poemas uma doçura apaixonada de uma menina de 16 anos.

 

Mário L. Soares

 

 

publicado por Lagash às 10:19
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Domingo, 15 de Março de 2009

If You Were A Sailboat

 

 

If you’re a cowboy I would trail you,

If you’re a piece of wood I’d nail you to the floor.

If you’re a sailboat I would sail you to the shore.

If you’re a river I would swim you,

If you’re a house I would live in you all my days.

If you’re a preacher I’d begin to change my ways.

 

Sometimes I believe in fate,

But the chances we create,

Always seem to ring more true.

You took a chance on loving me,

I took a chance on loving you.

 

If I was in jail I know you’d spring me

If I was a telephone you’d ring me all day long

If was in pain I know you’d sing me soothing songs.

 

Sometimes I believe in fate,

But the chances we create,

Always seem to ring more true.

You took a chance on loving me,

I took a chance on loving you.

 

If I was hungry you would feed me

If I was in darkness you would lead me to the light

If I was a book I know you’d read me every night

 

If you’re a cowboy I would trail you,

If you’re a piece of wood I’d nail you to the floor.

If you’re a sailboat I would sail you to the shore.

If you’re a sailboat I would sail you to the shore

 

Katie Melua

 

publicado por Lagash às 16:17
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Sábado, 14 de Março de 2009

Anomalias do amor

 

(foto de FGC - "Amor velho, Amor novo" retirado de http://olhares.aeiou.pt/utilizadores/detalhes.php?id=237 )

 

Velhinhos há de coração ardente,

Como há mancebos de alma encanecida;

Cedo anoitece para uns a vida

E para outros não tem fim o poente.

 

O moço para o amor indiferente

É campa de si mesmo, arrefecida,

E o velho, que ama com paixão dorida,

Dentro do peito um prisioneiro sente.

 

Um leva o coração, de neve cheio,

Arde o outro em chamas rútilas, inquietas,

E ambos, descalços, vão pisando as brasas…

 

Qual merece mais dó? Sábios, dizei-o:

O moço que só anda de muletas,

Ou o velho que ainda quer ter asas

 

Eugénio de Castro

 

publicado por Lagash às 16:25
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Sexta-feira, 13 de Março de 2009

O amor, dizes-me

 

 

Escuto o silêncio das palavras. O seu silêncio

suspenso dos gestos com que elas desenham

cada objecto, cada pessoa, ou as próprias ideias

que delas dependem. Por vezes, porém, as

palavras são o seu próprio silêncio. Nascem

de uma espera, de um instante de atenção, da

súbita fixidez dos olhos amados, como se

também houvesse coisas que não precisam de

palavras para existir. É o caso deste sentimento

que nasce entre um e outro ser, que apenas

se adivinha enquanto todos falam, em volta,

e que de súbito se confessa, traduzindo em

breves palavras a sua silenciosa verdade.

 

Nuno Júdice em "Pedro, lembrando Inês"

 

publicado por Lagash às 16:26
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Sexta-feira 13

 

 

O mito da Sexta-feira, dia 13, ser um dia de azar, reporta, provavelmente ao inicio do século XIV, mais propriamente no dia 13 de Outubro de 1307, quando o rei de França Filipe IV, “o belo”, que pretendendo apoderar-se das riquezas dos templários, congeminou um plano de assalto, bem articulado por toda a França em conjunto com o papa Clemente V e que coincidia com a visita ao país de vários templários conhecidos, entre os quais o Grande Mestre Jacques DeMolay.

 

Filipe, que se suspeita, esteve por traz da morte do pretendente ao papa, abrindo caminho para Clemente V, teve então o “pagamento” desse favor com a transferência do poder papal para a sua pessoa, e a sede da igreja para Avignon. A abolição da ordem templária, que tinha até aí o apoio directo do papa, foi a consequência dessa traição.

 

O plano de Filipe “o belo” resultou quase na perfeição, originando na extinção quase total da ordem do templo. Não fosse a intervenção de outros templários sob a protecção dos reis de Portugal e Escócia, que pertenciam eles próprios a essa ordem.

 

Nem o seu grande tesouro, nem os ambicionados documentos passaram para a mão do rei francês. Antes, conseguiu a morte da grande maioria dos templários e uma subsequente perseguição por toda a Europa, o que mais uma vez foi travado pelos reis de Portugal e Espanha.

