Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Enfermidade

 

 

Enfermidade da vida

E a vida própria perdida

Que é o que temos

E é o que dentro tememos

 

Fugimos do amor e do sorriso

Corremos ao Inferno, esquecido o paraíso

Choramos a vida e o sal

Abraçamos o sofrer e o mal

 

Amamos o ouro, jóias e cimento

Todas as posses e poder

E vis coisas de tormento

 

Queremos, para não mais saber

Parar a vida no firmamento

Abrir os olhos e deixar de ver.

 

Mário L. Soares

 

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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Emoção e Poesia

 

(Fernando Pessoa por Mário L. Soares) 

 

Quem quer que seja de algum modo um poeta sabe muito bem quão mais fácil é escrever um bom poema (se os bons poemas se acham ao alcance do homem) a respeito de uma mulher que lhe interessa muito do que a respeito de uma mulher pela qual está profundamente apaixonado. A melhor espécie de poema de amor é, em geral, escrita a respeito de uma mulher abstracta.

 

Uma grande emoção é por demais egoísta; absorve em si própria todo o sangue do espírito, e a congestão deixa as mãos demasiado frias para escrever. Três espécies de emoções produzem grande poesia - emoções fortes e profundas ao serem lembradas muito tempo depois; e emoções falsas, isto é, emoções sentidas no intelecto. Não a insinceridade, mas sim, uma sinceridade traduzida, é a base de toda a arte.

 

Fernando Pessoa

 

Deixo-vos esta reflexão de Fernando Pessoa no 74º aniversário da sua morte. Este que é o maior poeta de todos os tempos e de todas as nações. É também um pensador, um filósofo, um amante da arte e do estudo, do saber e do Homem.

 

Uma personagem única, uma imagem única, uma mente e intelecto únicos, um Homem único.

 

Mário L. Soares

 

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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Strangers

 

 

“Tolerância mútua é uma necessidade em todos os tempos e para todas as raças. Mas tolerância não significa aceitar o que se tolera.”

 

Mahatma Gandhi

 

Esta curta metragem de Erez Tadmor e Guy Nattiv, demonstra em poucos minutos o que em séculos não foi aprendido por grandes lideres.

 

A união faz a força. Se o Homem se unir por um momento pode criar coisas belas e pode também destrui-las. No entanto, pode perceber, que consegue conviver com o seu “inimigo” em paz se assim o entender. Porque não? Porque pensa de forma diferente? Porque a pele é de outra cor? Porque alguém daquela raça nos matou um filho? Porquê? A intolerância gera intolerância e não leva a lado nenhum. E se levar é para a violência e a guerra – e isso é pior.

 

Nada justifica a intolerância! Mesmo a intolerância dos outros! Até mesmo um ponto de exclamação é sinal de intolerância e fere o orgulho do outro. Não o devemos usar com leviandade. Sejamos tolerantes.

 

O maior mal da humanidade é neste momento ela própria. Os ódios devem ser suavizados e amenizados. Aos poucos podemos mudar o mundo para um amanhã melhor. Basta que mudemos nós próprios – hoje.

 

Mário L. Soares

 

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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Seduzes-me

 

 

Seduzes-me mulher!

Porque me tentas?

Fazes, como quem não quer…

E com todas as falas lentas...

 

Lanças um olhar de soslaio,

como quem brinca, sorris,

das armadilhas onde eu caio,

e levantas, altiva, o nariz…

 

Suaves palavras de seda,

sobe o teu sobrolho nobre,

e com a mão amparas a queda…

 

Sorrio, como eu sou tão minimal,

assim, frágil e pequeno.

E tu, em promontório colossal…

 

Mário L. Soares

 

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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

O teu colo

 

 

Onde eu deito

a cabeça

e descanso…

 

Onde os meus olhos

se fecham de sono

e prazer…

 

Onde é o abrigo

do meu medo

e que alberga…

 

Onde está o quente

do amor que nos une

e brinda…

 

Onde tu és

e eu sou

e nós somos…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 13:21
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Não fume

 

 

Porque uma imagem, às vezes, vale mais que mil palavras…

 

Celebra-se hoje o dia do não fumador.

 

Não fume… pela sua saúde e pela saúde dos que o rodeiam. Obrigado.

 

Leia o poema

 

Mário L. Soares

 

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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Voar

 

(Gaivota no porto de Dover - Reino Unido, no ferry do canal da mancha - Maio de 2008, por Mário L. Soares) 

 

 

Penso em ti

e no teu abraço,

no teu beijo

no nosso laço.

