Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Perdoa-me

 

 

Perdoa-me por tudo o que te fiz.

Perdoa-me o que não te fiz.

O perdão é importante questão.

E também seja levante o esquecimento.

O amor é eterno como o firmamento

externo e o lamento.

Perdão te peço de todo o meu fundo.

Perdão que não meço do tamanho do mundo.

Esquecer é preciso…

 

Sejam ventos os pensamentos

que apenas passam.

Levam o tempo que

no momento lavram.

 

Esqueço-me de mim e arrefeço-me.

Pertenço ao querer e ao lenço.

Vivo na história da memória do meu livro.

Esqueço da dor,

lembro o fervor do amor.

Perco-me em mim no labirinto

que sinto.

Sou forte e olho de frente

a morte pendente.

Espero a sorte que note

que vi e que estou aqui.

 

Oh, vida, que não queres perdão

perdida assim p’lo chão.

Nascida de azul berço,

Que mereço ser querida.

 

Perdoa-me vida. Perdoa-me sorte.

 

Perdoa-me a morte.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:11
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Coragem

 

(Stupe Island) 

 

 

Será enfrentar o medo ou conseguir vencer a dor. Pode ser vencer obstáculos. É tornear o perigo de frente. É fazer ou dizer alguma coisa conseguindo superar uma ameaça subjacente à acção ou consequente ao que foi dito.

 

Sendo o medo um sentimento gerado por um estímulo externo ou interno provocado por uma ameaça, dor (física ou psicológica) ou traumas do passado, que gera reacções de alerta e atenção no corpo humano com injecção de adrenalina e cortisol, preparando-o para resistir à agressão “medo” – a coragem é a acção ou reacção originada por essa alteração hormonal, e que defende o ser humano do que o atormenta.

 

Filosoficamente, a coragem é um acto altruísta que (como indica) tem como objectivo a defesa ou luta por algo superior a quem o faz, ou cujo ganho é externo a quem o faz. Dessa forma a coragem é um sentimento que tem características únicas e que nos leva a superarmos as nossas limitações e levarmos um pouco mais longe as nossas acções.

 

Nos filmes e na música, a coragem é um dos mais fortes sentimentos a ser descritos, pela sua sempre originalidade e particular distinção perante os outros sentimentos.

 

Poeticamente, a coragem foi, desde sempre descrita e exaltada. Desde os heróis romanos e gregos, envolvidos em mitologia e divindades, até aos anónimos nas guerras, passando pelo comum dos mortais, que também pode ser herói.

 

E na nossa vida? Quem tem coragem para ter coragem? Que tem coragem de mudar de vida? Quem o quer fazer, e não tem coragem? Quem não gostava, às vezes, de ter coragem?

 

Tenhamos coragem! Tenhamo-la!

 

A vida é curta, e devemos seguir o nosso coração. Abracemos o futuro com sorrisos, lágrimas e medo (sim, medo), mas sem olhar para trás! Com confiança e principalmente – coragem.

 

Força para todos!

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:25
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Nem tudo o que parece é

 

 

Será que é aquilo que parece?

Ou poderá o que fosse, não ser,

E ser aquilo que me apetece

Em vez daquilo que estou a ver?

 

Não será o que é, por certo,

Nem poderá ser aquilo que penso,

Está mesmo aqui tão perto,

Que os meus olhos não venço.

 

Que pode ser que vê a mente

Que nem o coração ver quer,

E o peito rebenta quando sente.

 

É apenas o que quero perceber:

Será aquilo que não vê a gente,

Mas aquilo que se quer ver?

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:11
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Curvas

 

(foto de www.photoforum.ru ) 

 

 

As tuas curvas abraçam-me o peito

e fazem emergir desejos

que anseiam de ti o teu jeito

e exigem dos lábios os beijos

 

E quando o carinho vem suave

e encontra no corpo o teu quente

eu procuro no fundo a tua cave

húmida, bela, minha, para sempre.

 

Quero ter-te. Vou e volto no teu ser…

Estou contigo neste amor

unido no profundo querer.

 

São as curvas num belo casamento.

Que sonho este que me enternece

e embala lado a lado o pensamento.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:22
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Sei o que quero

 

 

Sei que sabes que eu quero,

e sabes que sei que tu queres…

Então porque não fazes o que preferes?

Porque se fizeres o que quiseres, então espero…

 

Nada mais há que para parar, para já faça…

Não paramos o que começamos

só porque receamos e não nos achamos…

Para parar, paramos já, ou então nada nos maça.

 

O que quero mesmo é andar, e começar…

Quero e desespero pelo que espero…

Sem isso me incomodar nem enfadar!

 

Venho por este meio, o enleio acabar,

para te dizer e dar a entender o que quero fazer:

“Quero-te a ti, ao pé de mim, para te amar!”

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:10
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Acreditar

 

 

Falta-nos acreditar… Falta-nos fé… Não em divindades e coisas sobrenaturais,

Mas sim em nós próprios.

 

Vamos acreditar que conseguimos. Vamos sonhar com o topo. Se tivermos o topo em vista, então o topo é possível alcançar. Se apenas metade da montanha almejarmos então o melhor que conseguiremos é essa metade! E nunca o topo!

 

O mal de não conseguir está no querer pouco, ou querer muito e desejar pouco. O sonho comanda a vida.

 

O sonho, o objectivo, a meta é o que nos move.

 

Força Portugal – eu acredito!

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 10:30
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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