Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Emoção e Poesia

 

(Fernando Pessoa por Mário L. Soares) 

 

Quem quer que seja de algum modo um poeta sabe muito bem quão mais fácil é escrever um bom poema (se os bons poemas se acham ao alcance do homem) a respeito de uma mulher que lhe interessa muito do que a respeito de uma mulher pela qual está profundamente apaixonado. A melhor espécie de poema de amor é, em geral, escrita a respeito de uma mulher abstracta.

 

Uma grande emoção é por demais egoísta; absorve em si própria todo o sangue do espírito, e a congestão deixa as mãos demasiado frias para escrever. Três espécies de emoções produzem grande poesia - emoções fortes e profundas ao serem lembradas muito tempo depois; e emoções falsas, isto é, emoções sentidas no intelecto. Não a insinceridade, mas sim, uma sinceridade traduzida, é a base de toda a arte.

 

Fernando Pessoa

 

Deixo-vos esta reflexão de Fernando Pessoa no 74º aniversário da sua morte. Este que é o maior poeta de todos os tempos e de todas as nações. É também um pensador, um filósofo, um amante da arte e do estudo, do saber e do Homem.

 

Uma personagem única, uma imagem única, uma mente e intelecto únicos, um Homem único.

 

Mário L. Soares

 

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Domingo, 29 de Novembro de 2009

Quem disse que não temos talentos? #26 Meu bem

 

 

Quando te vi no Domingo

Parecias estrangeira

Estavas de casaco comprido

E botas a dar com a carteira

 

Do teu cabelo escuro

Soltou-se uma colónia

Que me encharcou os sonhos

E me mergulhou na insónia

 

E se eu…

Quisesse fugir

Já não…

Tinha para onde ir

Meu bem…

Isto não vai acabar bem,

Meu bem, meu bem, meu bem,

Isto não vai acabar…

 

Os teus olhos chicoteiam

A minha cabeça à teia

Ninguém te dá a idade

Que o teu corpo passeia

 

O teu joelho a aparecer

Por entre as calças rasgadas

Escreve no ar castelos

De outros contos de fadas

 

E se eu…

Quisesse fugir

Já não…

Tinha para onde ir

Meu bem…

Isto não vai acabar bem,

Meu bem, meu bem, meu bem,

Isto não vai acabar…

Meu bem…

 

João Só e Abandonados

 

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Sábado, 28 de Novembro de 2009

Hora Nostálgica #22 - Save Your Kisses For Me

 

 

Though it hurts to go away

It's impossible to stay

But there's one thing I must say before I go

I love You --you know

I'll be thinking of You in most everything I do

Now the time is moving on

And I really should be gone

But You keep me hanging on for one more smile

I love You --all the while

With your cute little way

Will You promise that you'll save your

 

Kisses for me

Save all your kisses for me

Bye bye baby bye bye

Don't cry honey don't cry

Gonna walk out the door

But I'll soon be back for more

 

Kisses for me

Save all your kisses for me

So long honey so long

Hang on baby hang on

Don't You dare me to stay

Cause You know I'll have to say

 

That I've got to work each day

And that's why I go away

But I count the seconds till I'm home with You

I love You --it's true

You're so cute honey -gee

Won't You save them up for me -your

 

Kisses for me

Save all your kisses for me

Bye bye baby bye bye

Don't cry honey don't cry

Gonna walk out the door

But I'll soon be back for more

 

Kisses for me

Save all your kisses for me

So long honey so long

Hang on baby hang on

Don't you dare me to stay

Cause you know

You've got to save your

 

Kisses for me

Save all your kisses for me

Bye bye baby bye bye

Don't cry honey don't cry

Won't You save them for me

Even though you're only three...

 

Brotherhood Of Man

 

publicado por Lagash às 16:25
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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

O Mal

 

("Olhando o céu", foto de João Viegas -  http://olhares.aeiou.pt/joaoviegas )

Era um rapazinho estranho, pensavam os colegas e a família, pouco à vontade, caminhando de mansinho, cerimonioso, na vida, e às vezes como que esquecido dela. Não entrava no esquema, e as pessoas que o rodeavam sentiam-se frustradas e até impotentes, irritadas às vezes, perante a sua inércia e o seu desinteresse, mais ainda perante o seu leve, quase inexistente interesse por coisas que eram decerto erradas porque as ignoravam. Dir-se-ia que ele se ia perdendo aos poucos, ao longo dos dias. O seu olhar redondo parecia às vezes ficar pegado, ali e além, mas sempre num ali e num além desinteressantes para os outros, perigosos, e quando um grito ou uma repreensão obrigava o olhar a soltar-se, a criança parecia de repente magoada, perplexa e só, num mundo desconhecido.

