Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Perdoa-me

 

 

Perdoa-me por tudo o que te fiz.

Perdoa-me o que não te fiz.

O perdão é importante questão.

E também seja levante o esquecimento.

O amor é eterno como o firmamento

externo e o lamento.

Perdão te peço de todo o meu fundo.

Perdão que não meço do tamanho do mundo.

Esquecer é preciso…

 

Sejam ventos os pensamentos

que apenas passam.

Levam o tempo que

no momento lavram.

 

Esqueço-me de mim e arrefeço-me.

Pertenço ao querer e ao lenço.

Vivo na história da memória do meu livro.

Esqueço da dor,

lembro o fervor do amor.

Perco-me em mim no labirinto

que sinto.

Sou forte e olho de frente

a morte pendente.

Espero a sorte que note

que vi e que estou aqui.

 

Oh, vida, que não queres perdão

perdida assim p’lo chão.

Nascida de azul berço,

Que mereço ser querida.

 

Perdoa-me vida. Perdoa-me sorte.

 

Perdoa-me a morte.

 

Mário L. Soares

 

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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Morte

 

 

Não suportarei o retiro

Virarei terras que me envolvem

Na cabeça ficará um tiro

Comerei vermes que me sorvem.

 

Podre o húmus que me torno

Chove rubras gotas em molhos

Frio o gelo deste forno

Raízes de mastros pelos olhos

 

Cheiro fétido putrefacto

Fechado em volta de uma arca

Saboreio sem língua o mato

 

Claustro refúgio que quero

Fuga da história que fica

Morte anunciada que espero

 

Mário L. Soares

 

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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010

Viverei

 

("O beijo" de Alfred Eisenstaedt)

 

Viverei o que sinto

Com amor em promontório

Saberás que não minto

No fim, no meu velório

 

Abrirei os braços

E no túnel gritarei

A todos os meus laços

Por quem me enamorei

 

Se em enleios me perder

A luz do destino granjearei

Para não me deixar morrer

 

Serei, no caminho, feliz comigo

E ao universo sorrirei

A minha vida contigo

 

Mário L. Soares

 

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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

A vida

 

(Colorado Headwaters Fall) 

 

A vida

às portas da vida

 

e o azul masculino de um rio

 

Amor Ardente

de forma distinta

 

Mário Cesariny de Vasconcelos

 

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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Doce sonho suave e soberano

 

 

Doce sonho, suave e soberano,

se por mais longo tempo me durara!

Ah! quem de sonho tal nunca acordara,

pois havia de ver tal desengano!

 

Ah! deleitoso bem! ah! doce engano,

se por mais largo espaço me enganara!

Se então a vida mísera acabara,

de alegria e prazer morrera ufano.

 

Ditoso, não estando em mim, pois tive,

dormindo, o que acordado ter quisera.

Olhai com que me paga meu destino!

 

Enfim, fora de mim, ditoso estive.

Em mentiras ter dita razão era,

pois sempre nas verdades fui mofino.

 

Luís Vaz de Camões

 

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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Maze

 

 

A vida, às vezes, parece tão complicada…

 

E no entanto – não é.

 

Mário L. Soares

 

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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Enfermidade

 

 

Enfermidade da vida

E a vida própria perdida

Que é o que temos

E é o que dentro tememos

 

Fugimos do amor e do sorriso

Corremos ao Inferno, esquecido o paraíso

Choramos a vida e o sal

Abraçamos o sofrer e o mal

 

Amamos o ouro, jóias e cimento

Todas as posses e poder

E vis coisas de tormento

 

Queremos, para não mais saber

Parar a vida no firmamento

Abrir os olhos e deixar de ver.

