Domingo, 23 de Novembro de 2008

Dom Francisco Manuel de Melo (Soneto I)

Soneto I

Formosura, e Morte, advertidas por um corpo belíssimo, junto à sepultura.

  

 

("Weeping Angel" no Friendship Cemitery em Colombus, Mississipi, por Natalie Maynor)

 

Armas do amor, planetas da ventura

Olhos, adonde sempre era alto dia,

Perfeição, que não cabe em fantasia,

Formosura maior que a formosura:

 

Cova profunda, triste, horrenda, escura,

Funesta alcova de morada fria,

Confusa solidão, só companhia,

Cujo nome melhor é sepultara:

 

Quem tantas maravilhas diferentes

Pode fazer unir, senão a morte?

A morte foi em sem-razões mais rara.

 

Tu, que vives triunfante sobre as gentes.

Nota (pois te ameaça uma igual sorte)

Donde pára a beleza, e no que pára.

 

Dom Francisco Manuel de Melo

 

publicado por Lagash às 10:15
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Nascimento de Herberto Hélder

 

(Herberto Hélder) 

 

Herberto Hélder de Oliveira, nasceu no Funchal a 23 de Novembro de 1930.

 

Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo trabalhado em Lisboa como jornalista, bibliotecário, tradutor e apresentador de programas de rádio. Viajou por diversos países da Europa realizando trabalhos, sem qualquer relação com a literatura.

 

É considerado um dos mais originais poetas vivos de língua portuguesa. É uma figura misantropa, e em torno de si paira uma atmosfera algo misteriosa uma vez que recusa prémios e se nega a dar entrevistas. Em 1994 foi o vencedor do Prémio Pessoa que recusou. É pai de Daniel Oliveira.

 

A sua escrita começou por se situar no âmbito de um surrealismo tardio. Escreveu "Os Passos em Volta", um livro que através de vários contos, sugere as viagens deambulatórias de uma personagem por entre cidades e quotidianos, colocando ao mesmo tempo incertezas acerca da identidade própria de cada ser humano (ficção); "Photomaton e Vox", é uma colectânea de ensaios e textos e também de vários poemas. "Poesia Toda" é o título de uma antologia pessoal dos seus livros de poesia que tem sido depurada ao longo dos anos. Na edição de 2004 foram retiradas da recolha suas traduções.

 

A crítica literária aproxima sua linguagem poética do universo da Alquimia, da mística, da Mitologia edipiana e da Imago da Mãe.

 

Fonte: Wikipédia com alguma edição da minha autoria.

 

publicado por Lagash às 10:09
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

Frontier Psychiatrist

 

 

Is Dexter ill? Is Dexter ill? Is Dexter ill?

Is Dexter ill today? Mr. Kirk, Dexter’s in school

I’m afraid he’s not, Miss Fishborne

Dexter’s truancy problem is way out of hand

The Baltimore County School board have decided to expel

Dexter from the entire public school system

 

Oh Mr Kirk, I’m as upset as you to learn of Dexter’s truancy

But surely, expulsion is not the answer!

I’m afraid expulsion is the only answer

Its the opinion of the entire staff that Dexter is criminally insane!

 

That boy needs therapy, psychosomatic,

That boy needs therapy, purely psychosomatic

That boy needs therapy

Lie down on the couch! What does that mean?

You’re a nut! You’re crazy in the coconut!

What does that mean? That boy needs therapy

I’m gonna kill you, that boy needs therapy

Ranagazoo, let’s have it to you

On the count of three

That, that, that, that, that boy.. boy needs therapy

He was white as a sheet

And he also made false teeth

 

Avalanches is above, business continues below

Did I ever tell you the story about

Cowboys! bit, bit bitches and the indians and, fron…frontier psychiatrist

I... I felt strangely hypnotised

I was in another world, a world of 20.000 girls

And milk! rectangles, to an optometrist, the man with the golden eyeball

And tighten your buttocks, pour juice on your chin

I promise my girlfriend id... the violin, violin, violin ...

