Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Adoração

 

 

Eu não te tenho amor simplesmente. A paixão

Em mim não é amor; filha, é adoração!

Nem se fala em voz baixa à imagem que se adora.

Quando da minha noite eu te contemplo, aurora,

E, estrela da manhã, um beijo teu perpassa

Em meus lábios, oh! quando essa infinita graça

do teu piedoso olhar me inunda, nesse instante

Eu sinto? virgem linda, inefável, radiante,

Envolta num clarão balsâmico da lua,

A minh'alma ajoelha, trémula, aos pés da tua!

Adoro-te!... Não és só graciosa, és bondosa:

Além de bela és santa; além de estrela és rosa.

Bendito seja o deus, bendita a Providência

Que deu o lírio ao monte e à tua alma a inocência,

O deus que te criou, anjo, para eu te amar,

E fez do mesmo azul o céu e o teu olhar!...

 

Guerra Junqueiro

 

publicado por Lagash às 16:17
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Mar, mar e mar

 

 

Tu perguntas, e eu não sei,

eu também não sei o que é o mar.

 

É talvez uma lágrima caída dos meus olhos

ao reler uma carta, quando é de noite.

Os teus dentes, talvez os teus dentes,

miúdos, brancos dentes, sejam o mar,

um mar pequeno e frágil,

afável, diáfano,

no entanto sem música.

 

É evidente que a minha mãe me chama

quando uma onda e outra onda e outra

desfaz o seu corpo contra o meu corpo.

Então o mar é carícia,

luz molhada onde desperta meu coração recente.

 

Às vezes o mar é uma figura branca

cintilando entre os rochedos.

Não sei se fita a água

ou se procura

um beijo entre conchas transparentes.

 

Não, o mar não é nardo nem açucena.

É um adolescente morto

de lábios abertos aos lábios de espuma.

É sangue,

sangue onde a luz se esconde

para amar outra luz sobre as areias.

 

Um pedaço de lua insiste,

insiste e sobe lenta arrastando a noite.

Os cabelos da minha mãe desprendem-se,

espalham-se na água,

alisados por uma brisa

que nasce exactamente no meu coração

O mar volta a ser pequeno e meu,

anémona perfeita, abrindo nos meus dedos.

 

Eu também não sei o que é o mar.

Aguardo a madrugada, impaciente,

os pés descalços na areia.

 

Eugénio de Andrade

 

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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Festas por todo lado

 

 

Nesta altura do ano, quer-se agradar a todos os mais queridos e presenteá-los com bonitas e caras prendas.

 

Sob o divino auspício do todo-poderoso Pai Natal, queremos comprar este mundo e o outro para poder chegar ao coração dos nossos familiares, colegas de trabalho e amigos. Sabemos quem nos vai dar presentes e obrigamo-nos a retribuir, de preferência com um presente de igual valor, para não parecer mal e para não ficar mal visto. Damos, pelo acto e facto de “ter de ser” sob pena de irmos para o inferno do pós vida e para o inferno da vida actual, que não é mais que a tal lista dos “desgraçados que não me deram nada pelo Natal”, ou aquela lista dos que “eu dei-lhe um presente tão bonito, e não recebi nada em troca…”.

 

O Natal é mais do que isso. É tempo de lembrar os mais queridos. É tempo de querer estar com essas pessoas. É tempo da palavra saudade e de amor. É altura de estarmos bem, sentirmos quente, comer e beber, contar histórias antigas, rir e cantar. Esse é espírito do Natal.

 

Natal é quando o Homem quer? Sim, mas mais do que isso, Natal é o que o Homem quiser. E isso significa que podemos fazer do nosso Natal um dia de compras, consumismo e materialização do capitalismo, ou, independentemente dessa premissa, podemos adicionar-lhe o nosso amor pelo próximo e transformá-lo num dia de alegria. Assim, dando amor, e sendo esse o nosso principal presente, podemos fazer dos Natais de todos os lares de todo o mundo, um centro de troca de energias positivas e de crescimento espiritual, intelectual, emocional e psíquico.

 

Troque uma história bonita com o seu pai, mãe, irmão, amigo ou quem quer que esteja consigo neste Natal. Dê ao próximo um sorriso e espere o mesmo de volta. Faça rir quem está à sua volta – é fácil – lembre-se de como era quando era criança… infantil? Sim, mas tão bom… Dê um beijo a quem ama. Assim, simplesmente – um beijo. Verá que outros olhos estarão à sua frente. Adicione um abraço quente e sincero. Embrulhe tudo com um carinho e palavras de amor ridículas… Um sucesso!

 

As prendas deviam ser assim. Mas, à falta de melhor, ofereça umas peúgas… fica sempre bem e é muito económico.

 

Beijos e abraços e desejos de um bom Natal.

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:14
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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha

 

 

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,

A essa hora dos mágicos cansaços,

Quando a noite de manso se avizinha,

E me prendesses toda nos teus braços...

 

Quando me lembra: esse sabor que tinha

A tua boca... o eco dos teus passos...

O teu riso de fonte... os teus abraços...

Os teus beijos... a tua mão na minha...

