Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Conto dias

 

 

 

Que felicidade desenrola dentro de mim

por debitar litros de palavras a rodos?

Nenhuma mesmo. Sinto tudo e nada.

Sinto tudo o que digo, e nada do que saiu…

 

Conto dias de vida hoje, e muito poucos

a ter para a frente. E tanto que me falta

fazer, e completar. Tanta vida por viver.

Debito pois, sim. Talvez assim possa ser livre.

 

Liberto-me do que não quero. Do que sinto.

Do que não sinto. Do que faz falta.

Vejo ao longe o que não tenho e minto.

 

Sou o que quero. Quero mais do que posso.

Rompo barreiras com o meu abraço.

Mas sei que daqui não passo.

 

Mário L. Soares

 

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Domingo, 2 de Agosto de 2009

O Encoberto

 

 

Que símbolo fecundo

Vem na aurora ansiosa?

Na Cruz Morta do Mundo

A Vida, que é a Rosa.

 

Que símbolo divino

Traz o dia já visto?

Na Cruz, que é o Destino,

A Rosa que é o Cristo.

 

Que símbolo final

Mostra o sol já desperto?

Na Cruz morta e fatal

A Rosa do Encoberto.

 

Fernando Pessoa

in “A Mensagem”

 

publicado por Lagash às 16:27
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Sábado, 1 de Agosto de 2009

Vazio

 

 

Há um vazio dentro de mim

do tamanho de todas as pessoas

do mundo. De volume gigante,

de olhos negros e mortos.

Sem vida está o meu coração.

Não sinto. Estou dormente.

Durmo sobre um molho de

recordações sem sentido

e velhas. Também sem vida.

Acordo com vontade de dormir

e seguir um sonho falso, irreal,

que revela o desejo escondido

de felicidade.

Como me posso preencher?

Qual é o sentido?

Para quê?

 

Mário L. Soares

 

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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Maybe One Day

 

 

Deixo-vos uma curta metragem fantástica de Chris Cottam.

 

Porque os dias são para ser vividos,

porque são para ser explorados

com garra, com vida, com amor,

com ar e asas…

 

Porque quando formos, o que cá tivemos,

cá fica, e o que levamos connosco

são os dias de satisfação ao sol,

são as horas de beijos que demos,

os minutos de olhares trocados

por cima de um ombro num autocarro em direcção

aos mais belos olhos que alguma

vez nos viram…

Os segundos de belos orgasmos

sentidos após uma garrafa de vinho

que tombada adormece primeiro

que nós, rebolada para debaixo da mesa.

 

Ama a tua vida. Carpe Diem.

Agradece o que te dá. Sente o que tens.

Usufrui dos teus amigos, dos teus amores

e da tua família. E do teu dia.

 

Aprecia o teu dia – e sorri…

 

Mário L. Soares

 

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Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Esperança

 

 

 

 

Que esperança tenho no futuro

e em tudo o que ele pode trazer.

Acredito nos Homens e no nosso mundo,

e todas as riquezas que nos dá o saber.

 

Sei que a vida sorri… para mim e para ti…

não acreditas, bem sei. Mas a verdade é essa!

O mundo quer ser conquistado, e é assim,

dessa maneira simples que se cumpre a promessa.

 

Estou confiante. Vou vencer, e o que quero, alcançar,

contornar os obstáculos e saltar as barreiras.

Enfrentar todos os muros e a vitória abraçar.

 

Olharei para a frente sem medo e sem hesitar.

Farei meus triunfos hoje, as frustrações de ontem.

Confio. Estou vivo. Tenho vontade e vou ganhar!

 

Mário L. Soares

 

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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Age!

 

 

O que quer que faças, fá-lo com garra, com vontade, com determinação e querer. A diferença entre o ir fazer, o fazer e o estar feito, é o tempo, e esse tempo deve ser passado da melhor maneira possível porque tudo é o que fazes. Todo tempo que passa é o tempo que tu passas. Todos os momentos que passam são os momentos teus que tu passas. Tudo o que é feito é o que tu fazes. Não serás digno de fazer coisas bem feitas? E saboreá-las?

 

Faz de ti o melhor que podes, pois és aquilo que fazes e o que tu fazes é o que és. A tua acção traduz em concreto o teu pensamento. Se pensas no bem, fazes coisas boas. Se pensas no mal, não o devias…

 

És tu o motor da tua vida. A tua vida é os momentos que tens, com as pessoas e coisas com que interages. É o que lês e comes. O que bebes e vês. O que ouves e sentes. O que beijas e amas. Faz valer o teu motor.

 

Mas faz… não pares porque não queres falhar. Falha, faz e repete, se puderes. Se não puderes, faz na mesma. Parte os copos que tiveres que partir, mas não deixes de beber o teu vinho com o medo de os partir, porque o teu copo é apenas o recipiente que usas para transportar o teu vinho. Não lhe dês demasiada importância.

 

Age!

 

Mário L. Soares

 

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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Caminho

 

 

Perco tempo que não existe

nos caminhos da escura

vida que cerca a metrópole

do nosso corpo.