Na escola aprendia com dificuldade e o computador que dava mensal­mente as notas, com a sua gelada isenção de máquina, queixava-se sempre dele em cartão perfurado. Não gostava de números, o que afligia os pais, porque os números eram a única solução para os homens e ninguém podia ganhar a vida sem conviver com eles intimamente. Também não se inte­ressava muito pelos jogos nem mesmo pela televisão que tinha no quarto, e passavam-se dias em que nem sequer tocava nos botões do aparelho maravilhoso. O «écran» era programado para a sua idade e para os gos­tos que alguém muito sabedor, sem a menor hesitação lhe atribuía. Cada pessoa tinha a sua televisão, programada de um modo especial, assim eram feitas as casas. O «écran» acendia-se numa espécie de altar, porque se tratava de um só deus omnipresente embora tivesse um rosto e uma voz para cada um dos seus adoradores. Como, de resto, todos os deuses de todos os tempos.

O rapazinho deambulava pois pela escola ou pela casa, como um corpo sem alma. À noite, enquanto o pai e a mãe olhavam em êxtase para os «écrans» respectivos, não se punha outra hipótese, o rapazinho metia-se no elevador e ia até ao terraço que ficava no quinquagésimo andar. Ali acabara o reino das moscas e o único f í era luminoso e parecia suspenso no tecto côncavo da abóbada celeste, porque era poeira de estrelas. E então escrevia no ar e apagava o que escrevia e escrevia de novo.

Um dia a mãe seguiu-o, Se queria adoecer, disse-lhe. Já que gostava de ver o céu, por que não ligava para o programa das nove horas? Era a mesma coisa, era mesmo muito melhor e a casa estava aquecida.

Corou, envergonhado ou até assustado, sem saber porquê mas com a consciência intranquila de estar a cometer uma interdição, e essa intran­quilidade vinha-lhe do facto de não conhecer ninguém que perdesse tempo a olhar para o céu. A mãe tinha razão. Os rapazes da escola e as raparigas, claro, falavam desse programa. E havia também os planetários e os grandes telescópios públicos. Mas aí está, nada, disso o interessava. Era multo cien­tífico e sem mistério. Ele gostava era daquele pozinho de luz, suspenso sobre a sua cabeça. Mas nessa noite a mãe acusa-o de a tomar infeliz, e o rapazinho, que gostava muito dela, prometeu emendar-se e ficar atento às coisas da vida.

Cumpriu na medida do possível. Aprendeu a lidar com os números, tão áridos, e soube mexer com relativo à-vontade nos mil botões das muitas máquinas indispensáveis ao dia-a-dla das criaturas. Os pais, tranquilizados, respiraram fundo. O filho estava finalmente a preparar-se para a vida.

Um dia, porém, ele fez um poema. Não sabia que era um poema porque coisas dessas, inúteis ao bem-estar e ao progresso, já não se aprendiam nas escolas. Mas o rapazinho estava sentado à sua máquina electrónica para traçar o esboço de um relatório e em vez disso fez um poema em que se tratava de uma prisão invisível, da proibição de viver a de morrer, da obrigatoriedade de esperar uma vida inteira, se necessário fosse, por coisa nenhuma. Era um poemazinho ingénuo, mas ele sentiu-se tão assus­tado como quando a mãe o surpreendera a olhar para as estrelas. E escondeu-o, bem escondido, no fundo de uma gaveta,

 

 

Um dia alguém bem pensante da família achou o poema e foi mostrá-lo à mãe, que o leu, angustiada. Ela sabia daquele mal antigo e persistente cuja cura só fora descoberta havia umas dezenas de anos. A cura, quando a doença estava no princípio. Estaria no princípio a doença do filho? Não teria já nascido doente sem ela o saber?

A noite falou com o marido e no dia seguinte levaram o rapazinho à clínica dos casos urgentes. O médico fez multas perguntas, leu o texto muitas vezes para o perceber bem, quis saber o que a criança sentira ao escrevê-lo, porque o escrevera, para quê, tomou notas, forneceu-as ao computador-ajudante. Aquilo de ter ido ao último andar olhar o céu — quantas vezes? Quando fora a primeira? — era um sintoma aborrecido. O exame durou uma hora. Depois o médico sentou-se à sua mesa de tra­balho, leu a resposta, fechou os olhos, abriu-os, declarou aos pais em pânico: «O que ele tem chama-se poesia.»

«Era o que eu receava», disse o pai. «Era o que eu receava», repetiu.