 

Frontier psychiatrist

Frontier, frontier, frontier, frontier

Frontier, frontier, frontier, frontier

Frontier, frontier, frontier, frontier

 

That boy needs therapy, psychosomatic

That boy needs therapy, purely psychosomatic

That boy needs therapy

Lie down on the couch, what does that mean?

You’re a nut! You’re crazy in the coconut!

What does that mean? That boy needs therapy

I’m gonna kill you, that boy needs therapy

Ranagazoo, lets have a tune

Now when I count three

That, that, that, that, that boy.. boy needs therapy

He was white as a sheet

And he also made false teeth

 

Frontier psychiatrist

 

Can you think of anything else that talks, other than a person?

Uh ohh... uh oh, a bird! yeah!

Sometimes a parrot talks

Ha ha ha ha ha !!!!

Yes, some birds are funny when they talk

Can you think of anything else

A record, record, record!

 

The Avalanches

 

publicado por Lagash às 16:13
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Don't Quit Poem

 

 

When things go wrong, as they sometimes will,

When the road you're trudging seems all up hill,

When the funds are low and the debts are high,

And you want to smile, but you have to sigh,

When care is pressing you down a bit,

Rest! if you must; but don't you quit.

 

Life is queer with its twists and turns,

As everyone of us sometimes learns,

And many a failure turns about

When he might have won had he stuck it out;

Don't give up, though the pace seems slow;

You might succeed with another blow.

 

Often the goal is nearer than

It seems to a faint and faltering man,

Often the struggler has given up

When he might have captured the victor's cup.

And he learned too late, when the night slipped down,

How close he was to the golden crown.

 

Success is failure turned inside out;

The silver tint of the clouds of doubt;

And you never can tell how close you are,

It may be near when it seems afar;

So stick to the fight when you're hardest hit;

It's when things seem worst that you mustn't quit.

 

 

(a atleta Gabriela Anderson-Scheiss na Maratona Olímpica de 1984 em Los Angeles - EUA)

Poema anónimo  

publicado por Lagash às 16:19
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Something Stupid

 

 

I know I stand in line until you think

You have the time to spend an evening with me

And if we go someplace to dance

I know that there's a chance you won't be leaving with me

And afterwards we drop into a quiet little place

And have a drink or two......

And then I go and spoil it all by saying

Something stupid like I love you

 

I can see it in your eyes that you despise

The same old lines you heard the night before......

And though it's just a line to you for me it's true......

And never seemed so right before

I practice everyday to find some clever lines

To say to make the meaning come true......

But then I think I'll wait until the evening gets late

And I'm alone with you

The time is right your perfume fills my head......

The stars get red and on the nights so blue......

And then I go and spoil it all by saying

Something stupid like I love you

 

 

Frank and Nancy Sinatra

 

 

 
publicado por Lagash às 16:13
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Nascimento de Tavares Belo

 

 

Armando Tavares Belo, nasceu em Faro a 20 de Novembro de 1911, e faleceu em Cascais em 1993.

 

Foi um dos mais aclamados maestros compositores da música portuguesa dos anos quarenta e cinquenta. Tavares Belo nunca tirou nenhum curso de música, limitando-se a estudar piano com uma professora que, mais tarde, se casaria com o seu irmão.

 

Tavares Belo foi assim um músico "de ouvido", com faro especial para chegar ao piano e reproduzir as melodias que ia ouvindo. Estudou, com a sua cunhada Branca, dos cinco aos nove anos e, aos 17 anos, era já contratado para actuar no Clube Montanha, em Lisboa.

 

Ingressou em 1933 na Orquestra Portugal e, em 1938, fundava com Álvaro Silva a Orquestra Toseli, que dirigiu até ser, em 1946, convidado pelo maestro Belo Marques para o substituir na direcção da Orquestra de Variedades da Emissora Nacional.

