Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

São crianças

 

 

São crianças aquelas

Que vês ao fundo

No caminho que velas

Na trilha do mundo

 

Brilham os olhos

Lágrimas de amor

E abraços aos molhos

Pedaços sem dor

 

É amor o que vendem

E sonhos escondidos

São as coisas que sentem

 

São os choros sentidos

E a alegria que aprendem

No coração garantidos

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:19
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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Noite

 

 

 

 

 

Noite!

Noite rasgando o caminho

Por onde descalça apago

Estrelas no meu destino!

 

Noite!

Noite de bocas escuras!

Famintas de criaturas

Que sem se verem, e sentirem,

levam o mesmo descaminho.

 

Natália Correia

 

publicado por Lagash às 16:14
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Sofrimento

 

 

O amor tem mais que o nada do mundo

Viver a morte, viver o sofrimento

Viver uma vida sofrida e amargurada…

É a morte lenta e sem sentido.

 

Temos um prenúncio, um caminho

Saber a senda que nos foi designada

É auguro de poucos, e loucos…

Os olhos vêem mais que o que está à vista.

 

Vê! Há mais no coração que apenas frio.

Há mais na vida do que a morte!

Vê! Vive o teu dia e avança.

 

Vê! Há mais no mundo, tem esperança

Há mais na alma que as pedras da vida!

Vê! Ama a vida… e sorri.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:09
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Alento

 

 

O vazio do que está completamente cheio

O corpo que transporta a alma e se mantém estéril

Nada brota de um pântano podre!

Nada é, sem ser o que é… apenas.

 

Serei apenas o produto das partes?

A soma de tudo o que fui? E o que serei?

Onde entra o amor na equação?

Limpam-se armas em tempo de paz…

 

Recomeçar é apenas voltar a começar.

Novo fôlego tomo no fim de tudo

E sigo o caminho inicial… com a mesma vontade

E o mesmo querer.

 

Queira-me Deus consigo no fim

Porque nunca quis mal a ninguém.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:12
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Caminho

 

 

Perco tempo que não existe

nos caminhos da escura

vida que cerca a metrópole

do nosso corpo.

Olho para o infinito

sem pensar no que penso

e ali fico até acordar

do sono sem sonho

e da vida sem vida.

Ando pelas ruas amargas

dos pensamentos sem

sentido, e vou com sentido

pelo mesmo trilho.

Chego a qualquer lado

Que não sei o que é…

E apenas sei que é

o destino que encontrei.

Será bom?

Será mau?

Será por bem?

Será para o mal?

Bem será se correr pelo melhor…

Pois claro.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:26
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Demência

 

(foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

Serei um louco? Um alucinado?

Não tenho mão em mim,

Estarei estragado?

Não sei como me tornei assim…

 

Troco-me por outro

Sem a mínima garantia,

Sigo, diferente, o troço,

Que a mim estarrecia…

 

Parto perdido, ao mesmo volto,

Sou o que sou, sem demagogia

Largo a realidade, não fico solto.

 

Triste e revolto, ando sem norte,

Vou pela estrada e vendo a alma,

Disseminado ao vento, sigo a minha sorte.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:20
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Domingo, 16 de Março de 2008

Vi-te eu hoje na estrada escura

 

 

Vi-te hoje ao fim de um serão

No fundo da rua foste passando,

Ias p’lo beco, no fim de uma rua,

Caminhas marcando o fim de um verão

 

Na mão tu levas, prolongas o braço,

A outra que agarras para abraçar,

Este mundo e o outro, não queres largar,

Meu coração pegas e fazes um laço,

 

Amo o que tens na tua viagem,

Rasgo a roupa dos tempos antigos,

E sigo o caminho dos dias perdidos,

Pego na vida e encarno a coragem.

 

Só mais um esforço, só mais um papel,

Amo o teu amo e vou por aqui

Sigo à frente de outros assim,

Esculpo a face a maço e cinzel

 

Pois, hoje vi-te no fundo da rua,

Perdida no tempo, e na estrada escura,

A mão te estendi, na tua futura,

Não sei o que faça pra hoje ser tua.

 

Vi-te eu hoje na estrada escura…

 

Mário L. Soares

publicado por Lagash às 08:21
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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