Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Chegamos aos 10.000 visitantes!

 

 

Às 17h41 de dia 30 de Dezembro o visitante 10.000 fez uma procura no Google.pt sobre “José Saramago e o ano da morte de Ricardo Reis” e encontrou o post sobre o seu aniversário em 16 de Novembro, e fê-lo a partir de Coimbra. Um abraço ao ilustre desconhecido.

 

Está de parabéns o blog, e estou muito agradecido pelo “feedback” que tenho da vossa parte. Obrigado.

 

Espero ter força para poder “postar” com a minha assinatura ou de outros como tenho vindo a fazer. Quero no entanto melhorar, vamos ver que novidades podem esperar para 2009.

 

Espero ter da vossa parte, as visitas (para mim basta isso) – se comentarem, melhor ainda.

 

Feliz Ano Novo são os meus desejos a todos os meus amigos e leitores deste blog. Bem hajam!

 

Beijos, cumprimentos e abraços!

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:03
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Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Ó sino da minha aldeia

 

 

Ó sino da minha aldeia,

Dolente na tarde calma,

Cada tua badalada

Soa dentro de minha alma.

 

E é tão lento o teu soar,

Tão como triste da vida,

Que já a primeira pancada

Tem o som de repetida.

 

Por mais que me tanjas perto

Quando passo, sempre errante,

És para mim como um sonho.

Soas-me na alma distante.

 

A cada pancada tua,

Vibrante no céu aberto,

Sinto mais longe o passado,

Sinto a saudade mais perto.

 

Fernando Pessoa

 

publicado por Lagash às 16:26
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

Entre os teus lábios

 

("Lábios" de Sara Amaral - mais fotos da autora em www.olhares.com/Domaris ) 

 

Entre os teus lábios

é que a loucura acode,

desce à garganta,

invade a água.

 

No teu peito

é que o pólen do fogo

se junta à nascente,

alastra na sombra.

 

Nos teus flancos

é que a fonte começa

a ser rio de abelhas,

rumor de tigre.

 

Da cintura aos joelhos

é que a areia queima,

o sol é secreto,

cego o silêncio.

 

Deita-te comigo.

Ilumina meus vidros.

Entre lábios e lábios

toda a música é minha.

 

Eugénio de Andrade

 

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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Alegre Natal

 

 

Natal é época de coisas boas,

De estar com a família e gostar

Comer doces e engordar,

É estar em harmonia com as pessoas.

 

Beijar uma criança e sorrir,

Dar presentes e beber vinho,

Estar no quente, sem querer partir,

Com o pinheiro e azevinho.

 

Há quem não tenha tanta sorte,

Quem não tenha família…

Quem prefira a morte…

 

Há também quem não tenha tecto.

Aos que nada têm e estão aflitos,

Vai a minha simpatia e este soneto.

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:18
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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

É Natal

publicado por Lagash às 16:06
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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Sabor do pecado

 

(foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

Tens um odor encantado,

Meu objeto adorado,

Colibri dos dias meus...

Se me beijas como à flor,

Eu me entrego com ardor

Ao sabor dos lábios teus.

 

Nosso caso, apimentado,

Com tempero de pecado,

Transborda em excitação.

No vai-vem dos nossos laços,

No roçar de nossos braços,

Explode esta relação.

 

O momento mais bonito

É quando vibro e grito

De tanta satisfação...

Nada embota este prazer

Que é a ti pertencer,

Corpo, alma e coração...

 

Piero Valmart

 

publicado por Lagash às 16:26
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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Silêncio

 

(foto retirado da internet - desconheço o autor) 

 

Parar o mundo e dormir

Colocar uma pausa na música

Burburinho a tinir…

Cobrir o céu com a túnica

 

Silenciar os pássaros a voar,

Calar as bocas que falam,

Segurar assobio no ar.

Param as coisas que estalam…

 

Tudo está calmo e parado,

Todos somos nós e os outros,

Nada está mais que calado.

 

Todo o som nos dá calma,

Só o coração bate aos socos,

E o silêncio, a música da alma.

 

Mário L. Soares

 

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Morte de José Régio

 

(José Régio) 

 

José Régio, pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde no dia 17 de Setembro de 1901 e faleceu em Vila do Conde a 22 de Dezembro de 1969. Foi um escritor português, que viveu grande parte da sua vida na cidade de Portalegre (de 1928 a 1967). É irmão de Júlio Maria dos Reis Pereira (pintor, poeta e engenheiro).