 

Autor de música para revistas e cinema, escreveu para Maria de Lourdes Resende e Simone de Oliveira. Compôs ainda músicas para artistas como Corina Freire, Beatriz Costa, Laura Alves e Max, entre outros, para além de obras de cariz erudito (nomeadamente dois concertos para piano e orquestra).

 

Compôs ainda as bandas sonoras dos filmes Rosa de Alfama e Duas Causas, ambos de Henrique Campos. Além de se ter destacado por ter dirigido a orquestra no 1º Festival RTP da Canção, em 1964.

 

Fonte: Wikipédia e Macua.org

publicado por Lagash às 10:14
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Já não me importo

 

(foto de Pedro Jorge Matos)

 

 

Já não me importo 

Até com o que amo ou creio amar.

Sou um navio que chegou a um porto

E cujo movimento é ali estar.

 

Nada me resta

Do que quis ou achei.

Cheguei da festa

Como fui para lá ou ainda irei

 

Indiferente

A quem sou ou suponho que mal sou,

 

Fito a gente

Que me rodeia e sempre rodeou,

 

Com um olhar

Que, sem o poder ver,

Sei que é sem ar

De olhar a valer.

 

E só me não cansa

O que a brisa me traz

De súbita mudança

No que nada me faz.

 

Fernando Pessoa

publicado por Lagash às 16:29
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Hoje fiz um poema

 

 

Fechei a janela

Apaguei a luz

A mansidão,

E penumbra da noite,

Vi luz no imaginário!

Era o arco-íris

A chuva parou

Mas de noite

Não há arco-íris!

Eram as penas

Brilhantes do

Meu canário,

Não canta, dorme

O sono dos pássaros,

O sono do corvo,

A coruja passou,

Nada me assusta.

Os anjos estão comigo

Ah! Fiz um poema

e... apaguei a luz.

 

 

 

Ermelinda Miranda

(mais uma vez, e com muito orgulho, uma das muitas belas poesias da minha mãe - a poetisa da minha vida)

 

publicado por Lagash às 16:08
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Je suis comme je suis

 

Je suis comme je suis

Je suis faite comme ça

Quand j'ai envie de rire

Oui je ris aux éclats

J'aime celui qui m'aime

Est-ce ma faute à moi

Si ce n'est pas le même

Que j'aime à chaque fois

Je suis comme je suis

Je suis faite comme ça

Que voulez-vous de plus

Que voulez-vous de moi

 

Je suis faite pour plaire

Et n'y puis rien changer

Mes talons sont trop hauts

Ma taille trop cambrée

Mes seins beaucoup trop durs

Et mes yeux trop cernés

Et puis après

Qu'est-ce que ça peut vous faire

Je suis comme je suis

Je plais à qui je plais

Qu'est-ce que ça peut vous faire

Ce qui m'est arrivé

Oui j'ai aimé quelqu'un

Oui quelqu'un m'a aimée

Comme les enfants qui s'aiment

Simplement savent aimer

Aimer aimer...

Pourquoi me questionner

Je suis là pour vous plaire

Et n'y puis rien changer.

 

 

 

Jacques Prévert (Interpretado por Wende Snijders)

 

 

(Jacques Prévert 1900 / 1977 - "É preciso tentar ser feliz, nem que seja apenas para dar o exemplo.") 

 

 

Apresento abaixo a tradução desta letra feita pela minha amiga Elise Palma, que agradeço e mando um beijo. 

 

Eu sou como sou

Eu sou mesmo assim

Quando me apetece rir

Sim, rio ás gargalhadas

Amo aquele que me ama

Será minha a culpa

Se não é sempre o mesmo

De quem eu gosto de cada vez

Eu sou como sou

Eu sou mesmo assim

O que é que vocês querem

O que é que vocês querem de mim

 

Eu sou feita para agradar

Não há nada a fazer

Os meus saltos são altos de mais

Minha cintura muito fina

Os meus seios muitos duros

E os meus olhos com olheiras

E depois

O que é que vocês tem a ver com isso           

Eu sou como sou

Agrado a quem agrado

O que é que vocês tem a ver com isso           

E o que me aconteceu

Sim, amei alguém

Sim, alguém me amou

Como as crianças amam

Simplesmente amando

Amar amar…

Para quê me interrogar

Eu estou aqui para vos agradar

E não há nada a fazer

 

... 

publicado por Lagash às 16:09
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Morte de Mário Dionísio

 

(Mário Dionísio) 

 

Mário Dionísio nasceu em Lisboa a 16 de Julho de 1916 e faleceu em Lisboa a 17 de Novembro de 1993. Tinha 77 anos.