 

Mário L. Soares

 

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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Às vezes o amor

 

 

Que hei-de eu fazer

Eu tão nova e desamparada

Quando o amor

Me entra de repente

P’la porta da frente

E fica a porta escancarada

 

Vou-te dizer

A luz começou em frestas

Se fores a ver

Enquanto assim durares

Se fores amada e amares

Dirás sempre palavras destas

 

P’ra te ter

P’ra que de mim não te zangues

Eu vou-te dar

A pele, o meu cetim

Coração carmesim

As carnes e com elas sangues

 

Às vezes o amor

No calendário, noutro mês, é dor,

é cego e surdo e mudo

 

E o dia tão diário disso tudo

 

E se um dia a razão

Fria e negra do destino

Deitar mão

À porta, à luz aberta

Que te deixe liberta

E do pássaro se ouça o trino

 

Por te querer

Vou abrir em mim dois espaços

P’ra te dar

Enredo ao folhetim

A flor ao teu jardim

As pernas e com elas braços

 

Às vezes o amor

No calendário, noutro mês, é dor,

É cego e surdo e mudo

 

E o dia tão diário disso tudo

 

Mas se tudo tem fim

Porquê dar a um amor guarida

Mesmo assim

Dá princípio ao começo

Se morreres só te peço

Da morte volta sempre em vida

 

Às vezes o amor

No calendário, noutro mês é dor,

É cego e surdo e mudo

 

E o dia tão diário disso tudo

Da morte volta sempre em vida

 

Sérgio Godinho

 

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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

O Mal

 

("Olhando o céu", foto de João Viegas -  http://olhares.aeiou.pt/joaoviegas )

Era um rapazinho estranho, pensavam os colegas e a família, pouco à vontade, caminhando de mansinho, cerimonioso, na vida, e às vezes como que esquecido dela. Não entrava no esquema, e as pessoas que o rodeavam sentiam-se frustradas e até impotentes, irritadas às vezes, perante a sua inércia e o seu desinteresse, mais ainda perante o seu leve, quase inexistente interesse por coisas que eram decerto erradas porque as ignoravam. Dir-se-ia que ele se ia perdendo aos poucos, ao longo dos dias. O seu olhar redondo parecia às vezes ficar pegado, ali e além, mas sempre num ali e num além desinteressantes para os outros, perigosos, e quando um grito ou uma repreensão obrigava o olhar a soltar-se, a criança parecia de repente magoada, perplexa e só, num mundo desconhecido.

Na escola aprendia com dificuldade e o computador que dava mensal­mente as notas, com a sua gelada isenção de máquina, queixava-se sempre dele em cartão perfurado. Não gostava de números, o que afligia os pais, porque os números eram a única solução para os homens e ninguém podia ganhar a vida sem conviver com eles intimamente. Também não se inte­ressava muito pelos jogos nem mesmo pela televisão que tinha no quarto, e passavam-se dias em que nem sequer tocava nos botões do aparelho maravilhoso. O «écran» era programado para a sua idade e para os gos­tos que alguém muito sabedor, sem a menor hesitação lhe atribuía. Cada pessoa tinha a sua televisão, programada de um modo especial, assim eram feitas as casas. O «écran» acendia-se numa espécie de altar, porque se tratava de um só deus omnipresente embora tivesse um rosto e uma voz para cada um dos seus adoradores. Como, de resto, todos os deuses de todos os tempos.

O rapazinho deambulava pois pela escola ou pela casa, como um corpo sem alma. À noite, enquanto o pai e a mãe olhavam em êxtase para os «écrans» respectivos, não se punha outra hipótese, o rapazinho metia-se no elevador e ia até ao terraço que ficava no quinquagésimo andar. Ali acabara o reino das moscas e o único f í era luminoso e parecia suspenso no tecto côncavo da abóbada celeste, porque era poeira de estrelas. E então escrevia no ar e apagava o que escrevia e escrevia de novo.

Um dia a mãe seguiu-o, Se queria adoecer, disse-lhe. Já que gostava de ver o céu, por que não ligava para o programa das nove horas? Era a mesma coisa, era mesmo muito melhor e a casa estava aquecida.

Corou, envergonhado ou até assustado, sem saber porquê mas com a consciência intranquila de estar a cometer uma interdição, e essa intran­quilidade vinha-lhe do facto de não conhecer ninguém que perdesse tempo a olhar para o céu. A mãe tinha razão. Os rapazes da escola e as raparigas, claro, falavam desse programa. E havia também os planetários e os grandes telescópios públicos. Mas aí está, nada, disso o interessava. Era multo cien­tífico e sem mistério. Ele gostava era daquele pozinho de luz, suspenso sobre a sua cabeça. Mas nessa noite a mãe acusa-o de a tomar infeliz, e o rapazinho, que gostava muito dela, prometeu emendar-se e ficar atento às coisas da vida.

