Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Drogas

 

 

Entrando numa fila
Do claro ao escuro
Um quintal sem muro
Acaba-se a vida

Veneno entupidor
Do equilíbrio existencial
Onda sedenta do mal
Do martírio a dor

Ego dilacerado
Corpo viciado
Dependência doentia
Vida de agonia
Prazer que mata
Distrai, destrói
Corrompe a alma
Cega o espírito
Assassina o ser
É o começo do fim
O fim que se vive
Ou o fim irá viver?

 

Luiz Domingos de Luna

 

publicado por Lagash às 08:05
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5 comentários:
De Luiz Domingos de Luna a 4 de Julho de 2008 às 15:22
Entre Colunas

Luiz Domingos de Luna
http://www. Revistaaurora.com

Entre nascimento e morte
Pego o meu passaporte
Numa vida a bailar
Dos dois pontos faço linha
Numa estrada que caminha
Na sorte ou no azar
Entre colunas eu fico
Sempre a caminhar
Não pode ter acidente
Senão quebra a corrente
Já não posso respirar
Uma reta esticada
Cada passo, uma pisada
Tenho que controlar
Não posso sair do prumo
Ou então um tombo
Para me derrubar
Do útero para cova
Uma vida se renova
Cheirando interrogação
No meio das ampulhetas
Viro pó, sombra e chão.
Ou larva de borboleta
Uma vida nova nasce
É uma transformação ?
fonte:http://mesquita.blog.br/luiz-domingos-de-luna
De Luiz Domingos de Luna a 3 de Agosto de 2008 às 03:54
A Miragem
Luiz Domingos de Luna


É muito fácil observar
A presilha dos seres humanos
Sentidos, prazeres, desenganos.
Uma paisagem a embelezar

Tudo parece um sonho
Emoções sentimentos
Um corpo lançado ao vento
Na busca de um mundo risonho

Cada um num carrossel a girar
O filme da vida pontuando
O Futuro ao presente ocupando
O Passado a história registrar

A maquina humana em movimento
Os líquidos internos em plena ação
Uma desordem que vai parar-Pena
Deixar a cadeira, para outro ocupar.
É um show com tempo determinado
É Viver plenamente a emoção?
É A razão e emoção conjuntamente
Ou o grande parque da Ilusão ?
De Luiz Domingos de Luna a 11 de Agosto de 2008 às 23:08
A Busca

Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com


A Alma humana a buscar
A todo e qualquer momento
É uma força ou um sentimento
Que nunca pode parar

É incrível o aprimoramento
Que precisa aprimorar
O pensamento a vagar
Em um novo firmamento

Seja qual for à maneira
Tem que modificar
Pois está no DNA
É uma seqüência inteira

Tudo a repensar
Nada está concluído
É como um fluido
Em constante derramar

Talvez o eixo da dúvida
Esta procura, enfim.
Nada tem um fim
É o sentido da vida

Parar um instante
Isso nem pensar
A busca sempre a buscar
É uma corrente andante.
Aonde vamos chegar?

De Luiz Domingos de Luna a 16 de Agosto de 2008 às 03:45
A Construção do Eu

Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com


A cada dose um contentamento
De uma vida a apreciar
Numa escala a determinar
O tipo de comportamento

Uns a forma o juramento
Outros a matéria a clamar
E os da alma a cantar
A voz do ego o pensamento

São corpos dobrados ao vento
Na dimensão do espaço
O intelecto de aço
A fazer questionamento

Um mundo a semente
Sem depender da paisagem
É sempre uma passagem
Do corpo, alma e mente.

Qual vetor determinante
Dos três fragmentos
Uma vida de argumentos
Na matéria, o mundo dominante.

São vidas alinhamentos
Em linhas determinadas
Cada qual em sua estrada
O Viver a cada momento

Ou tem que somar tudo
Provar a dose em separado
De um mundo agrupado
A cada gosto um fel dobrado
Ou o brilho do mel achado
De um novo ser em movimento.
De Luiz Domingos de Luna a 26 de Outubro de 2008 às 14:35
Onda que chora

Luiz Domingos de Luna
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História dos papéis
O mouse a demarcar
Palavras que somem
Mas que vão voltar

A tela da história
Um trabalho a postar
Um instante eterno
Que não vai durar

Tudo a voar
Sempre escrevendo
De um tempo correndo
Não pode parar

Vida sumida
Na abstração
Vida já vivida
Em outra ilusão

No útero da terra
Vai transformar
Onda que passa
A outro repassa
Sempre a chorar

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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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