Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Nascimento de Júlio Dinis

 

(Júlio Dinis) 

 

Joaquim Guilherme Gomes Coelho, Júlio Dinis é o seu pseudónimo mais conhecido, nasceu a 14 de Novembro de 1839 no Porto, e morreu a 12 de Setembro de 1871, com apenas 31 anos, vítima de tuberculose, tal como a sua família.

 

Embora fosse médico e professor, foi na literatura que se destacou e que dedicou a sua curta vida. Escreveu notáveis romances, embora também poesia e teatro.

 

“As Pupilas do Senhor Reitor”, “A Morgadinha dos Canaviais”, “Uma Família Inglesa” e “Os Fidalgos da Casa Mourisca” são as suas obras mais lidas.

 

 

(Ilustração de "As Pupilas do Senhor Reitor" na sua edição monumental por Alfredo Roque Gameiro) 

 

A sua escrita enquadra-se na passagem entre a beleza ideológica do Romantismo e a objectivação do Realismo.

 

Mário L. Soares

 

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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

O pensamento

 

(Ermelinda Miranda no Verão de 2005 em Loulé - foto de minha autoria) 

 

Nada é mais misterioso

Do que o pensamento

Nada é mais livre

Nada é mais sonante

É tão musical

Tão cortante

Tão amante

Tão veloz

Tão inconstante

Mistério tão

Sem valor

Mas assim

Nasce o amor

 

Ermelinda Miranda

(Tenho por este poema um carinho muito especial, ou melhor, não em particular pelo poema - que é eterno - mas pela poetisa! A MINHA MÃE!) 

 

publicado por Lagash às 16:11
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Morte do Infante D. Henrique – O Navegador

 

(estátua do Infante D. Henrique da autoria de Leopoldo de Almeida, por ocasião das comemorações dos 500 anos da sua morte) 

 

Morreu a 13 de Novembro de 1460, na Vila de Sagres, no Algarve, o Infante D. Henrique. Nasceu no dia 4 de Março de 1394, no Porto. Morreu portanto com 66 anos.

 

O Infante D. Henrique, foi o 3º dos 6 filhos de D. João I, mestre de Avis e que fundou a geração com o mesmo nome. Ele e seus irmãos constituem a Ínclita Geração – nome atribuído aos filhos de D. João I e Filipa de Lencastre – de que fazem parte, D. Duarte, Rei de Portugal, D. Pedro, Duque de Coimbra, D. Isabel de Portugal, mulher de Filipe III, Duque de Borgonha, Infante João de Portugal, 3º Condestável de Portugal e avô de D. Isabel de Castela e D. Manuel I, e por último D. Fernando, o Infante Santo.

 

Com tais “grandes almas” suas “pares”, como referiu a respeito de seus irmãos, na boca do Infante D. João de Portugal, Fernando Pessoa na Mensagem, o Infante D. Henrique foi talvez o que, de todos, mais se destacou pelos seus feitos de conquista, manutenção e colonização de território, mas principalmente de descoberta. Como foram a descoberta e colonização dos arquipélagos Madeira, os Açores, e Cabo Verde, a passagem do Cabo Bojador e Cabo Branco.

 

O Navegador, como ficou para a história, foi armado cavaleiro e recebeu os títulos de Duque de Viseu, Senhor da Covilhã, e foi Grão-mestre da Ordem de Cristo, sucessora da Ordem dos Templários.

 

Figura altiva e inconfundível é hoje um símbolo nacional adoptado por diversas instituições, organismos e empresas. Foi e é tema de poesia e prosa, e é a figura de destaque num dos mais conhecidos monumentos nacionais – o padrão dos descobrimentos, mandado erigir por Salazar – entre os 30 ilustres aí representados.

 

Mário L. Soares

 

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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Sorri

 

(foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

Sorri a vida que é sofrida!

Vive o corpo que te quer morto!

Abre a porta que a faca não corta!

E o pulso é forte como um urso com sorte!

 

Rasga as vestes que cobrem os mestres!

Inveja o bom e di-lo com som!

Beija a mulher que sabes que quer!

Ama as crianças e abraça as danças!

 

Aprende dos livros e mata os bandidos!

Viaja para Marte que aqui não há arte!

Age com força, a paixão é nossa!

 

Ri de ti e para todos por aí!

Chora o sal de tudo o que há de mal!

Ama a cor e beija o amor!

 

Mário L. Soares

 

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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Vinho, Castanha e Papoilas

 

(montagem de minha autoria a partir de imagens retiradas da internet) 

 

São Martinho soldado do império,

Que atravessas os Alpes na intempérie

Para regressares à tua morada,

Voltas à tua casa ansiada.