Cumpriu na medida do possível. Aprendeu a lidar com os números, tão áridos, e soube mexer com relativo à-vontade nos mil botões das muitas máquinas indispensáveis ao dia-a-dla das criaturas. Os pais, tranquilizados, respiraram fundo. O filho estava finalmente a preparar-se para a vida.

Um dia, porém, ele fez um poema. Não sabia que era um poema porque coisas dessas, inúteis ao bem-estar e ao progresso, já não se aprendiam nas escolas. Mas o rapazinho estava sentado à sua máquina electrónica para traçar o esboço de um relatório e em vez disso fez um poema em que se tratava de uma prisão invisível, da proibição de viver a de morrer, da obrigatoriedade de esperar uma vida inteira, se necessário fosse, por coisa nenhuma. Era um poemazinho ingénuo, mas ele sentiu-se tão assus­tado como quando a mãe o surpreendera a olhar para as estrelas. E escondeu-o, bem escondido, no fundo de uma gaveta,

 

 

Um dia alguém bem pensante da família achou o poema e foi mostrá-lo à mãe, que o leu, angustiada. Ela sabia daquele mal antigo e persistente cuja cura só fora descoberta havia umas dezenas de anos. A cura, quando a doença estava no princípio. Estaria no princípio a doença do filho? Não teria já nascido doente sem ela o saber?

A noite falou com o marido e no dia seguinte levaram o rapazinho à clínica dos casos urgentes. O médico fez multas perguntas, leu o texto muitas vezes para o perceber bem, quis saber o que a criança sentira ao escrevê-lo, porque o escrevera, para quê, tomou notas, forneceu-as ao computador-ajudante. Aquilo de ter ido ao último andar olhar o céu — quantas vezes? Quando fora a primeira? — era um sintoma aborrecido. O exame durou uma hora. Depois o médico sentou-se à sua mesa de tra­balho, leu a resposta, fechou os olhos, abriu-os, declarou aos pais em pânico: «O que ele tem chama-se poesia.»

«Era o que eu receava», disse o pai. «Era o que eu receava», repetiu.

«Houve alguém na família...» ia perguntar o médico.

A mãe precipitou-se: «Não, não, ninguém. Somos todos absolutamente normais.»

«Então há esperança. Se fizer o tratamento com regularidade, há espe­rança.»

Fez o tratamento e curou-se. Uma pílula azul e outra verde pela manhã, um comprimido à tarde, uma injecção semanal. Durante três meses. Quando voltou ao médico estava curado.

Dai em diante deu-se todo às máquinas e ergueu muros que impediam toda e qualquer fuga para além do quotidiano. Sentiu-se, de resto, muito bem no esquema que passou a considerar certo. E entre outras coisas converteu-se ao deus caseiro. Foi um homem como os outros homens, portanto feliz, que mais se podia desejar?

Maria Judite de Carvalho

 

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Sábado, 14 de Novembro de 2009

Hora Nostálgica #20 - Anzol

 

 

Ai eu já pensei,

Mandar pintar o céu em tons de azul,

Pra ser original

Só depois notei,

Que azul já ele é, houve alguém,

Que teve ideia igual

 

Eu não sei, se hei-de fugir,

Ou morder o anzol

Já não há, nada de novo aqui,

Debaixo do sol

 

Já me persegui,

por becos e ruelas d'horror,

caminhos sem saída

até que me perdi

sozinha sem saber de que cor,

pintar a minha vida

 

Eu não sei, se hei-de fugir,

Ou morder o anzol

Já não há, nada de novo aqui,

Debaixo do sol

 

Rádio Macau

 

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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Mors semper prae oculis

 

("O beijo da morte" ou "Petó de la mort" - fantástica escultura no cemitério de Poblenou, em Barcelona, por Jaume Barba - 1930) 

 

Narro-me letra por letra para ti

e sou a breve palavra que tu deixas

como uma esteira branca

no céu azul do tempo

Subo tijolo a tijolo até ás tuas mãos

e sou dos edifícios da cidade

um dos que hão-de ruir amanhã

Tombaram-nos primeiro os avós

e chega já a vez dos nossos pais

Quando faltar um choupo

no caminho da infância que vai dar ao rio

receberemos no rosto a morte

com a surpresa do primeiro homem

Eu fui um dia um nome escrito numa pedra

onde as mulheres da minha aldeia

batiam a roupa que nos cobre no tempo

E depois já não soube mais nada

mas a primavera passou rente a mim:

a morte fora continuava

 

Ruy Belo

 

publicado por Lagash às 16:16
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Não estou pensando em nada

 

 

Não estou pensando em nada 

E essa coisa central, que é coisa nenhuma,  

É-me agradável como o ar da noite, 

Fresco em contraste com o verão quente do dia, 

Não estou pensando em nada, e que bom! 

