Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Momentos etéreos em contextos estéreis

 

 

As palavras que te dirijo

não são expressão dos meus sentimentos,

nem sequer do que penso ou idealizo.

São mecanizações do Costume, do Hábito, repetições.

Repito o que outrora sentira,

o que mais tarde julgara que sentia

e hoje sei que está vazia,

a expressão dos meus sentimentos.

São a forma e o som

desprovidos de conteúdos e melodia.

São só palavras, palavras apenas

e parecem-se mal quando não são proferidas.

 

Intrigado com o caso,

mandei analisar a questão.

Onde está o significado do significante que pronuncio?

O caixote está vazio,

não me contento apenas com o cartão.

 

Encontrei o significado

no dia em que te perdi.

Tinhas tranças longas, eras tão linda,

tal como no dia em que te conheci.

 

Enrolo e lambo o papel deste cigarro

expiro o fumo com uma técnica maquinal.

Por vezes, terei esquecido como é bom fumar,

fumar por prazer!

Talvez tenha também esquecido o significado de te Amar,

mas sem nunca ter deixado de o fazer.

 

Vicente Roskopt

http://osedutorfarsolas.blogspot.com/

 

publicado por Lagash às 16:04
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 27 de Dezembro de 2009

Natal

 

 

Natal. Na província neva.

Nos lares aconchegados

Um sentimento conserva

Os sentimentos passados.

 

Coração oposto ao mundo,

Como a família é verdade!

Meu pensamento é profundo,

Estou só, e sonho saudade.

 

E como é branca de graça

A paisagem que não sei,

Vista de trás da vidraça

Do lar que nunca terei.

 

Fernando Pessoa

 

publicado por Lagash às 16:24
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Os livros

 

 

Não conhecemos estes lugares

ou compulsivamente

os revemos. Paisagens

inusitadas, absurdas,

mesmo se alguma vez as frequentámos

com nossos olhos e bagagens.

São estranhos estes homens

que nos fazem rir e chorar,

sentir raiva, ser

solidários. São-nos íntimos,

porém. Estes

sonhos, a quem

pertencem? Sentimentos obscuros,

que angústias (des)

velam? Trágicas

desilusões,

que mundos encerram?

 

Os livros, quietos

e buliçosos: o nosso

alter ego.

 

João Melo

 

publicado por Lagash às 16:04
link do post | comentar | favorito
|

Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

mais sobre mim

procurar em Lagash

 

Março 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

posts recentes

Momentos etéreos em conte...

Natal

Os livros

arquivos

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

tags

todas as tags

links

Prémios

Users Online
free counters
blogs SAPO

subscrever feeds