Olho para o infinito

sem pensar no que penso

e ali fico até acordar

do sono sem sonho

e da vida sem vida.

Ando pelas ruas amargas

dos pensamentos sem

sentido, e vou com sentido

pelo mesmo trilho.

Chego a qualquer lado

Que não sei o que é…

E apenas sei que é

o destino que encontrei.

Será bom?

Será mau?

Será por bem?

Será para o mal?

Bem será se correr pelo melhor…

Pois claro.

 

Mário L. Soares

 

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Sábado, 6 de Junho de 2009

Diluente

 

(Foto: GettyImages) 

 

A vizinha do número catorze ria hoje da porta

De onde há um mês saiu o enterro do filho pequeno.

Ria naturalmente com a alma na cara.

Está certo: é a vida.

A dor não dura porque a dor não dura.

Está certo.

Repito: está certo.

Mas o meu coração não está certo

O meu coração romântico faz enigmas do egoísmo da vida.

 

Cá está a lição, ó alma da gente!

Se a mãe esquece o filho que saiu dela e morreu,

Quem se vai dar ao trabalho de se lembrar de mim?

Estou só no mundo, como um pião de cair.

Posso morrer como o orvalho seca.

Por uma arte natural de natureza solar,

Posso morrer à vontade da deslembrança,

Posso morrer como ninguém…

Mas isto dói,

Isto é indecente para quem tem coração…

Isto..

Sim, isto fica-me nas goelas como uma sanduíche com lágrimas…

Glória? Amor? O anseio de uma alma humana?

Apoteose às avessas…

Dêem-me Água de Vidago, que eu quero esquecer a Vida!

 

Álvaro de Campos

 

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Domingo, 10 de Maio de 2009

Sonho

 

 

E se um sonho, tudo isto for?

Se não passar tudo, de ideias e pensamento?

Tudo o que é e não é, agora sem cor,

E a vida não ser, e o tudo, ser fingimento.

 

Tudo é, o que queremos que seja,

A flor que voa no campo,

O pássaro que os olhos beija,

O mar ser um quente manto…

 

As imagens que iluminamos, são luz de candeias

Saem pela mente para a tela branca

As sombras à frente, são as vozes alheias

 

É o sonho que ordena o espaço,

A vida não passa de éter,

Que temos na mão e levamos p’lo braço.

 

Mário L. Soares

 

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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

A dualidade entre o bem e o mal

 

 

 

O Yin-Yang, branco e negro, a noite e o dia, morte e vida, a luz e a escuridão, o belo e o feio.

 

“O que era a noite sem o dia?

E a luz sem a escuridão?

O contraste é a razão

Porque a gente os avalia.

 

Tendo por esta medida,

Tudo para um mesmo fim,

Até tu, a própria vida,

Não eras nada sem mim.”

 

Disse António Aleixo no Auto da Vida e da Morte, na personagem da “morte” dirigindo-se à “vida”.

 

Assim funciona o mundo.

 

Podemos olha-lo como o belo e o feio. Quando olhamos para uma bela mulher (ou homem), temo-la como bela porquê? Porque temos padrões de beleza definidos pela nossa cultura no geral, e educação e meio onde vivemos em particular. A mais ínfima variável vai para os gostos pessoais que são insignificantes quando analisarmos o caso à distância.

 

Mas como podemos “saber” se a mulher que vemos é bela ou não? – Apenas e só pela distinção. O cérebro através de vários processos “compara” as imagens que captamos pelos olhos com as nossas memórias numa “pasta de ficheiros” imaginária com o nome “mulheres que já vi” que estará hierarquizado por ordem de “beleza” (uma será mais bela que outra) e enquadrará a mulher que vemos agora com a “lista”. Como é obvio este processo é instantâneo e imperceptível. Pela comparação temos o “contraste” do Aleixo.

 

Vemos o mundo também pelo conceito económico de satisfação / utilidade como no paradoxo copo de água / diamante, onde se por um lado a teoria valor trabalho dá mais “valor” ao diamante, torna-se completamente inversa quando estamos no meio do deserto e a água passa a ter toda a importância e nenhum valor imediato no diamante. Também será variável de acordo com a satisfação - se bebermos vários copos de água, a sua utilidade marginal vai diminuindo ao ponto de a curva descer e chegar a ser negativa, quando já deitamos água pelos olhos de tanto beber. Temos então as necessidades dos clássicos da economia de Adam Smith, Ricardo e Marx, a definir os nossos critérios de diferenciação. O bom do menos bom é definido assim.

 

Então e quando temos apenas bom e não temos mau? Pois. Aí temos uma requalificação e um imediato reordenamento da lista. No exemplo das mulheres, se apenas conhecermos mulheres belas e nenhuma feia (e muito importante – nunca poderíamos ter conhecido nenhuma mulher feia – caso contrário teríamos uma referência anterior), ao olhar duas belas mulheres, como serão diferentes, estarão sujeitas a uma hierarquização similar, mas como não há grau inferior, a feia será a menos bela aos nossos olhos e a mais bela será bela apenas e começara um novo processo.

 

Vendo neste prisma as coisas, o bem e o mal serão calibrados um pelo outro, co-existindo e tornando-se mutuamente necessários para a qualificação dos mesmos.

