Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Perdoa-me

 

 

Perdoa-me por tudo o que te fiz.

Perdoa-me o que não te fiz.

O perdão é importante questão.

E também seja levante o esquecimento.

O amor é eterno como o firmamento

externo e o lamento.

Perdão te peço de todo o meu fundo.

Perdão que não meço do tamanho do mundo.

Esquecer é preciso…

 

Sejam ventos os pensamentos

que apenas passam.

Levam o tempo que

no momento lavram.

 

Esqueço-me de mim e arrefeço-me.

Pertenço ao querer e ao lenço.

Vivo na história da memória do meu livro.

Esqueço da dor,

lembro o fervor do amor.

Perco-me em mim no labirinto

que sinto.

Sou forte e olho de frente

a morte pendente.

Espero a sorte que note

que vi e que estou aqui.

 

Oh, vida, que não queres perdão

perdida assim p’lo chão.

Nascida de azul berço,

Que mereço ser querida.

 

Perdoa-me vida. Perdoa-me sorte.

 

Perdoa-me a morte.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:11
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?

 

 

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?

Quantas vezes, Razão, me tens curado?

Quão fácil de um estado a outro estado

O mortal sem querer é conduzido!

 

Tal, que em grau venerando, alto e luzido,

Como que até regia a mão do fado,

Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado,

Depois com ferros vis se vê cingido:

 

Para que o nosso orgulho as asas corte,

Que variedade inclui esta medida,

Este intervalo da existência à morte!

 

Travam-se gosto e dor; sossego e lida;

É lei da natureza, é lei da sorte,

Que seja o mal e o bem matiz da vida.

 

Manuel Maria Barbosa du Bocage

 

publicado por Lagash às 16:28
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Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Sexta-feira 13

 

 

O mito da Sexta-feira, dia 13, ser um dia de azar, reporta, provavelmente ao inicio do século XIV, mais propriamente no dia 13 de Outubro de 1307, quando o rei de França Filipe IV, “o belo”, que pretendendo apoderar-se das riquezas dos templários, congeminou um plano de assalto, bem articulado por toda a França em conjunto com o papa Clemente V e que coincidia com a visita ao país de vários templários conhecidos, entre os quais o Grande Mestre Jacques DeMolay.

 

Filipe, que se suspeita, esteve por traz da morte do pretendente ao papa, abrindo caminho para Clemente V, teve então o “pagamento” desse favor com a transferência do poder papal para a sua pessoa, e a sede da igreja para Avignon. A abolição da ordem templária, que tinha até aí o apoio directo do papa, foi a consequência dessa traição.

 

O plano de Filipe “o belo” resultou quase na perfeição, originando na extinção quase total da ordem do templo. Não fosse a intervenção de outros templários sob a protecção dos reis de Portugal e Escócia, que pertenciam eles próprios a essa ordem.

 

Nem o seu grande tesouro, nem os ambicionados documentos passaram para a mão do rei francês. Antes, conseguiu a morte da grande maioria dos templários e uma subsequente perseguição por toda a Europa, o que mais uma vez foi travado pelos reis de Portugal e Espanha.

 

Jacques DeMolay amaldiçoou Filipe e Clemente enquanto morria na fogueira até à 13ª geração, e, no prazo de 1 ano, ambos morreram, um por morte natural e outro por um acidente a cavalo.

 

Em Portugal os templários foram protegidos por D. Dinis que “transformou” a ordem dos templários na Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo de um dia para o outro e a eles transferiu todas as riquezas e possessões. A sua sede foi primeiro em Castro Marim, e depois em Tomar – a cidade dos templários. Assim os templários, como ordem, sobreviveram, mantendo-se vivos até aos dias de hoje.

 

 

(cavaleiros templários nos dias de hoje) 

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 12:05
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Domingo, 30 de Novembro de 2008

A Morte Chega Cedo

 

(Fernando Pessoa no Chiado em Lisboa) 

 

A morte chega cedo,

Pois breve é toda vida

O instante é o arremedo

De uma coisa perdida.

 

O amor foi começado,

O ideal não acabou,

E quem tenha alcançado

Não sabe o que alcançou.

 

E tudo isto a morte

Risca por não estar certo

No caderno da sorte

Que Deus deixou aberto.

 

Fernando Pessoa em “Cancioneiro”

 

publicado por Lagash às 16:20
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