Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Noite

 

 

 

 

 

Noite!

Noite rasgando o caminho

Por onde descalça apago

Estrelas no meu destino!

 

Noite!

Noite de bocas escuras!

Famintas de criaturas

Que sem se verem, e sentirem,

levam o mesmo descaminho.

 

Natália Correia

 

publicado por Lagash às 16:14
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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

O teu nome

 

 

Flor de acaso ou ave deslumbrante,

Palavra tremendo nas redes da poesia,

O teu nome, como o destino, chega,

O teu nome, meu amor, o teu nome nascendo

De todas as cores do dia!

 

Alexandre O’Neil

 

publicado por Lagash às 16:04
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

E a caravana abana…

 

 

De vila à cidade,

engolimos alegres quilómetros

e pautamos uma viagem

por escritas e visitas, que

iremos de Sul a Norte,

no desenlaço da regra

e fronteira invisível,

desconhecido lado e lugar

na troca gira de volante,

veloz, um beijo e queijo

com mimos de vinho,

seremos a aventura ardente,

palpitantes do inseguro,

na desvenda parcial

de pessoas e luares.

 

Tu, meu homem suado

em arrepio prazerento,

o descanso soletrado

no brilho do sol igual,

da costa azurada,

esfomeados encantados,

eu, a mulher em ti só,

irei a praça das aldeias

de sorrisos alegrettos,

faremos salada de tomate

com orégões e amor,

assobios de chocolate

com rum e línguas

enroladas de conversas.

 

 

Em silêncio natura-magnífico,

sopramos as cortinas

de cores e símbolos,

com maternal costura,

ora, abertas, ora, fechadas,

no momento digamos

assim, toliçamos,

penetramos e cantamos

do roteiro a seguir,

na caravana que abana,

de suave em louco

riso sobre rodas,

pesadas em cúmplice,

do mais puro destino

desta bela viagem,

em vai-vem perpétuo.

 

 

Brinda Priem

in http://made-in-belgium.blogspot.com/

 

publicado por Lagash às 16:15
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Sofrimento

 

 

O amor tem mais que o nada do mundo

Viver a morte, viver o sofrimento

Viver uma vida sofrida e amargurada…

É a morte lenta e sem sentido.

 

Temos um prenúncio, um caminho

Saber a senda que nos foi designada

É auguro de poucos, e loucos…

Os olhos vêem mais que o que está à vista.

 

Vê! Há mais no coração que apenas frio.

Há mais na vida do que a morte!

Vê! Vive o teu dia e avança.

 

Vê! Há mais no mundo, tem esperança

Há mais na alma que as pedras da vida!

Vê! Ama a vida… e sorri.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:09
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Domingo, 2 de Agosto de 2009

O Encoberto

 

 

Que símbolo fecundo

Vem na aurora ansiosa?

Na Cruz Morta do Mundo

A Vida, que é a Rosa.

 

Que símbolo divino

Traz o dia já visto?

Na Cruz, que é o Destino,

A Rosa que é o Cristo.

 

Que símbolo final

Mostra o sol já desperto?

Na Cruz morta e fatal

A Rosa do Encoberto.

 

Fernando Pessoa

in “A Mensagem”

 

publicado por Lagash às 16:27
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Caminho

 

 

Perco tempo que não existe

nos caminhos da escura

vida que cerca a metrópole

do nosso corpo.

Olho para o infinito

sem pensar no que penso

e ali fico até acordar

do sono sem sonho

e da vida sem vida.

Ando pelas ruas amargas

dos pensamentos sem

sentido, e vou com sentido

pelo mesmo trilho.

Chego a qualquer lado

Que não sei o que é…

E apenas sei que é

o destino que encontrei.

Será bom?

Será mau?

Será por bem?

Será para o mal?

Bem será se correr pelo melhor…

Pois claro.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:26
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Destino

 

("soothing waters" por Bentes 2008 em http://semimagens.blogspot.com ) 

 

Quem disse à estrela o caminho

Que ela há-de seguir no céu?

A fabricar o seu ninho

Como é que a ave aprendeu?

Quem diz à planta

E ao mudo verme que tece

Sua mortalha de seda

Os fios quem lhos enreda?

 

Ensinou alguém à abelha

Que no prado anda a zumbir

Se à flor branca ou à vermelha

O seu mel há-de ir pedir?

 

Que eras tu meu ser, querida,

Teus olhos a minha vida,

Teu amor todo o meu bem...

Ai! Não mo disse ninguém.

Como a abelha corre ao prado,

Como no céu gira a estrela,

Como a todo o ente o seu fado

Por instinto se revela,

Eu no teu seio divino

Vim cumprir o meu destino...

Vim, que em ti só sei viver,

Só por ti posso morrer.

 

Almeida Garrett

 

publicado por Lagash às 16:15
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Sábado, 30 de Agosto de 2008

Fado

 

 

Que fado este que a minha vida revela? Que triste sina esta que me acompanha na despedida, na chegada, no prazer, no sofrimento? Sempre triste, funesta, sempre com lágrima, sempre almejando melhor e sendo sempre sentido.

Que fado é este que tenho cá dentro e me faz, me preenche e é aquilo que sou? Que derrota à partida é esta que me faz ganhar quando quero? Que pessimismo é que me vai na alma e me dá aquele grande optimismo do mal menor na maior tragédia sofrida?

Que fado é o meu? Que fado é o nosso?

Mudam-se os ventos mudam-se as vontades, pois então!

Mudemos para tanto o nosso fado, por quão grandes queremos ser, que nunca seremos maiores do que aquilo que quisermos ser.

Se somos bons quando queremos, sejamos então sempre os melhores, porque queremos e somos!

Farto estou de fados tristes e moribundos. Alegre-se a nossa tristeza – riremos das nossas faltas e amarguras.

Apontaremos o indicador a nós próprios, quais jograis e corte na mesma pessoa. Mas olhando nos olhos, sérios, com um sorriso.

Evolução fatídica e optimista. Eis a  solução. Para o nosso fado… o meu fado…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:03
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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