 

Jacques DeMolay amaldiçoou Filipe e Clemente enquanto morria na fogueira até à 13ª geração, e, no prazo de 1 ano, ambos morreram, um por morte natural e outro por um acidente a cavalo.

 

Em Portugal os templários foram protegidos por D. Dinis que “transformou” a ordem dos templários na Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo de um dia para o outro e a eles transferiu todas as riquezas e possessões. A sua sede foi primeiro em Castro Marim, e depois em Tomar – a cidade dos templários. Assim os templários, como ordem, sobreviveram, mantendo-se vivos até aos dias de hoje.

 

 

(cavaleiros templários nos dias de hoje) 

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 12:05
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Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Luz

 

 

A luz entrou-me pela janela, na noite que passou por mim, sorrindo e rindo, brincando e aprendendo, como uma criança com um novo brinquedo.

 

Finos raios de sol iluminaram a minha escura e só existência de ontem. No fundo do túnel abriu-se um portal para o outro lado. Um mundo, novo e cheio de experiências novas. Ideias e cores para descobrir, qual terra nova descoberta no meio do breu em mares do Adamastor.

 

Sorrisos e risos de alegria verdadeira ofertei ao sol que me enchia a noite. Que beleza de imagens projectadas em mim. Seria real? Terá sido um sonho? Não terei visto o que vi? Quero e gostava de acreditar que sim…

 

Até logo.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:04
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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Paisagem

 

(Ilha de Matakana na Nova Zelândia) 

 

Passavam pelo ar aves repentinas,

O cheiro da terra era fundo e amargo,

E ao longe as cavalgadas do mar largo

Sacudiam na areia as suas crinas.

 

Era o céu azul, o campo verde, a terra escura,

Era a carne das árvores elástica e dura,

Eram as gotas de sangue da resina

E as folhas em que a luz se descombina.

 

Eram os caminhos num ir lento,

Eram as mãos profundas do vento

Era o livre e luminoso chamamento

Da asa dos espaços fugitiva.

 

Eram os pinheirais onde o céu poisa,

Era o peso e era a cor de cada coisa,

A sua quietude, secretamente viva,

E a sua exalação afirmativa.

 

Era a verdade e a força do mar largo,

Cuja voz, quando se quebra, sobe,

Era o regresso sem fim e a claridade

Das praias onde a direito o vento corre.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

publicado por Lagash às 16:21
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Terça-feira, 10 de Março de 2009

Mais um beijinho

 

(desconheço o autor da foto) 

 

Meu amor de pequenino,

vens de mansinho,

dizes olá devagarinho,

pedes-me um beijinho.

 

Solto com carinho,

encosto os lábios levezinho,

com a mão no queixinho

do meu belo amorzinho.

 

Fecho apenas um olhinho

com amor molhadinho,

quente no meu colinho,

dou-te mais este beijinho.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:18
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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Amar! mas duns amores que têm vida...

 

 

Amar! mas duns amores que têm vida...

Não serão vagos, trémulos harpejos,

Não serão só delírios e desejos

Duma douda cabeça escandecida...

 

Hão-de-se ver! e, como a luz fundida,

Penetrar o meu ser - não serão beijos

Dados no ar - delírios e desejos -

Mas amor... duns amores que têm vida.

 

Com eles hei-de andar no mundo: o dia

Não pode vir fundi-los nos meus braços

Como névoas ideiais da fantasia.

 

Nem os dissipa o sol co'a luz erguida...

Pois que podem os astros dos espaços

Contra uns débeis amores... se têm vida?!

 

Antero de Quental

 

publicado por Lagash às 16:27
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Domingo, 8 de Março de 2009

Beijo de novo

 

(Isabelle Adjani) 

 

Mulher que te beijo de novo,

tens a voz de um pássaro tropical,

sorris quando me movo,

És linda, bela e natural.

 

Toco-te a mão e retrais-te…

Aproximo-me e falo-te,

respondes e vais-te…

Dizes, não falas, calo-te.

 

Altiva, sabes ser,

presente para o homem.

Entendes o meu querer.

 

Levanto-te o véu.

Aos teus olhos doces de sol,

dou o dia, dou o céu.

 

Mário L. Soares

 

 

 

publicado por Lagash às 16:25
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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