 

Se tu viesses quando, linda e louca,

Traça as linhas dulcíssimas dum beijo

E é de seda vermelha e canta e ri

 

E é como um cravo ao sol a minha boca...

Quando os olhos se me cerram de desejo...

E os meus braços se estendem para ti...

 

Florbela Espanca

 

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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Bloco de Céu

 

("Bloco de Céu", pintura de Gustavo Fernandes) 

 

Pela cor do umbigo fundimos,

sem apressar e naturalmente,

o que de bom tenho em mim, não

tardará em chegar a ti.

 

E quando chegar, que te aconchega

a beleza, de cada segundo, porque

a língua desnuda a alma, na garra

do olho, capturada.

 

Pela força da semente alimentamos,

sem apressar e naturalmente,

o que de bom tenho em mim, não

tardará em chegar a ti.

 

E quando chegar, que te revela

o respeito, em cada minuto, porque

a verdade já baixou as armas, da defesa

do novo sangue pulsar.

 

Pelo verbo ‘amar’ inspiramos,

sem apressar e naturalmente,

o que de bom tenho em mim, não

tardará em chegar a ti.

 

E quando chegar, que te fertiliza

o orgasmo, de cada hora, porque

o medo da dor amedrontou-se, ante

tal virtuosidade do corpo desejado.

 

Pela volúpia do beijo sufocamos,

sem apressar e naturalmente,

o que de bom tenho em mim, não

tardará em chegar a ti.

 

E quando chegar, que te conforta

o abraço, de cada hora, porque

serei no 'aqui' um momento sem-fim, que

por ti, assegurar-te-ei esta vida.

 

Brinda Priem

 

publicado por Lagash às 16:22
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Voar

 

(Gaivota no porto de Dover - Reino Unido, no ferry do canal da mancha - Maio de 2008, por Mário L. Soares) 

 

 

Penso em ti

e no teu abraço,

no teu beijo

no nosso laço.

 

Gosto de amar

e em ti sorrir

de te olhar

e o céu abrir.

 

De o corpo suar

e de alma oferecida

no éter pairar.

 

Oh, minha querida!

Sinto o coração voar

no meu peito, p’la tua vida.

 

Mário L. Soares

 

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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

O beijo de Judas

 

 

Aquele que escreve será traído

um dia algum leitor apontará

a palavra interdita

e o sentido escondido no sentido.

O beijo de Judas está dentro da própria escrita

e aquele que escreve está

perdido. De nada serve

dizer este é o meu vinho este é o meu pão.

O beijo de Judas vai ser dado. Quem escreve

tem uma lança apontada ao coração.

 

Não se perdoa a dádiva de si

a canção que se canta ou a breve tão breve

alegria de partilhar o corpo e a palavra.

Quem reparou em Getsemani

naquele que não se ria nem se dava?

Já outra vez se levantou e se deteve

alguém vai ser traído agora aqui

seu olhar te designa: Tu és aquele que escreve

e a tua própria mão aponta para ti.

 

Manuel Alegre

 

publicado por Lagash às 16:20
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Dar-te-ia o meu coração

 

 

Dar-te-ia o meu coração

no momento em que te vi.

Mas deixá-lo-ias cair ao chão,

no escuro piso de alcatrão,

tal é o peso do meu amor por ti.

 

É para evitar essa maçada

que te entrego antes este beijo.

É mais leve e não dói nada!

E prometo que quando fores beijada

será com todo o meu desejo.

 

Pelo sim, pelo não,

vem ai um camião,

vamos é fugir da estrada,

antes que a gente morra atropelada

e fica o beijo para outro dia.

 

Vicente Roskopt

in http://osedutorfarsolas.blogspot.com

 

 

 

publicado por Lagash às 16:09
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Amor Sentido

 

 

A paixão de uma

amizade,

leva-nos à razão da nossa

verdade.

O significado da humana

existência,

o predicado de toda a

ciência,

a verdadeira necessidade de

existir,

é a alegria do sorrir

sentir,

é querer abraçar alguém

querido,

é beijar de amor

sentido.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:19
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Descansa o teu corpo

 

 

Descansa o corpo morto, mulher mansa…

Que o teu hálito tem o odor do amor,

e meu mastro brilha suado como um astro.

E tu, que sabes o bem que me fazes

quando assim o queres e mo dás a mim.

Na calma descansas o corpo morto

prostrado e suado na cama.

Respiras o odor do amor

nos enrodilhados lençóis impregnados.

Fundo no sonho do teu sono

pensaste na marca que marcaste

no meu peito no leito da noite.

A marca na história da minha memória…

Deixaste o beijo que lançaste em desejo,

e abriste a mão e agarraste o meu coração.

Apertaste…  doeu, e violaste o que não é teu.

Descansa…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:04
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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

A noite desce…

 

 

Como pálpebras roxas que tombassem

Sobre uns olhos cansados, carinhosas,

A noite desce... Ah! doces mãos piedosas

Que os meus olhos tristíssimos fechassem!

 

Assim mãos de bondade me beijassem!

Assim me adormecessem! Caridosas

Em braçados de lírios, de mimosas,

No crepúsculo que desce me enterrassem!