 

Em Vila do Conde, terra onde viveu até acabar o quinto ano do liceu, publicou os seus primeiros poemas nos jornais, O Democrático e República. Aos dezoito anos, José Régio, foi para Coimbra, onde se licenciou em Filologia Românica (1925), com a tese As Correntes e As Individualidades na Moderna Poesia Portuguesa. Esta tese na época não teve muito sucesso, uma vez que valorizava poetas quase desconhecidos na altura, como Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro; mas, em 1941, foi publicada com o título Pequena História da Moderna Poesia Portuguesa.

 

Em 1927, com Branquinho da Fonseca e João Gaspar Simões, fundou a revista Presença, que veio a ser publicada, irregularmente, durante treze anos. Esta revista veio a marcar o segundo modernismo português, que teve como principal impulsionador e ideólogo, José Régio. Este, também escreveu em jornais como Seara Nova, Ler, O Comércio do Porto e o Diário de Notícias. Foi neste mesmo ano que José Régio começou a leccionar num liceu no Porto, até 1928, pois a partir desse ano, passou a leccionar em Portalegre, onde esteve mais do que trinta anos. Em 1966, Régio voltou para Vila do Conde, onde veio a morrer em 1969.

 

José Régio teve durante a sua vida uma participação activa na vida pública, mantendo-se fiel aos seus ideais socialistas, apesar do regime autoritário de então, e também, seguindo os gostos do irmão, Júlio Saul Dias, expressou o seu amor pelas artes plásticas, ilustrando um dos seus livros.

 

Como escritor, José Régio, dedicou-se ao ensaio, à poesia, ao texto dramático e à prosa. Reflectindo durante toda a sua obra problemas relativos ao conflito entre Deus e o Homem, o indivíduo e a sociedade. Usando sempre um tom psicologista e misticista, analisando a problemática da solidão e das relações humanas, ao mesmo tempo que levava a cabo uma auto-análise.

 

José Régio é considerado um dos grandes vultos da moderna literatura portuguesa, e recebeu em 1966, o Prémio Diário de Notícias e, em 1970, o Prémio Nacional da Poesia. Hoje em dia, as suas casas em Vila do Conde e em Portalegre são casas-museu.

 

Fonte: Wikipédia

 

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Domingo, 21 de Dezembro de 2008

O sorriso

 

(foto de PrASanGaM, mais fotos em http://flickr.com/photos/eyes_manish/ )

 

O sorriso é o idioma do amor universal, até as crianças compreendem. Sorrir abre caminhos, desarma os mal-humorados, transmite boa energia. Mas sorria com a alma, não apenas com os lábios. Aqueles que não sorriem verdadeiramente, não vivem verdadeiramente.

 

Autor desconhecido

 

 

 

publicado por Lagash às 16:18
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Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Orgasmo

 

(foto retirada da internet - desconheço o autor) 

 

Segura o mastro e navega-me…

Abre-te para o mundo e goza…

Beija-me o pescoço, protege-me.

Olha os meus olhos, libidinosa…

 

Enterra-te forte bem no fundo

Onde ninguém conseguirá desterrar

Cerra os dentes e murmura num segundo,

Queres andar sem tocar o chão, pelo ar…

 

Está quase, e queres mais,

Abres as mãos e os olhos,

Pedes, sim, contraís os abdominais…

 

Sigo-te os sinais, e dou-te o que é meu,

Abraço-te o tronco e retesas

Arqueias as costas e estás no céu…

 

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:11
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Destino

 

("soothing waters" por Bentes 2008 em http://semimagens.blogspot.com ) 

 

Quem disse à estrela o caminho

Que ela há-de seguir no céu?

A fabricar o seu ninho

Como é que a ave aprendeu?

Quem diz à planta

E ao mudo verme que tece

Sua mortalha de seda

Os fios quem lhos enreda?

 

Ensinou alguém à abelha

Que no prado anda a zumbir

Se à flor branca ou à vermelha

O seu mel há-de ir pedir?

 

Que eras tu meu ser, querida,

Teus olhos a minha vida,

Teu amor todo o meu bem...

Ai! Não mo disse ninguém.

Como a abelha corre ao prado,

Como no céu gira a estrela,

Como a todo o ente o seu fado

Por instinto se revela,

Eu no teu seio divino

Vim cumprir o meu destino...

Vim, que em ti só sei viver,

Só por ti posso morrer.