 

Pensar em nada 

É ter a alma própria e inteira. 

Pensar em nada 

É viver intimamente 

O fluxo e o refluxo da vida... 

  

Não estou pensando em nada. 

Só, como se me tivesse encostado mal. 

Uma dor nas costas, ou num lado das costas,  

Há um amargo de boca na minha alma:  

É que, no fim de contas, 

Não estou pensando em nada, 

Mas realmente em nada, 

Em nada...

 

Álvaro de Campos

1935

 

publicado por Lagash às 16:04
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Sofrimento

 

 

O amor tem mais que o nada do mundo

Viver a morte, viver o sofrimento

Viver uma vida sofrida e amargurada…

É a morte lenta e sem sentido.

 

Temos um prenúncio, um caminho

Saber a senda que nos foi designada

É auguro de poucos, e loucos…

Os olhos vêem mais que o que está à vista.

 

Vê! Há mais no coração que apenas frio.

Há mais na vida do que a morte!

Vê! Vive o teu dia e avança.

 

Vê! Há mais no mundo, tem esperança

Há mais na alma que as pedras da vida!

Vê! Ama a vida… e sorri.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:09
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Parabéns à melhor mãe... a minha (75º aniversário)

 

 

 

(Ermelinda Miranda - Verão de 2005) 

 

O pensamento

 

Nada é mais misterioso

Do que o pensamento

Nada é mais livre

Nada é mais sonante

É tão musical

Tão cortante

Tão amante

Tão veloz

Tão inconstante

Mistério tão

Sem valor

Mas assim

Nasce o amor

 

Ermelinda Miranda

 

Para a minha mãe. Que faz hoje 75 anos. Que belo número. Nasceste a 2 de Setembro de 1934.

 

E que belo poema este que escreveste. O amor que tenho por ti, nasceu assim há 36 anos, tão misterioso como a vida que nasceu nesse momento. Para ti tenho mais que um pensamento. Tenho o respeito da vida que me deste e dás. A devoção à família que só compreenderei quando de mim nascer um mistério. Como o pelicano que dá a sua própria carne às suas crias em momentos de escassez, assim tu te anulas em função dos que amas. Sinto-o e isso por vezes, revolta-me por não conseguir ser assim. Quero sê-lo, porque assim é que é belo. Assim se vive no céu. Dando, uns aos outros. Tu dás, sem querer retorno. Nada pedes, nada queres para ti. O sublime altruísmo. Somos a tua extensão. Sou os teus braços. Eu estou contigo, no teu coração. E tu estás comigo no meu…

 

És para mim o exemplo do que deve ser a vida.

 

Do pensamento nasce o amor, é verdade mamã! Penso em ti neste momento. Neste dia. Parabéns!

 

Mário L. Soares

 

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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

O melhor pretexto

 

("Um sorriso de criança", foto de Fernando Leão - olhares.aeiou.pt/FLeao )

 

É tão frágil a vida,

tão efémero, tudo!

(Não é verdade, amiga,

olhinhos-cor-de-musgo ?)

 

E ao mesmo tempo é forte,

forte da veleidade,

de resistir à morte

quanto maior a idade.

 

Assim, aos trinta e sete,

fechados alguns ciclos,

a vida ainda pede

mais sentimento, vínculos.

 

Não tanto os que nos deram

a fúria de viver,

como esses descobertos

depois de se saber

 

Que a vida não é outra

senão a que fazemos

(e a vida é uma só,

pois jamais voltaremos).

 

Partidários da vida,

melhor: do que está vivo,

digamos "não!" a tudo

que tenha outro sentido.

 

E que melhor pretexto

(quem o saiba que o diga!)

teremos p'ra viver

senão a própria vida?

 

Alexandre O'Neill

in "Poemas com endereço"

 

publicado por Lagash às 16:27
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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