 

A noite em sombra e fumo se desfaz...

Perfume de baunilha ou de lilás,

A noite põe embriagada, louca!

 

E a noite vai descendo, sempre calma...

Meu doce Amor tu beijas a minh'alma

Beijando nesta hora a minha boca!

 

Florbela Espanca

 

publicado por Lagash às 16:13
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Beijo

 

 

Um beijo em lábios é que se demora

e tremem no de abrir-se a dentes línguas

tão penetrantes quanto línguas podem.

Mas beijo é mais. É boca aberta hiante

para de encher-se ao que se mova nela.

E dentes se apertando delicados.

É língua que na boca se agitando

irá de um corpo inteiro descobrir o gosto

e sobretudo o que se oculta em sombras

e nos recantos em cabelos vive.

É beijo tudo o que de lábios seja

quanto de lábios se deseja.

 

Jorge de Sena

 

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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

O calor, o amor e as amoras

 

 

O calor, o amor e as amoras.

O suor que nos cola as camisolas.

Em redor, o fragor de uma ribeira.

Por brincadeira,

colho-t'um beijo!

Junto aos ramos d'uma amoreira.

 

Ruborizam-se as faces

nem sei bem de que maneira!

Será do calor que se sente?

Ou pelo facto de um adolescente

ser inexperiente na matéria?

 

Por reflexo mergulhámos

os dois juntos na água fria.

Sem jeito, mal disfarçámos

a atracção que se sentia!

 

O teu corpo que se revela

na transparência da camisola

És tão bela, mulher formada!

Fizemos amor dentro de água.

A primeira vez! Numa ribeira!

 

Vicente Roskopt

 

publicado por Lagash às 16:10
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Domingo, 5 de Julho de 2009

Receita

 

(Roberta Murgo) 

 

Para me conquistar

É preciso exalar um cheiro

íntimo, conhecido, costumeiro

Desses que sinto e enfraqueço...

Que faz tremer a voz, as pernas

Dá nós nas tripas e nas ideias....

 

Tens ideia?

Perguntas-me: A que vens?

Venho com todas

as boas e más intenções

Tentações, recriações,

Bolinações, entremeios...

 

O que eu faria?

Convidar-te-ia para ida ao cinema

Ver película interessante,

Instigante que acalma os nervos...

 

Sei que preferirias um jantar

À luz de velas, com preparo

cuidadoso

Vinho tinto à temperatura exacta

João Gilberto a cantar

Minha voz a sussurrar

Melindres, indecências

Em tua consciência...

 

Mas, do teu mundo previsível fujo

Eu opto pelo devaneio de teus dias

Por tua agonia diária, insaciável

Buscando sinais de minha presença

 

Eu opto por te tirar do comezinho

Da disciplina cotidiana,

De tua razão insana...

 

Sou tua surpresa constante

Usando saias e blusas coladas

No corpo delgado que se alinha

Em minhas curvas as quais te

curvas....

 

Sei que gostas dos ruídos do quarto

Dos gemidos que escutas

Dos grunhidos que provocas

Sei que gostas de rolar teu corpo

Que recebe de bom grado

o meu sobre o seu,

que quando se tocam

trocam segredos de alcova...

 

Sei que guardas na memória

Toda minha textura

E vê candura, onde há só luxúria

de fêmea louca que a ti provoca

mal estar, gosto na boca...

 

E que a cada movimento

Um contentamento roubado

Tu me olhas calado,

Extasiado que estás com a exploração

Mão safada que te escapas

Que confusão!

 

Sei que preferirias roubar-me toda

E não mais voltar, beijar-me a boca

e não mais calar todo o desejo retido,

todo o prazer contido em membro rijo

a explodir caudalosamente,

silenciosamente....

Mas hoje não! Hoje te rapto ao

cinema

Numa secção plena de erotismo

Do armário sai lingerie branca

Com rendas que rendem cenas

De dentes, mãos, dedos, segredos...

 

Tu não te lembrarás de close algum,

Talvez sobre na memória alguma

melodia,

da boa fotografia tu não terás

opinião,

perderás a razão, a postura

E não saberás nada sobre o roteiro,

Director, actor, clímax da acção...

 

Nada te restará para recordação

Por que rescrevi o script

Revolvi todas as formas de prazeres

Vou-te fazer um strip

Para tu nunca mais esqueceres...

 

Gueixa

 

publicado por Lagash às 16:09
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

English breakfast

 

 

Que satisfação me darias um ovo estrelado fazer…

Com uma torrada a acompanhar,

um sumo de laranja num copo transparente,

e depois um beijo de bom dia…

Sei lá eu o que faria,

se tivesse tal e fosse assim realmente,

e pudesse dar-te o meu amar,

e que te tivesse com o teu querer.

 

Não seria almoço com certeza,

nem sequer um bom jantar,

comeríamos salsichas e fritas,

feijão e o que apetecesse comer…

Um abraço pelo meio,

e mais um “pára, que me excitas”…

Era carinho que te queria dar…

Um pequeno almoço à inglesa…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:10
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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