 

Num abraço solidário, de alma santificada,

Cortas com a tua espada, a encarnada,

A rubra capa que te cobre,

Para com meia agasalhar o que te sai ao caminho - o pobre.

 

Quando tal acontece, tens mesmo ali,

Um milagre de Deus, que é para ti…

O teu Verão aparece e premeia,

A tua acção homenageia.

 

Outros soldados p’la guerra pereceram,

Séculos depois, por todo lado morreram,

E outros ainda, ficaram magoados,

Com membros e corpos estropiados.

 

Todos os dias morrem ainda, com ou sem razão,

Deixando para trás, famílias sem pão,

Ou então, bem pior que a morte,

Deus não dá melhor sorte.

 

A todos esses, que passados ou presentes,

Estão em nossa memória, tal como os seus parentes,

Deixamos a papoila a esvoaçar,

Pois para sempre a Flandres faremos recordar.

 

Beberemos o vinho, comeremos a castanha,

Brindamos a São Martinho e sua façanha,

Lembraremos os mortos na guerra,

Plantaremos no peito, a papoila da terra.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:14
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

O nosso mundo

 

(escultura "o beijo" de Rodin - versão em marmore exposta no Musée Rodin em Paris) 

 

Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos

Como um divino vinho de Falerno

Poisando em ti o meu olhar eterno

Como poisam as folhas sobre os lagos...

 

Os meus sonhos agora são mais vagos

O teu olhar em mim, hoje é mais terno...

E a Vida já não é o rubro inferno

Todo fantasmas tristes e presságios!

 

A Vida, meu amor, quero vivê-la!

Na mesma taça erguida em tuas mãos,

Bocas unidas hemos de bebê-la!

 

Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...

Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?...

O mundo, Amor!...As nossas bocas juntas!...

 

Florbela Espanca

  

(original da autora arquivado na Biblioteca Nacional de Portugal no Campo Grande em Lisboa - Espólio de Florbela Espanca)

publicado por Lagash às 16:06
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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Eu gostaria tanto…

 

(foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

Eu gostaria tanto,

de deitar minha cabeça

no teu colo,

pra voar nas asas

dos teus sonhos

e mergulhar no oceano

das tuas vontades.

Eu gostaria tanto,

de me embriagar

no cheiro do teu corpo,

de me queimar nas labaredas

dos teus lábios

e me banhar na poesia

dos teus olhos.

Eu gostaria tanto,

de te arrancar dos braços

do teu mundo

e convidar o raio

de uma estrela

para pintar azul

no chão da nossa rua.

Eu gostaria tanto,

das minhas mãos

brincando em teus cabelos,

até que o véu da noite se rasgasse

e o teu sorriso amanhecesse em mim.

 

Carlos Magno de Almeida

 

publicado por Lagash às 16:24
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Sábado, 8 de Novembro de 2008

Do Suor da Cajuína

 

(foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

Ela é tão linda

Um encanto de gente

Que faz da vida da gente

Um feliz infinito

Por ela eu me derreto

Eu me enfeito de amor

Para alegrar o seu dia

Ela é obra de arte

Que inebria os olhos

Invade a alma de beleza

E faz pulsar corações

De deslumbramento

Ela é mesmo assim

Um sim de vento

Um reluzir de chuva

Um barco a vela

No alto mar da felicidade

Ela é de sonho

Ela é de seda

Ela é do clube dos Diários

Ela é do suor da cajuína

Tão Farta

Quanto à mãe

Tão safada

Quanto o pai

Tão bela

E Tão terna

Da noite de Março

Do inverno chuvoso

Que não se esquece mais.

 

Arnaldo Eugênio

 

publicado por Lagash às 16:18
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Long live Obama!

 

 (foto do postal de Happy Holidays do ano 2007, da familia Obama: Barack, Michelle, Malia e Sasha)

 

Parabéns América!

 

Desta vez souberam escolher. Espero que o novo presidente seja justo, seja sensível ao bem-estar social americano e tenha uma posição política internacional mais humanitária e menos sobranceira e ávida de petróleo e poder estratégico.

 

Este presidente que se assemelha a um comum mortal, que aparenta sentimentos e inteligência, mas ao mesmo tempo firmeza e poder, tem uma função sobre-humana e muito pouco mortal que não invejo…

 

Seja feliz e faça os americanos e consequentemente o resto do mundo feliz.

 

Long live America, long live their president Barack Obama, and long live democracy!

 

Bem haja!