 

Gosto de amar

e em ti sorrir

de te olhar

e o céu abrir.

 

De o corpo suar

e de alma oferecida

no éter pairar.

 

Oh, minha querida!

Sinto o coração voar

no meu peito, p’la tua vida.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:05
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Morto estás!

 

 

Morto estás!

Morto ficas!

De morto não passas!

 

Neste dia de morte e de mortos,

Lembramos os que foram…

Choramos com os que ficam…

Saudamos os que partiram…

Rezamos para não irmos e por todos…

Abraçamos a nossa vida,

E sorrimos…

 

Mário L. Soares

publicado por Lagash às 16:19
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Confio

 

 

Confio no sorriso de uma criança,

creio no ser melhor todos os dias.

Acredito no cume da montanha

que toca o céu com as mãos.

 

Confio naquele olhar infinito,

no porvir mais desejado,

na sinceridade dos Homens,

e na verdade da Palavra.

 

Confio no saber e nos livros,

no bem sobre o mal,

no coração de um mendigo,

mesmo que falseie o seu mundo.

 

Confio em ti e no momento,

e no que sentes assim.

Confio-te o meu ser – agora.

Confio na tua mão e no amor.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:21
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Não estou pensando em nada

 

 

Não estou pensando em nada 

E essa coisa central, que é coisa nenhuma,  

É-me agradável como o ar da noite, 

Fresco em contraste com o verão quente do dia, 

Não estou pensando em nada, e que bom! 

 

Pensar em nada 

É ter a alma própria e inteira. 

Pensar em nada 

É viver intimamente 

O fluxo e o refluxo da vida... 

  

Não estou pensando em nada. 

Só, como se me tivesse encostado mal. 

Uma dor nas costas, ou num lado das costas,  

Há um amargo de boca na minha alma:  

É que, no fim de contas, 

Não estou pensando em nada, 

Mas realmente em nada, 

Em nada...

 

Álvaro de Campos

1935

 

publicado por Lagash às 16:04
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Meu querido pai

 

 

Meu querido pai…

Deixo-te estas palavras

conjugadas com o maior cuidado.

São palavras de amor lavradas

cheias de saudade do passado

que por nós passa e vai.

 

Meu pai querido…

Venho por esta via

dizer-te que te quero,

que és o que eu ser devia,

ser à tua imagem espero,

e que és o céu colorido.

 

Meu pai amigo…

Sou o melhor que consigo

do exemplo teu,

e tento a custo ser parecido

a ti, que és modelo meu,

e a trilha quando perdido.

 

Companheiro, meu pai…

Quero os parabéns dar-te,

e dizer-te que te amo,

meu forte, meu baluarte.

É por ti que eu chamo

- Meu querido pai.

 

Mário L. Soares

ao meu pai, Joaquim Soares, pelo seu 74º aniversário.

 

publicado por Lagash às 16:23
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Milagre de Fátima

 

 

Ao meio dia de 13 de Outubro de 1917, deu-se o milagre do sol, que, segundo os pastorinhos, já tinha sido anunciado anteriormente pela virgem aparecida. O milagre em que o sol “baixou” e chegou perigosamente perto das cabeças dos presentes, e depois circundou a região e regressando ao seu lugar, foi presenciado por mais de 70.000 pessoas na Cova da Iria em Fátima.

 

 

 

Independentemente da discutível veracidade do acontecido, que, como se sabe, divide opiniões (e não cabe a mim tomar partido em tal), marcou a região, o país, a época, e o mundo religioso. Repercutiu-se durante décadas no nosso país e no estrangeiro e marcou o então lema de vida portuguesa – entre futebol e fado, tínhamos Fátima para completar os famosos 3 f’s portugueses. Felizmente evoluímos desde então, mas, cabe agora recordar o que é a nossa história e o que é a nossa crença colectiva.

 

 

 

Além disso, o eterno santo padre contemporâneo, o papa João Paulo II, que tomou parte activa nas premonições da virgem de Fátima, deixou a bala do atentado perpetrado no dia 13 de Maio de 1981 (aniversário da primeira aparição de Fátima) contra si no altar de Maria. O que adiciona história, ainda mais misticismo, mistério e o cunho directo do maior representante do catolicismo.  

 

 

Fátima foi e é, um destino religioso e turístico, com indiscutível mística, que contagia mesmo os não religiosos. Os actuais monumentos erigidos no local das aparições e arredores, têm tal imponência que transmite ao nosso consciente e subconsciente uma mensagem de paz e calma.