«Houve alguém na família...» ia perguntar o médico.

A mãe precipitou-se: «Não, não, ninguém. Somos todos absolutamente normais.»

«Então há esperança. Se fizer o tratamento com regularidade, há espe­rança.»

Fez o tratamento e curou-se. Uma pílula azul e outra verde pela manhã, um comprimido à tarde, uma injecção semanal. Durante três meses. Quando voltou ao médico estava curado.

Dai em diante deu-se todo às máquinas e ergueu muros que impediam toda e qualquer fuga para além do quotidiano. Sentiu-se, de resto, muito bem no esquema que passou a considerar certo. E entre outras coisas converteu-se ao deus caseiro. Foi um homem como os outros homens, portanto feliz, que mais se podia desejar?

Maria Judite de Carvalho

 

publicado por Lagash às 16:27
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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Una música brutal

 

 

Descubrimos vos y yo

en el triste carnaval

una música brutal

melodías de dolor

Despertamos vos y yo

y en el lento divagar

una música brutal

encendió nuestra pasión

Dame tu calor

bébete mi amor

 

Gothan Proyect

 

publicado por Lagash às 16:12
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Bloco de Céu

 

("Bloco de Céu", pintura de Gustavo Fernandes) 

 

Pela cor do umbigo fundimos,

sem apressar e naturalmente,

o que de bom tenho em mim, não

tardará em chegar a ti.

 

E quando chegar, que te aconchega

a beleza, de cada segundo, porque

a língua desnuda a alma, na garra

do olho, capturada.

 

Pela força da semente alimentamos,

sem apressar e naturalmente,

o que de bom tenho em mim, não

tardará em chegar a ti.

 

E quando chegar, que te revela

o respeito, em cada minuto, porque

a verdade já baixou as armas, da defesa

do novo sangue pulsar.

 

Pelo verbo ‘amar’ inspiramos,

sem apressar e naturalmente,

o que de bom tenho em mim, não

tardará em chegar a ti.

 

E quando chegar, que te fertiliza

o orgasmo, de cada hora, porque

o medo da dor amedrontou-se, ante

tal virtuosidade do corpo desejado.

 

Pela volúpia do beijo sufocamos,

sem apressar e naturalmente,

o que de bom tenho em mim, não

tardará em chegar a ti.

 

E quando chegar, que te conforta

o abraço, de cada hora, porque

serei no 'aqui' um momento sem-fim, que

por ti, assegurar-te-ei esta vida.

 

Brinda Priem

 

publicado por Lagash às 16:22
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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Desejo

 

 

Desejo a você...

Fruto do mato

Cheiro de jardim

Namoro no portão

Domingo sem chuva

Segunda sem mau humor

Sábado com seu amor

Filme do Carlitos

Chope com amigos

Crónica de Rubem Braga

Viver sem inimigos

Filme antigo na TV

Ter uma pessoa especial

E que ela goste de você

Música de Tom com letra de Chico

Frango caipira em pensão do interior

Ouvir uma palavra amável

Ter uma surpresa agradável

Ver a Banda passar

Noite de lua Cheia

Rever uma velha amizade

Ter fé em Deus

Não ter que ouvir a palavra não

Nem nunca, nem jamais e adeus.

Rir como criança

Ouvir canto de passarinho

Sarar de resfriado

Escrever um poema de Amor

Que nunca será rasgado

Formar um par ideal

Tomar banho de cachoeira

Pegar um bronzeado legal

Aprender uma nova canção

Esperar alguém na estação

Queijo com goiabada

Pôr-do-Sol na roça

Uma festa

Um violão

Uma seresta

Recordar um amor antigo

Ter um ombro sempre amigo

Bater palmas de alegria

Uma tarde amena

Calçar um velho chinelo

Sentar numa velha poltrona

Tocar violão para alguém

Ouvir a chuva no telhado

Vinho branco

Bolero de Ravel...

E muito carinho meu.

 

Carlos Drummond de Andrade

 

publicado por Lagash às 16:11
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Strangers

 

 

“Tolerância mútua é uma necessidade em todos os tempos e para todas as raças. Mas tolerância não significa aceitar o que se tolera.”

 

Mahatma Gandhi

 

Esta curta metragem de Erez Tadmor e Guy Nattiv, demonstra em poucos minutos o que em séculos não foi aprendido por grandes lideres.

 

A união faz a força. Se o Homem se unir por um momento pode criar coisas belas e pode também destrui-las. No entanto, pode perceber, que consegue conviver com o seu “inimigo” em paz se assim o entender. Porque não? Porque pensa de forma diferente? Porque a pele é de outra cor? Porque alguém daquela raça nos matou um filho? Porquê? A intolerância gera intolerância e não leva a lado nenhum. E se levar é para a violência e a guerra – e isso é pior.