Uma outra dissertação de felicitações muito bem conseguida -->  celulaestaminal.blogs.sapo.pt/121915.html 

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:12
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Demência

 

(foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

Serei um louco? Um alucinado?

Não tenho mão em mim,

Estarei estragado?

Não sei como me tornei assim…

 

Troco-me por outro

Sem a mínima garantia,

Sigo, diferente, o troço,

Que a mim estarrecia…

 

Parto perdido, ao mesmo volto,

Sou o que sou, sem demagogia

Largo a realidade, não fico solto.

 

Triste e revolto, ando sem norte,

Vou pela estrada e vendo a alma,

Disseminado ao vento, sigo a minha sorte.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:20
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Os teus seios

 

(desconheço o autor da foto-montagem)

 

Os teus seios

têm cheiros

e aromas verdadeiros

de um falso dia de Verão.

 

É libido

que t'encharca o vestido,

e ao fazeres amor comigo

seca-t'a boca e acelera-t'o coração.

 

Dás-me um abraço,

escorre-nos suor pel'abaixo...

Talvez ignores, mas eu acho...

Que isto não é apenas atracção!

 

Vicente Roskopt

 

http://osedutorfarsolas.blogspot.com/

publicado por Lagash às 16:09
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Fear of the dark

 

 

 

I am a man who walks alone

And when Im walking a dark road

At night or strolling through the park

 

When the light begins to change

I sometimes feel a little strange

A little anxious when its dark

 

Fear of the dark, fear of the dark

I have a constant fear that someone’s always near

Fear of the dark, fear of the dark

I have a phobia that someone’s always there

 

Have you run your fingers down the wall

And have you felt your neck skin crawl

When you’re searching for the light?

Sometimes when you’re scared to take a look

At the corner of the room

You’ve sensed that something’s watching you

 

Have you ever been alone at night

Thought you heard footsteps behind

And turned around and no one’s there?

And as you quicken up your pace

You find it hard to look again

Because you’re sure there’s someone there

 

Watching horror films the night before

Debating witches and folklore

The unknown troubles on your mind

Maybe your mind is playing tricks

You sense and suddenly eyes fix

On dancing shadows from behind

 

Fear of the dark, fear of the dark

I have a constant fear that someone’s always near

Fear of the dark, fear of the dark

I have a phobia that someone’s always there

 

When I’m walking a dark road

I am a man who walks alone

 

Iron Maiden 

publicado por Lagash às 16:14
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Everybody loves somebody sometime

Absolutamente incrível!

 

Comediantes, artistas, actores, cantores e vozes dos dias de hoje…

 

Ponham os olhos neste homem!

  

Embora tenha cantado mais músicas, segue a primeira conforme a encontrei na net:

 

 

   

Everybody loves somebody sometime

Everybody falls in love somehow

Something in your kiss just told me

My sometime is now

 

Everybody finds somebody someplace

There's no telling were love may appear

Something in my heart keeps saying

My someplace is here

 

If I had it in my power

I'd arrange for every girl to have your charm

Then every minute every hour

Every boy would find what I've found in your arms

 

Everybody loves somebody sometime

And although my dream was overdue

Your love made it well worth waiting

For someone like you

 

Dean Martin

(I. Taylor - K. Lane) 

publicado por Lagash às 16:11
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Domingo, 2 de Novembro de 2008

Morto estás!

 

(foto tirada pelo meu amigo Luis Leitão em 1 de Janeiro de 1999 na campa de Jim Morrison no cemitério de Père Lachaise em Paris)

 

Morto estás!

Morto ficas!

De morto não passas!

 

Neste dia de morte e de mortos,

Lembramos os que foram…

Choramos com os que ficam…

Saudamos os que partiram…

Rezamos para não irmos e por todos…

Abraçamos a nossa vida,

E sorrimos…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:25
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Sábado, 1 de Novembro de 2008

O fogo que na branda cera ardia

 

(foto de Nuno Belo - em http://www.nunobelo.com/ )

 

O fogo que na branda cera ardia,

Vendo o rosto gentil que eu na alma vejo,

Se acendeu de outro fogo do desejo,

Por alcançar a luz que vence o dia.

 

Como de dous ardores se incendia,

Da grande impaciência fez despejo,

E, remetendo com furor sobejo,

Vos foi beijar na parte onde se via.

 

Ditosa aquela flama, que se atreve

A apagar seus ardores e tormentos

Na vista de que o mundo tremer deve!

 

Namoram-se, Senhora, os Elementos

De vós, e queima o fogo aquela neve

Que queima corações e pensamentos.

 

Luis Vaz de Camões

 

publicado por Lagash às 16:26
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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