 

Se ainda não visitaram – visitem. Mesmo que não tenham prometido nada, mesmo que não seja em peregrinação, mesmo não sendo católicos ou religiosos.

 

Mário L. Soares

 

“Nenhum testemunho é suficiente para demonstrar um milagre, a não ser que o testemunho seja de natureza tal que a sua falsidade seja mais milagrosa do que o facto que tenta demonstrar.”

 

David Hume

 

in Dos Milagres – 1748

 

 

publicado por Lagash às 16:28
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Nascimento de John Lennon

 

(John Lennon - foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

John Winston Ono Lennon, batizado como John Winston Lennon, MBE, Nasceu em Liverpool a 9 de Outubro de 1940 (faria hoje 69 anos de idade) e foi assassinado em Nova Iorque a 8 de Dezembro de 1980, com apenas 40 anos.

 

Foi um ícone do século XX, músico, cantor, compositor, escritor e activista em favor da paz.

 

Na época dos Beatles, John Lennon formou com Paul McCartney o que seria uma das mais famosas duplas de compositores de todos os tempos, a dupla Lennon/McCartney.

 

 

(John Lennon - foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

Em 1968, John Lennon apaixonou-se pela artista plástica Yoko Ono e depois disto ela se tornou a pessoa mais importante na vida e carreira do músico inglês. Em 1970, os Beatles chegaram ao fim e a partir de então John dedicou-se à carreira a solo.

 

Afastado da música desde 1975, por se dedicar mais à família desde o nascimento de seu filho com Yoko Ono, Sean Lennon, John voltou aos estúdios em 1980 para gravar um novo álbum. Era como um recomeço. Porém em 8 de dezembro do mesmo ano, John foi assassinado em Nova York por Mark David Chapman quando retornava do estúdio de gravação junto com a mulher.

 

Dentre as composições de destaque de John Lennon estão “Help!", "Strawberry Fields Forever" e "All You Need Is Love" enquanto fazia parte dos Beatles e "Imagine", "Happy Xmas /(War is Over)" , "Woman" , "(Just Like) Starting Over" e "Watching the Wheals" a solo.

 

Em 2002, John Lennon entrou em oitavo lugar em uma pesquisa feita pela BBC como os 100 mais importantes britânicos de todos os tempos.

 

Fonte: Wikipédia (com algumas alterações da minha autoria).

 

Falta ainda dizer que a poesia de John Lennon deixa em nós todos uma sensação de liberdade, idealismo e esperança no ser humano e no futuro.

 

Um abraço para ti – onde quer que estejas John…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:30
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Amor Sentido

 

 

A paixão de uma

amizade,

leva-nos à razão da nossa

verdade.

O significado da humana

existência,

o predicado de toda a

ciência,

a verdadeira necessidade de

existir,

é a alegria do sorrir

sentir,

é querer abraçar alguém

querido,

é beijar de amor

sentido.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:19
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Armagedom

 

(Julgamento final - Notre Dame des Fontaines em La Brigue) 

 

Virá o dia que facas, lâminas e espadas

te sairão pela boca e contra a besta

investirás para remissão de todo o mal.

Virá em resposta de todos os sinais proféticos

que desde sempre pressagiaram a tua vinda.

Nesse dia, a tua palavra chegará aos ouvidos

de muitos e tantos perecerão ao ouvi-la.

Todo o exército cairá prostrado e abutres

e aves almoçarão as carnes ainda quentes.

Será silenciado o líder, que em mil anos

quedará agrilhoado nos abismos com

o falso profeta.

O mundo estará calmo e virá a paz…

O sol nascerá todos os dias como sempre

mas sem o engulho de Lúcifer.

E tudo será como devia ser.

Até ao segundo encontro contigo!

Que guerra sangrenta será. Por montanhas

de fogo será travada. E tomarás

extinguido o maléfico animal novamente.

E o sentenciarás ao sofrimento infinito.

E eterna será a sua pena.

E a todos os que sobraram julgarás

depois pelo que fizeram e não fizeram

desde a fundação dos tempos. Desde

que o primeiro sopro soprou e

desde que o primeiro sol brilhou.

No livro estará a história, e a tua lei

será cega e justa. E na lava do lago

serão lançados os que lá devem ficar.

E o mundo e os céus serão outros,

tudo irá pelos ares voando e se

retalhando em pedaços pequenos.

Nada sobejará e ficará tudo no éter.

A morte morrerá e não será mais.

Nem mais sofrimento, nem dor.

E um novo mundo com dúzias de

belas coisas, e um novo céu

e um novo amor renascerá forte e belo.

Como tu… como o teu amor…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:04
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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