 

Foi um escritor e pintor português do século XX. Licenciou-se em Filologia Românica em 1940 na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa.

 

Foi professor do ensino liceal/secundário e depois da Revolução dos Cravos da Faculdade de Letras, onde havia tirado o curso. Interveio em diversas conferências, debates, além de ter colaborado em publicações periódicas como a Seara Nova, Vértice ou Diário de Lisboa e foi também tradutor.

 

Prefaciou diversos autores como Manuel da Fonseca, Carlos de Oliveira e José Cardoso Pires e Alves Redol. Sensibilizado pela pintura, não só pintou como lhe dedicou alguns livros, como por exemplo A Paleta e o Mundo. Enquanto pintor, usou os pseudónimos de Leandro Gil e José Alfredo Chaves.

 

 

             ("O músico" da autoria de Mário Dionísio) 

 

Participou em diversas exposições colectivas, tendo em 1989 realizado a sua primeira exposição dedicada em exclusivo à sua pintura.

 

Fonte: Wikipédia

 

publicado por Lagash às 10:40
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Nascimento de Romeu Correia

 

(Romeu Correia) 

 

Romeu Correia, nasceu a 17 de Novembro de 1917, e morreu a 12 de Junho de 1996, com 78 anos.

 

Foi escritor e dramaturgo autodidacta, colaborou em várias publicações, de que se destacam o Suplemento Cultural de O Comércio do Porto, Vértice e Sílex. Recebeu, entre outros, o Prémio 25 de Abril atribuído pela Associação de Críticos Teatrais em 1984.

 

Destacou-se como ficcionista e dramaturgo, inserindo-se inicialmente na corrente Neo-realista. As suas obras, marcadas por uma forte ligação às fontes da literatura oral popular, decorrem frequentemente em ambientes como os do circo, das feiras, do teatro de fantoches ou outros grupos marginais à sociedade. A estas características aliam-se, porém, técnicas dramáticas do teatro de vanguarda. Foi, nos últimos anos da sua vida, o dramaturgo mais representado por grupos amadores de teatro em Portugal.

 

Paralelamente à carreira de escritor, Romeu Correia foi Atleta de alta competição em Atletismo e Campeão Nacional de Boxe amador. Casou em Outubro de 1942 com Almerinda Correia, uma futura campeã nacional de Atletismo.

 

Recebeu, em 1962 e 1975, o prémio Casa da Imprensa (na altura conhecido como o prémio Óscar da Imprensa); em 1984, o Prémio de Teatro 25 de Abril, da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro; e, pela peça O Vagabundo das Mãos de Oiro (1962), o Prémio da Crítica. Escreveu ainda, entre outras peças, Casaco de Fogo (1953), Bocage (1965), Grito no Outono (1980), Tempos Difíceis (1982), O Andarilho das Sete Partidas (1983) e A Palmatória (1995). No dia 4 de Novembro de 1958 a sua peça Céu da Minha Rua foi transmitida em directo pela RTP com Amália Rodrigues a estrear pela primeira vez como actriz.

 

 

(a peça "O Vagabundo das Mãos de Oiro" pelo Corpo Cénico da ARAL) 

 

Muitas das suas obras foram traduzidas em Chinês, Húngaro, Checo, Alemão, Russo e Braille. A sua obra foi algumas vezes alvo de estudos catedráticos, tendo sido distinguido por algumas Universidades em todo o mundo (Universidade de Viena de Áustria por exemplo). Em 1996, na Universidade de Grenoble (França) foi concluída uma tese de Doutoramento sobre toda a sua obra.