 

Sem as mortes horrendas da guerra daríamos o mesmo valor à paz? Sem o ódio, como seria o amor? Sem a injustiça, faríamos justiça? A ausência de luz seria a escuridão?

 

Deixo-vos com este pensamento, na esperança de que haja esperança quando olharmos o mundo e vermos o mal a surgir. Considerando o perfeito equilíbrio da natureza pela forma como a vemos. Esse mal fará o bom ser melhor, com certeza.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:18
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?

 

 

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?

Quantas vezes, Razão, me tens curado?

Quão fácil de um estado a outro estado

O mortal sem querer é conduzido!

 

Tal, que em grau venerando, alto e luzido,

Como que até regia a mão do fado,

Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado,

Depois com ferros vis se vê cingido:

 

Para que o nosso orgulho as asas corte,

Que variedade inclui esta medida,

Este intervalo da existência à morte!

 

Travam-se gosto e dor; sossego e lida;

É lei da natureza, é lei da sorte,

Que seja o mal e o bem matiz da vida.

 

Manuel Maria Barbosa du Bocage

 

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Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Procuro

 

(Madeira - Janeiro de 2009) 

 

Procuro a vida

que sei que tenho,

a mulher que sei que é a minha,

o filho que amo,

o emprego que quero,

o sol que me doura,

a chuva que molha.

 

Procuro o pássaro

que voa sobre mim,

o brilho de orvalho na manhã,

a penumbra de um fim de tarde,

o calor de uma noite fria,

um refresco no calor de um Verão,

um beijo colorido pelo almoço.

 

Procuro e não encontro,

Está lá e não está…

Quero o que quero quando quero,

não amanhã, depois de amanhã, depois, depois…

Já não quero. Depois não. Não quero.

Não procuro…

 

Mário L. Soares

publicado por Lagash às 16:01
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Domingo, 19 de Abril de 2009

Porquê

 

 

Porquê, me pergunto

das questões da vida existenciais.

A razão de ser de coisas banais,

volto e como mais um bocado de presunto…

 

Indago as causas.

Perscruto no mundo a origem e o caminho,

e bebo com gosto um trago de vinho.

Continuo em frente, agora sem pausas.

 

Interrogo e tento saber o que é,

sem sentido nenhum,

sem final algum.

O melhor, agora, é beber um café…

 

Mário L. Soares

publicado por Lagash às 16:02
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Domingo, 12 de Abril de 2009

Páscoa

 

 

A Páscoa judaica é (primeiramente) a comemoração da liberdade desse povo que era escravizado no antigo Egipto. A Páscoa nunca cai no mesmo dia, mas o dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 Março (a data do equinócio) e até 25 de Abril. Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C., definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica".

 

A palavra Páscoa tem a sua origem do nome em hebraico da festa judaica, “Pessach” , não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egipto para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário.

 

O Ovo de Páscoa, têm origens ancestrais e pagãs, muito antes da era de Cristo, onde na Ucrânia, os Chineses e alguns povos europeus e do norte de África, tinham o hábito de ofertar ovos de galinha pintados simbolizando o início da vida (primavera) venerando Eostre – Deusa da fertilidade e do renascimento (anglo-saxã, daí o termo Easter), onde o coelho era símbolo pela sua virilidade sexual. Os franceses, já mais recentemente, começaram a tradição dos ovos de chocolate.

 

A Páscoa celebra a Ressurreição de Jesus Cristo ou a sua vitória sobre a morte, depois de ser morto por crucificação que ocorreu em 30 ou 33 d.C.

 

Ao terceiro dia Cristo ressuscitou…

 

Mário L. Soares

 

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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Se o homem pudesse dizer

 

(Angelina Jolie - foto dos extras do DVD do filem "Gia") 

 

 

Se o homem pudesse dizer o que ama,

se o homem pudesse levantar ao seu o seu amor

Como nuvem na luz;

Se, quais muros que se derrubam,

Para saudar a verdade erguida entre eles,

Pudesse derrubar o seu corpo, deixando só a verdade do seu amor,

A verdade de si mesmo.

Que não se chama glória, fortuna ou ambição,

Mas amor ou desejo,

Eu seria o que imaginava;

O que com sua língua, seus olhos, suas mãos

Proclama ante os homens a verdade ignorada,

A verdade do seu amor verdadeiro.

 

Liberdade não conheço senão a liberdade de estar preso a alguém

Cujo nome não posso ouvir sem calafrios;

Alguém por quem me esqueço desta existência mesquinha,

Por quem o dia e a noite são para mim o que ele queira,

E meu corpo e espírito flutuam em seu corpo e espírito

Como troncos perdidos que o mar afoga ou ergue

Livremente, com a liberdade do amor,

A única liberdade que me exalta,

A única liberdade por que morro.

 

Tu justificas minha existência:

Se não te conheço, não vivi jamais;

Se morro sem conhecer-te, não morro, porque não vivi nunca.

 

Luis Cernuda, em "Antologia da Poesia espanhola contemporânea"

 

publicado por Lagash às 16:11
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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