 

Nada justifica a intolerância! Mesmo a intolerância dos outros! Até mesmo um ponto de exclamação é sinal de intolerância e fere o orgulho do outro. Não o devemos usar com leviandade. Sejamos tolerantes.

 

O maior mal da humanidade é neste momento ela própria. Os ódios devem ser suavizados e amenizados. Aos poucos podemos mudar o mundo para um amanhã melhor. Basta que mudemos nós próprios – hoje.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:34
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Domingo, 22 de Novembro de 2009

Quem disse que não temos talentos? #25 O Jogo

 

 

Mais um dia em vão

No jogo em que ninguém ganhou

Dá mais cartas, baixa a luz

E vem esquecer o amor

 

És tu quem quer

Sou eu quem não quer ver

Que tudo é tão maior aqui

Está frio demais para apostar em mim

 

Vê que a noite pode ser

Tão pouco como nós

Neste quarto o tempo é medo

E o medo faz-nos sós

 

És tu quem quer mas eu só sei ver

Que o tempo já passou e eu fugi

Que aqui está frio demais p'ra me sentir

Mas queres ficar

 

Tudo o que é meu

É tudo o que eu não sei largar

Queres levar

Tudo o que é meu

É tudo o que eu não sei largar

Vem rasgar o escuro desta

Chuva que sujou

Vem, que a água vai

Lavar o que me dói

Vem, que nem o ultimo a cair

Vai perder

 

Tiago Bettencourt & Mantha

 

publicado por Lagash às 16:18
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Sábado, 21 de Novembro de 2009

Hora Nostálgica #21 - Unchained Melody

 

 

Oh, my love, my darling

I've hungered for your touch

A long, lonely time

And time goes by so slowly

And time can do so much

Are you still mine?

I need your love, I need your love

God speed your love to me

 

Lonely rivers flow

To the sea, to the sea

To the open arms of the sea

Lonely rivers sigh

"Wait for me, wait for me"

I'll be coming home; wait for me

 

Oh, my love, my darling

I've hungered, hungered for your touch

A long, lonely time

And time goes by so slowly

And time can do so much

Are you still mine?

I need your love, I need your love

God speed your love to me

 

Righteous Brothers

 

publicado por Lagash às 16:28
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Seduzes-me

 

 

Seduzes-me mulher!

Porque me tentas?

Fazes, como quem não quer…

E com todas as falas lentas...

 

Lanças um olhar de soslaio,

como quem brinca, sorris,

das armadilhas onde eu caio,

e levantas, altiva, o nariz…

 

Suaves palavras de seda,

sobe o teu sobrolho nobre,

e com a mão amparas a queda…

 

Sorrio, como eu sou tão minimal,

assim, frágil e pequeno.

E tu, em promontório colossal…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:03
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Aviões

 

 

Gosto de observar, plantado como uma árvore,

a linha que os aviões traçam no céu,

quando sobem rompendo os ares.

É verdade que hoje,

quando bastariam apenas alguns segundos

para que a humanidade desaparecesse num ápice,

debaixo (dizem)

de uma terrível nuvem alaranjada,

voar já não tem mistério.

Porém,

a altiva e bela diagonal

desenhada no azul transparente pelos aviões que partem

enche-me as medidas…

 

João Melo

 

publicado por Lagash às 16:13
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

O teu colo

 

 

Onde eu deito

a cabeça

e descanso…

 

Onde os meus olhos

se fecham de sono

e prazer…

 

Onde é o abrigo

do meu medo

e que alberga…

 

Onde está o quente

do amor que nos une

e brinda…

 

Onde tu és

e eu sou

e nós somos…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 13:21
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Não fume

 

 

Porque uma imagem, às vezes, vale mais que mil palavras…

 

Celebra-se hoje o dia do não fumador.

 

Não fume… pela sua saúde e pela saúde dos que o rodeiam. Obrigado.

 

Leia o poema

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:24
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Voar

 

(Gaivota no porto de Dover - Reino Unido, no ferry do canal da mancha - Maio de 2008, por Mário L. Soares) 

 

 

Penso em ti

e no teu abraço,

no teu beijo

no nosso laço.

 

Gosto de amar

e em ti sorrir

de te olhar

e o céu abrir.

 

De o corpo suar

e de alma oferecida

no éter pairar.

 

Oh, minha querida!

Sinto o coração voar

no meu peito, p’la tua vida.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:05
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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