 

A sua biografia pode ser encontrada nos mais completos e importantes dicionários de autores do Mundo como The International Authors and Writers Who's Who (Cambridge-Inglaterra); Who's who in the World (Chicago- Estados Unidos da América); Who's Who in Europe (Amesterdão - Holanda); ou Dictionary of International Biography (Cambridge - Inglaterra).

 

Fonte: Wikipédia

 

publicado por Lagash às 10:22
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Domingo, 16 de Novembro de 2008

Graal

 

(pintura de Dante Gabriel Rossetti - "The Damsel of the Sanct Grael" ou "O Santo Graal" exposta no museu Tate Britain em Londres)

 

Aqui estou eu rendido,

Por aquilo que é e é!

Seja então! E eu também o serei!

Não temerei e estarei ao nível e ao mesmo pé!

 

Será de nós a nossa vida

Apenas fotos e filmes… esses

Sons, ideias e sensações?

Essas coisas que nos acontecem

Será? É isso que é o que é?

 

É realmente… pronto, não

Argumento! Não discuto!

Não refuto! Mas então que

Dê fruto!

 

Que se ponha nos dedos aqui!

Que mostre por dentro de si…

- Que vai por ali, que não vi!!

Porra! Nem sei bem o que perdi!

 

Valerá a pena esta cena?

Que vivemos, no fundo, por um lema,

Numa vida de cinema…

Sem chama!

 

Beijo e amo tudo!

Tudo quero abraçar,

Querer caminhar e receber…

É isso que quero

 

Venham beijos e noites

Para que possa viver, amar e beijar

No verdadeiro!

 

Vivam-se os dias em contagem

De gotas de suor que nas

Estalagmites estalam vindas de

Estalactites, outras…

 

Amem-se os aranhiços e

Refastelem-se as moscas, sem mal!

Amem, pois o que é, é!

- É isso mesmo! É esse

O nosso Graal!

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:18
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Nascimento de José Saramago

 

(José Saramago) 

 

José de Sousa Saramago, nasceu a 16 de Novembro de 1922, no concelho da Golegã no distrito de Santarém.

 

Vive em Lanzarote, nas Canárias – Espanha, não se considerando mais ou menos Português ou Espanhol por isso, antes Ibérico. É ateu e define-se politicamente com os ideais esquerdistas, em particular os ideais marxista-leninista.

 

Autodidacta na área que o notabilizou, tem origens humildes e começou a trabalhar como serralheiro mecânico tendo sido depois desenhador, funcionário público, editor, tradutor, jornalista, critico literário. Foi inclusivamente Director do Diário de Noticias.

 

O seu estilo contemporâneo tem uma forma única e caracteriza-se por longas frases e parágrafos e com uma pontuação também muito peculiar. Com diálogos integrados no corpo do texto fazendo dele parte integrante e confundindo o leitor para inebria-lo na ideia ou acção em vez da oração propriamente dita. Tem por isso um ritmo muito próprio que obriga, embora facilmente, a uma habituação. Ler Saramago é fácil e fluido.

 

É considerado por muito como o mestre da Língua Portuguesa. E também como o mais talentoso romancista vivo.

 

As suas obras foram distinguidas em Portugal com o Prémio da Associação de Críticos Portugueses "A Noite" em 1979, Prémio Cidade de Lisboa "Levantado do Chão" em 1980, Prémio PEN Clube Português "Memorial do Convento" em 1982 e "O Ano da Morte de Ricardo Reis" em 1984, Prémio Literário Município de Lisboa "Memorial do Convento" em 1982, Prémio da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos) "O Ano da Morte de Ricardo Reis", Prémio Dom Dinis "O Ano da Morte de Ricardo Reis" em 1986, Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" em 1992, Prémio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) em 1995 e finalmente Prémio Camões, 1995. Em Itália com o Prémio Grinzane-Cavour "O Ano da Morte de Ricardo Reis" em 1987, e Prémio Internacional Ennio Flaiano “Levantado do Chão” em 1992.Em Inglaterra com o Prémio do jornal The Independent "O Ano da Morte de Ricardo Reis" em 1993.

