Sábado, 22 de Agosto de 2009

Hora Nostálgica #9 - 40º Graus à Sombra

 

 

No fundo da avenida

Bebendo um capilé

Quarenta graus à sombra

Nas mesas de café

E aquela rapariga

Eu já não sei o que dizer

O que fazer

O que dizer

O que fazer

 

Aihaiaha

Mediterrâneo Agosto

Em pleno verão

Aihaiaha

O sol a pino e eu faço

Uma revolução

Aihaiaha

 

Parte um navio

Desce a maré

Vejo o céu vermelho

Tomara que estivesse a arder

E aquela rapariga

Eu já não sei o que dizer

O que fazer

O que dizer

O que fazer

 

Aihaiaha

Mediterrâneo Agosto

Em pleno verão

Aihaiaha

O sol a pino e eu faço

Uma revolução

Aihaiaha

 

Eu só te quero a ti

Eu só te quero para mim

Agosto aqui para mim

Só ter um fim

É ter-te a ti

Só para mim

Agosto aqui

Só para mim

 

Radar Kadafi

 

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Domingo, 16 de Agosto de 2009

Hora Nostálgica #8 - Sol da Caparica

 

 

Descapotável pela ponte o cabelo a voar

o calor abrasador e a pressa de chegar

óculos escuros da Ray Ban e o cantante a partir

a cassete dos Ramones para a gente curtir

 

Aqui vou eu

para a costa

aqui vou eu vou cheio de pica

de Lisboa vou fugir

vou pó sol da Caparica

 

Abancados na esplanada mesmo à beira do mar...

cerveja na mesa para refrescar

ao longo da praia sob o sol de verão...

as miúdas da costa são uma tentação

 

por isso vou

para a costa

por isso vou cheio de pica

viro costas a Lisboa

vou pó sol da Caparica

 

e assim vamos gozando as ferias de verão...

tenho o sol da Caparica mesmo aqui à mão

 

Aqui vou eu

aqui vou eu

 

de Lisboa vou fugir...vou para o Sol da Caparica

 

Peste & Sida

 

publicado por Lagash às 16:26
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

O calor, o amor e as amoras

 

 

O calor, o amor e as amoras.

O suor que nos cola as camisolas.

Em redor, o fragor de uma ribeira.

Por brincadeira,

colho-t'um beijo!

Junto aos ramos d'uma amoreira.

 

Ruborizam-se as faces

nem sei bem de que maneira!

Será do calor que se sente?

Ou pelo facto de um adolescente

ser inexperiente na matéria?

 

Por reflexo mergulhámos

os dois juntos na água fria.

Sem jeito, mal disfarçámos

a atracção que se sentia!

 

O teu corpo que se revela

na transparência da camisola

És tão bela, mulher formada!

Fizemos amor dentro de água.

A primeira vez! Numa ribeira!

 

Vicente Roskopt

 

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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Red Hot

 

 

Porque é verão e adorar o sol, beber e dançar é preciso, aqui vos deixo a incrível Vanessa Mae, com este Red Hot.

 

Muito bom som…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:16
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Domingo, 21 de Junho de 2009

Soneto 17

 

 

Se te comparo a um dia de verão

És por certo mais belo e mais ameno

O vento espalha as folhas pelo chão

E o tempo do verão é bem pequeno.

 

Ás vezes brilha o Sol em demasia

Outras vezes desmaia com frieza;

O que é belo declina num só dia,

Na terna mutação da natureza.

 

Mas em ti o verão será eterno,

E a beleza que tens não perderás;

Nem chegarás da morte ao triste inverno:

 

Nestas linhas com o tempo crescerás.

E enquanto nesta terra houver um ser,

Meus versos vivos te farão viver.

 

William Shakespeare

 

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Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Procuro

 

(Madeira - Janeiro de 2009) 

 

Procuro a vida

que sei que tenho,

a mulher que sei que é a minha,

o filho que amo,

o emprego que quero,

o sol que me doura,

a chuva que molha.

 

Procuro o pássaro

que voa sobre mim,

o brilho de orvalho na manhã,

a penumbra de um fim de tarde,

o calor de uma noite fria,

um refresco no calor de um Verão,

um beijo colorido pelo almoço.

 

Procuro e não encontro,

Está lá e não está…

Quero o que quero quando quero,

não amanhã, depois de amanhã, depois, depois…

Já não quero. Depois não. Não quero.

Não procuro…

 

Mário L. Soares

publicado por Lagash às 16:01
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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

De Verão

  

 

I

 

No campo; eu acho nele a musa que me anima:

A claridade, a robustez, a acção.

Esta manhã, saí com minha prima,

Em quem eu noto a mais sincera estima

E a mais completa e séria educação.

 

II

 

Criança encantadora! Eu mal esboço o quadro

Da lírica excursão, de intimidade.

Não pinto a velha ermida com seu adro;

Sei só desenho de compasso e esquadro,

Respiro indústria, paz, salubridade.

 

III

 

Andam cantando aos bois; vamos cortando as leiras;

E tu dizias: "Fumas? E as fagulhas?

Apaga-o teu cachimbo junto às eiras;

Colhe-me uns brincos rubros nas ginjeiras!

Quanto me alegra a calma das debulhas!"

 

IV

 

E perguntavas sobre os últimos inventos

Agrícolas. Que aldeias tão lavadas!

