Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

Sol

 

 

Ó sol que miras p’lo céu!

Vens e banhas o ventre

Tocas o meu pelo véu

Molhas, seco e quente.

 

Azuis sorrisos tu brilhas

Esperança, de ti, existência

E as estrelas, tuas filhas,

Choram à noite, vivência.

 

Milhas de longe e de luz

Abraças a terra fecunda

Beijas o mar que seduz

Semente pátria profunda

 

Alento dás tempo à hora

Montanhas, campos de sal

Eriges estruturas de flora

Invocas o Deus contra o mal

 

Mário L. Soares

 

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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Reveses

 

 

Como a vida reveses traz!

Olhar para dentro à frente

Saber usar a bem a mente

E viver o sonho e ser capaz.

 

Aguardo no mar as bonanças,

Que a tempestade ao fundo augura;

Sabendo que na noite escura

Vêm ventos e mudanças.

 

Ah, raios e coriscos que se partam!

Quero ver o sol na meia-noite

Ter a luz – que os céus se abram!

 

Contrariedades que se vão!

Serei herói e homem do leme,

Neste mundo que é um cão.

 

Mário L. Soares

 

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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha

 

 

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,

A essa hora dos mágicos cansaços,

Quando a noite de manso se avizinha,

E me prendesses toda nos teus braços...

 

Quando me lembra: esse sabor que tinha

A tua boca... o eco dos teus passos...

O teu riso de fonte... os teus abraços...

Os teus beijos... a tua mão na minha...

 

Se tu viesses quando, linda e louca,

Traça as linhas dulcíssimas dum beijo

E é de seda vermelha e canta e ri

 

E é como um cravo ao sol a minha boca...

Quando os olhos se me cerram de desejo...

E os meus braços se estendem para ti...

 

Florbela Espanca

 

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Sábado, 22 de Agosto de 2009

Hora Nostálgica #9 - 40º Graus à Sombra

 

 

No fundo da avenida

Bebendo um capilé

Quarenta graus à sombra

Nas mesas de café

E aquela rapariga

Eu já não sei o que dizer

O que fazer

O que dizer

O que fazer

 

Aihaiaha

Mediterrâneo Agosto

Em pleno verão

Aihaiaha

O sol a pino e eu faço

Uma revolução

Aihaiaha

 

Parte um navio

Desce a maré

Vejo o céu vermelho

Tomara que estivesse a arder

E aquela rapariga

Eu já não sei o que dizer

O que fazer

O que dizer

O que fazer

 

Aihaiaha

Mediterrâneo Agosto

Em pleno verão

Aihaiaha

O sol a pino e eu faço

Uma revolução

Aihaiaha

 

Eu só te quero a ti

Eu só te quero para mim

Agosto aqui para mim

Só ter um fim

É ter-te a ti

Só para mim

Agosto aqui

Só para mim

 

Radar Kadafi

 

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Domingo, 16 de Agosto de 2009

Hora Nostálgica #8 - Sol da Caparica

 

 

Descapotável pela ponte o cabelo a voar

o calor abrasador e a pressa de chegar

óculos escuros da Ray Ban e o cantante a partir

a cassete dos Ramones para a gente curtir

 

Aqui vou eu

para a costa

aqui vou eu vou cheio de pica

de Lisboa vou fugir

vou pó sol da Caparica

 

Abancados na esplanada mesmo à beira do mar...

cerveja na mesa para refrescar

ao longo da praia sob o sol de verão...

as miúdas da costa são uma tentação

 

por isso vou

para a costa

por isso vou cheio de pica

viro costas a Lisboa

vou pó sol da Caparica

 

e assim vamos gozando as ferias de verão...

tenho o sol da Caparica mesmo aqui à mão

 

Aqui vou eu

aqui vou eu

 

de Lisboa vou fugir...vou para o Sol da Caparica

 

Peste & Sida

 

publicado por Lagash às 16:26
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

O calor, o amor e as amoras

 

 

O calor, o amor e as amoras.

O suor que nos cola as camisolas.

Em redor, o fragor de uma ribeira.

Por brincadeira,

colho-t'um beijo!

Junto aos ramos d'uma amoreira.

 

Ruborizam-se as faces

nem sei bem de que maneira!

Será do calor que se sente?

Ou pelo facto de um adolescente

ser inexperiente na matéria?

 

Por reflexo mergulhámos

os dois juntos na água fria.

Sem jeito, mal disfarçámos

a atracção que se sentia!

 

O teu corpo que se revela

na transparência da camisola

És tão bela, mulher formada!

Fizemos amor dentro de água.

A primeira vez! Numa ribeira!

 

Vicente Roskopt

 

publicado por Lagash às 16:10
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Domingo, 21 de Junho de 2009

Soneto 17

 

 

Se te comparo a um dia de verão

És por certo mais belo e mais ameno

O vento espalha as folhas pelo chão

E o tempo do verão é bem pequeno.

 

Ás vezes brilha o Sol em demasia

Outras vezes desmaia com frieza;

O que é belo declina num só dia,

Na terna mutação da natureza.

 

Mas em ti o verão será eterno,

E a beleza que tens não perderás;

Nem chegarás da morte ao triste inverno:

 

Nestas linhas com o tempo crescerás.

E enquanto nesta terra houver um ser,

Meus versos vivos te farão viver.

 

William Shakespeare

 

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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Paisagem

 

(Ilha de Matakana na Nova Zelândia) 

 

Passavam pelo ar aves repentinas,

O cheiro da terra era fundo e amargo,

E ao longe as cavalgadas do mar largo

Sacudiam na areia as suas crinas.

 

Era o céu azul, o campo verde, a terra escura,

Era a carne das árvores elástica e dura,

Eram as gotas de sangue da resina

E as folhas em que a luz se descombina.

 

Eram os caminhos num ir lento,

Eram as mãos profundas do vento

Era o livre e luminoso chamamento

Da asa dos espaços fugitiva.

 

Eram os pinheirais onde o céu poisa,

Era o peso e era a cor de cada coisa,

A sua quietude, secretamente viva,

E a sua exalação afirmativa.

 

Era a verdade e a força do mar largo,

Cuja voz, quando se quebra, sobe,

Era o regresso sem fim e a claridade

Das praias onde a direito o vento corre.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

publicado por Lagash às 16:21
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Madeira jardim

 

(costa norte da ilha da Madeira) 

 

Madeira, jardim no Atlântico plantada,

Que bela és, romântica estada...

Belas as montanhas, praias, flores,

Lindos os campos, as pessoas e amores,

 

O mar, o teu amante,

A altura das montanhas, impressionante,

O ar puro, água e o sol sem igual,

A vida no seu melhor, real.

 

Peixe, carne, imagens e calma...

Férias, na essência da alma...

 

Mário L. Soares

 

 

publicado por Lagash às 16:12
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Sábado, 23 de Agosto de 2008

Verão

 

 

Droga-nos o Verão com o sol e a luz

Traz-nos energia de dentro e cor

Dá-nos a força que queremos e amor

Azul em ondas do calor que produz

 

Abre as portas à praia e ao mar e corpos nus

Beija a nossa pele e sabe a licor

Dança ao som de um compasso sedutor

Embebeda o incauto, e à beleza faz jus

 

Gosto de o ver. Por vezes não quero…

Outras adoro, por tanto não o ter

No frio desejo, no calor desespero…

 

Trai-nos a todos, porque não diz que tem fim!

Vem calmo, entra à força e abandona o mundo

Visita, sem favor pedir e vai-se… assim…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:27
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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