 

 

(José Saramago a receber o Prémio Nobel da Literatura na Suécia em 1998) 

 

Recebeu pela sua obra ou carreira o Prémio Internacional Literário Mondello - Palermo) em 1992, Prémio Literário Brancatti – Sicília – Itália, também em 1992, Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores em 1993, Prémio Consagração Sociedade Portuguesa de Autores em 1995, sendo por fim galardoado Prémio Nobel da Literatura em 1998.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:15
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Sábado, 15 de Novembro de 2008

Mundos mudos

 

 

Ligo directo para a caixa de correio só para ouvir a tua voz,

Sei que é cena fora mas todo o dia chega a hora em que

o lado esquerdo chora quando se lembra de nós

A vida corre tranquila, cada vez menos reguila

meto guita de parte e a cabeça não vacila tanto

Para minha alegria e meu espanto

Pode ser que o passado fique por onde deve estar:

No pretérito imperfeito, já que não é mais-que-perfeito,

Este é um presente que eu aceito

Para atingir a tranquilidade

Que supostamente se atinge com a nossa idade

A verdade é que a saudade do que passou

Não é mais que muita...

Mas por muita força que faça ela passa por saber que te vivi...

Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi

Agora,

 

Muda o teu número, eu mudei o meu,

Muda o teu número, eu mudei o meu,

Muda o teu número, eu mudei o meu,

Muda o teu Mundo, eu mudei o meu.

 

Cada vez que eu ligo tento deixar mensagem

mas acabo por nunca arranjar a coragem necessária

Gostava apenas de partilhar o quotidiano

habitual

Nada que se compare com as correrias

doutras alturas e doutros abismos

E já que falo por eufemismos

Gostava de dizer que ainda gosto bastante de ti...

A casa tá diferente, parece digna de gente

Dá gosto sentar no sofá com a tv pela frente

Comprei uma máquina de café

Xpto, bem bonita, azul bebé

Ocasionalmente cozinho e bebo o meu vinho

E esqueço o fumo que nos dava aquele quentinho

Hoje em dia é mais à base do ar condicionado

Condicionei a tentação num clima controlado

Quero que saibas que tou bem, sei que tu mais ou menos

Sempre gostaste de brincar em perigosos terrenos

Em relação a isso eu não sei o que fazer

E se calhar é por isso mesmo que acabo por não dizer que

A verdade é que a saudade do que passou

Não é mais que muita...

Mas por muita força que faça ela passa por saber que te vivi...

Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi

Agora,

 

Muda o teu número, eu mudei o meu,

Muda o teu número, eu mudei o meu,

Muda o teu número, eu mudei o meu,

Muda o teu Mundo, eu mudei o meu.

 

Da Weasel (Andrade)

 
publicado por Lagash às 16:02
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

I cried for you

 

 

You're beautiful so silently

It lies beneath a shade of blue

It struck me so violently

When I looked at you

 

But others pass, they never pause

To feel that magic in your hand

To me you're like a wild rose

They never understand why

 

I cried for you

When the sky cried for you

And when you went

I became a hopeless drifter

But this life was not for you

Though I learned from you

That beauty need only be a whisper

 

I'll cross the sea for a different world

With your treasure, a secret for me to hold

 

In many years they may forget

This love of ours or that we met

They may not know

How much you meant to me

 

I cried for you

And the sky cried for you

And when you went

I became a hopeless drifter

But this life was not for you

Though I learned from you

That beauty need only be a whisper

 

Without you now I see

How fragile the world can be

And I know you've gone away

But in my heart you'll always stay

 

I cried for you

When the sky cried for you

And when you went

I became a hopeless drifter

But this life was not for you

Though I learned from you

That beauty need only be a whisper

That beauty need only be a whisper

 

Katie Melua 

publicado por Lagash às 16:26
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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