Terça-feira, 28 de Julho de 2009

Será que é a morte que chama por mim?

 

 

Será que é a morte que chama por mim?

Será que caí em sorte e me enterram na lama?

Por que nada ouço?

Por que não te ouço?

Sinto-me fraco,

sinto-me outro,

noutra condição que não a humana.

 

Ainda me recordo de ti...

Talvez tu, também, de mim!

 

Mas já é tarde... e escurece.

Fecham-se-m'os olhos

cobertos pela lama.

 

Acordo.

 

Imagem fraca e diluída.

Senti-me só.

Senti tanta agonia.

Não te senti, meu amor.

Senti que havia chegado a minha hora.

Procuro-te na cama:

"Como senti a tua falta!"

Chego-me junto a ti

e abraço-te tal como no primeiro dia.

 

Vicente Roskopt

mais poesia do Vicente Roskopt em http://osedutorfarsolas.blogspot.com/

 

publicado por Lagash às 16:19
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Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Ó sino da minha aldeia

 

 

Ó sino da minha aldeia,

Dolente na tarde calma,

Cada tua badalada

Soa dentro de minha alma.

 

E é tão lento o teu soar,

Tão como triste da vida,

Que já a primeira pancada

Tem o som de repetida.

 

Por mais que me tanjas perto

Quando passo, sempre errante,

És para mim como um sonho.

Soas-me na alma distante.

 

A cada pancada tua,

Vibrante no céu aberto,

Sinto mais longe o passado,

Sinto a saudade mais perto.

 

Fernando Pessoa

 

publicado por Lagash às 16:26
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Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Recordação

 

 

Eu bem sei

Que rodo em muitas esferas

E não sei

Por onde me levas, poesia.

Quando vou,

E não encontro ninguém,

Tenho medo do que sei:

Um filho de sua mãe

E seu pai,

Ou algum longínquo avó,

A quem um poeta sai.

Será também o Deus da infância

E a árvore sagrada

De frutos proibidos,

Na fragrância

Com que rasguei meus vestidos

E não retirei os ninhos...

 

Enchi de rosas a terra

E levo nas mãos espinhos.

 

Afonso Duarte

publicado por Lagash às 16:20
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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