Bons ares! Boa luz! Bons alimentos!

Olha: Os saloios vivos, corpulentos,

Como nos fazem grandes barretadas!

 

V

 

Voltemos. Na ribeira abundam as ramagens

Dos olivais escuros. Onde irás?

Regressam os rebanhos das pastagens;

Ondeiam milhos, nuvens e miragens,

E, silencioso, eu fico para trás.

 

VI

 

Numa colina azul brilha um lugar caiado.

Belo! E arrimada ao cabo da sombrinha,

Como teu chapéu de palha, desabado,

Tu continuas na azinhaga; ao lado

Verdeja, vicejante, a nossa vinha.

 

VII

 

Nisto, parando, como alguém que se analisa,

Sem desprender do chão teus olhos castos,

Tu começastes, harmónica, indecisa,

A arregaçar a chita, alegre e lisa

Da tua cauda um poucochinho a rastos.

 

VIII

 

Espreitam-te, por cima, as frestas dos celeiros;

O sol abrasa as terras já ceifadas,

E alvejam-te, na sombra dos pinheiros,

Sobre os teus pés decentes, verdadeiros,

As saias curtas, frescas, engomadas.

 

IX

 

E, como quem saltasse, extravagantemente,

Um rego de água sem se enxovalhar,

Tu, a austera, a gentil, a inteligente,

Depois de bem composta, deste à frente

Uma pernada cómica, vulgar!

 

X

 

Exótica! E cheguei-me ao pé de ti. Que vejo!

No atalho enxuto, e branco das espigas

Caídas das carradas no salmejo,

Esguio e a negrejar em um cortejo,

Destaca-se um carreiro de formigas.

 

XI

 

Elas, em sociedade, espertas, diligentes,

Na natureza trémula de sede,

Arrastam bichos, uvas e sementes;

E atulham, por instinto, previdentes,

Seus antros quase ocultos na parede.

 

XII

 

E eu desatei a rir como qualquer macaco!

"Tudo não as esmagares contra o solo!"

E ria-me, eu ocioso, inútil, fraco,

Eu de jasmim na casa do casaco

E de óculo deitado a tiracolo!

 

XIII

 

"As ladras da colheita! Eu se trouxesse agora

Um sublimado corrosivo, uns pós

De solimão, eu, sem maior demora,

Envenená-las-ia! Tu, por ora,

Preferes o romântico ao feroz.

 

XIV

 

Que compaixão! Julgava até que matarias

Esses insectos importunos! Basta.

Merecem-te espantosas simpatias?

Eu felicito suas senhorias,

Que honraste com um pulo de ginasta!"

 

XV

 

E enfim calei-me. Os teus cabelos muito loiros

Luziam, com doçura, honestamente;

De longe o trigo em monte, e os calcadoiros,

Lembravam-me fusões de imensos oiros,

E o mar um prado verde e florescente.

 

XVI

 

Vibravam, na campina, as chocas da manada;

Vinham uns carros e gemer no outeiro,

E finalmente, enérgica, zangada,

Tu inda assim bastante envergonhada,

Volveste-me, apontando o formigueiro:

 

XVII

 

"Não me incomode, não, com ditos detestáveis!

Não seja simplesmente um zombador!

Estas mineiras negras, incansáveis,

São mais economistas, mais notáveis,

E mais trabalhadoras que o senhor."

 

Cesário Verde

 

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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Há Dias

 

(foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

Há dias em que julgamos

que todo o lixo do mundo

nos cai em cima

depois ao chegarmos à varanda avistamos

as crianças correndo no molhe

enquanto cantam

não lhes sei o nome

uma ou outra parece-me comigo

quero eu dizer :

com o que fui

quando cheguei a ser luminosa

presença da graça

ou da alegria

um sorriso abre-se então

num verão antigo

e dura

dura ainda.

 

Eugénio de Andrade

 

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Sábado, 23 de Agosto de 2008

Verão

 

 

Droga-nos o Verão com o sol e a luz

Traz-nos energia de dentro e cor

Dá-nos a força que queremos e amor

Azul em ondas do calor que produz

 

Abre as portas à praia e ao mar e corpos nus

Beija a nossa pele e sabe a licor

Dança ao som de um compasso sedutor

Embebeda o incauto, e à beleza faz jus

 

Gosto de o ver. Por vezes não quero…

Outras adoro, por tanto não o ter

No frio desejo, no calor desespero…

 

Trai-nos a todos, porque não diz que tem fim!

Vem calmo, entra à força e abandona o mundo

Visita, sem favor pedir e vai-se… assim…

 

Mário L. Soares

 

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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Brisa

 

 

Suave brisa que me tocas a cara

E afagas o cabelo para o lado,

Fazes esquecer o quente do Verão,

Refrescas e revigoras levemente…

 

Beijas-me a face e provocas-me,

Sinto a tua massagem total,

Envolve-me o corpo e plano

Pelo ar, como um pássaro.

 

Mudas a direcção e brincas…

Sorrio para ti – és apenas vento;

No entanto, és mais do que eu,

És tudo o que de etéreo pode ser real.

 

Levanto-me e estou bem…

O mar está à minha frente,

Tenho-o na mão e é meu.

Estou só, mas estou comigo.

 

Mário L. Soares

 

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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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