Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

A meu favor

 

 

A meu favor

Tenho o verde secreto dos teus olhos

Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor

O tapete que vai partir para o infinito

Esta noite ou uma noite qualquer

 

A meu favor

As paredes que insultam devagar

Certo refúgio acima do murmúrio

Que da vida corrente teime em vir

O barco escondido pela folhagem

O jardim onde a aventura recomeça.

 

Alexandre O’Neil

 

publicado por Lagash às 16:07
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Strangers

 

 

“Tolerância mútua é uma necessidade em todos os tempos e para todas as raças. Mas tolerância não significa aceitar o que se tolera.”

 

Mahatma Gandhi

 

Esta curta metragem de Erez Tadmor e Guy Nattiv, demonstra em poucos minutos o que em séculos não foi aprendido por grandes lideres.

 

A união faz a força. Se o Homem se unir por um momento pode criar coisas belas e pode também destrui-las. No entanto, pode perceber, que consegue conviver com o seu “inimigo” em paz se assim o entender. Porque não? Porque pensa de forma diferente? Porque a pele é de outra cor? Porque alguém daquela raça nos matou um filho? Porquê? A intolerância gera intolerância e não leva a lado nenhum. E se levar é para a violência e a guerra – e isso é pior.

 

Nada justifica a intolerância! Mesmo a intolerância dos outros! Até mesmo um ponto de exclamação é sinal de intolerância e fere o orgulho do outro. Não o devemos usar com leviandade. Sejamos tolerantes.

 

O maior mal da humanidade é neste momento ela própria. Os ódios devem ser suavizados e amenizados. Aos poucos podemos mudar o mundo para um amanhã melhor. Basta que mudemos nós próprios – hoje.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:34
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Não posso adiar o amor para outro século

 

 

Não posso adiar o amor para outro século

não posso

ainda que o grito sufoque na garganta

ainda que o ódio estale e crepite e arda

sob montanhas cinzentas

e montanhas cinzentas

 

Não posso adiar este abraço

que é uma arma de dois gumes

amor e ódio

não posso adiar

ainda que a noite pese séculos sobre as costas

e a aurora indecisa demore

não posso adiar para outro século a minha vida

nem o meu amor

nem o meu grito de libertação

 

não posso adiar o coração

 

António Ramos Rosa

 

publicado por Lagash às 16:00
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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Amor sem tréguas

 

 

 

 

 

É necessário amar,

qualquer coisa, ou alguém;

o que interessa é gostar

não importa de quem.

 

Não importa de quem,

nem importa de quê;

o que interessa é amar

mesmo o que não se vê.

 

Pode ser uma mulher,

uma pedra, uma flor,

uma coisa qualquer,

seja lá o que for.

 

Pode até nem ser nada

que em ser se concretize,

coisa apenas pensada,

que a sonhar se precise.

 

Amar por claridade,

sem dever a cumprir;

uma oportunidade

para olhar e sorrir.

 

Amar como o homem forte

só ele sabe e pode-o;

amar até à morte,

amar até ao ódio.

 

Que o ódio, infelizmente,

quando o clima é de horror,

é forma inteligente

de se morrer de amor.

 

António Gedeão

 

publicado por Lagash às 16:12
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Domingo, 18 de Janeiro de 2009

É urgente o amor

 

(Foto de um mural na Escola EB  2/3 de Paranhos do agrupamento Eugénio de Andrade - desconheço o autor da foto http://agrupamento-eugenioandrade.org/index.php?option=com_expose&Itemid=85 ) 

 

É urgente o amor.

É urgente um barco no mar.

 

É urgente destruir certas palavras,

ódio, solidão e crueldade,

alguns lamentos,

muitas espadas.

 

É urgente inventar alegria,

multiplicar os beijos, as searas,

é urgente descobrir rosas e rios

e manhãs claras.

 

Cai o silêncio nos ombros e a luz

impura, até doer.

É urgente o amor, é urgente

permanecer.

 

Eugénio de Andrade

 

publicado por Lagash às 16:15
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

11 de Setembro

 

 

Pudesse uma só lágrima apagar todo esse fogo

que consome de ódio os negros corações,

que obriga a estar em alertas os olhos cansados,

que provoca a guerra entre as nações.

 

Pudesse todo este fogo ser apenas

a chama de uma vela quente e sensual,

que ilumina o espírito dos sábios

na eterna luta do bem contra o mal.

 

Pudesse ser todo o horror do atentado

apenas uma breve e falsa ilusão,

uma noite encharcada de suores e frio,

nunca um caudal de morte e destruição.

 

Pudesse ser este poema uma alegria,

uma mensagem grandiosa de amor,

pudesse não ter nas suas palavras

a lembrança do ódio e do horror.

 

Pudesse ser este poema o suficiente

para todos podermos agradecer

o esforço dos soldados da paz

que encontram na solidariedade o seu dever.

 

 

Luís Costa Pires

 

publicado por Lagash às 16:17
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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