 

Almeida Garrett

 

publicado por Lagash às 16:15
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Nascimento de Vitorino Nemésio

 

(Vitorino Nemésio) 

 

Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva nasceu na Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores no dia 19 de Dezembro de 1901, e faleceu a 20 de Fevereiro de 1978 em Lisboa. Frequentou a Universidade de Coimbra e foi professor da Faculdade de Letras em Lisboa, tendo também ensinado no Brasil, França, Bélgica, Espanha e Holanda. Além de professor e escritor, dedicou-se à televisão, tendo apresentado um programa cultural durante alguns anos. Da sua colaboração em jornais, destaca-se a direcção de O Dia em 1975.

 

Foi um poeta, escritor e intelectual e destacou principalmente como romancista - foi autor de Mau Tempo no Canal.

 

A sua vida não lhe correu bem em termos de sucesso escolar, pois passou por vários problemas estudantis, tal como a expulsão do Liceu de Angra, a reprovação do 5.º ano que o levou a sentir-se incompreendido pelos professores. Do período do Liceu de Angra, Nemésio apenas guardou boas recordações de Manuel António Ferreira Deusdado, professor de história, que o introduziu na vida das letras.

 

Com 16 anos de idade, Vitorino Nemésio, desembarcou pela primeira vez na cidade da Horta para se apresentar a exames, como aluno externo do Liceu Nacional da Horta. Nemésio acabou por concluir o Curso Geral dos Liceus, no dia 16 de Julho de 1918, com a qualificação de dez valores.

 

A sua estadia na cidade da Horta foi desde Maio a Agosto de 1918. A 13 de Agosto o jornal O Telégrafo dava notícia de que Nemésio, apesar de ser um fedelho, um ano antes de chegar à Horta, havia enviado um exemplar de Canto Matinal, o seu primeiro livro de poesia (publicado em 1916), ao director de O Telégrafo, Manuel Emídio.

 

Apesar de tenra idade, Nemésio chega à Horta já imbuído de alguns ideais republicanos, pois em Angra do Heroísmo já havia participado em reuniões literárias, republicanas e anarco-sindicalistas, tendo sido influenciado pelo seu amigo Jaime Brasil, cinco anos mais velho (primeiro mentor intelectual que o marcou para sempre) e por outras pessoas tal como Luís da Silva Ribeiro, advogado, e Gervásio Lima, escritor e bibliotecário.

 

 

 

Em 1918, em pleno final da Primeira Guerra Mundial, a Horta possuía um comércio marítimo intenso e uma impressionante animação nocturna, a cidade era um porto de escala obrigatória, local de reabastecimento de frotas e de repouso da marinhagem. Na Horta estavam instaladas as companhias dos Cabos Telegráficos Submarinos, que convertiam a cidade num “nó de comunicações” mundiais, ou seja, a Horta possuía um ambiente cosmopolita, que contribuiu, decisivamente, para que ele viesse, mais tarde a escrever uma obra mítica que dá pelo nome de Mau Tempo no Canal, trabalhada desde 1939 e publicada em 1944, cuja acção decorre nas ilhas Faial, Pico, São Jorge e Terceira, sendo que o núcleo da intriga se desenvolve na Horta.

 

Este romance evoca um período (1917-1919) que coincide em parte com a sua permanência na ilha do Faial e nele aparecem pessoas tais como o Dr. José Machado de Serpa, senador da República e estudioso, o padre Nunes da Rosa, contista e professor do Liceu da Horta, e Osório Goulart, poeta.

 

Em 1919, inicia o serviço militar, como voluntário, em infantaria, o que lhe proporcionou a primeira viagem para fora dos Açores. Concluiu o liceu em Coimbra (1921) e inscreve-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Três anos mais tarde, Nemésio troca o curso em que se tinha matriculado, pelo de Ciências Histórico Filosóficas, da Faculdade de Letras de Coimbra, em 1925 matricula-se no curso de Filologia Românica.

 

Na sua primeira viagem que faz a Espanha, com Orfeão Académico, em 1923, conhecerá Miguel Unamuno (escritor e filósofo espanhol (1864-1936), intelectual republicano, foi o teórico do humanismo revolucionário antifranquista) com quem trocará correspondência anos mais tarde.

 

A 12 de Fevereiro de 1926, casa em Coimbra com Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes, de quem teve quatro filhos: Georgina (Novembro de 1926), Jorge (Abril de 1929), Manuel (Julho de 1930) e Ana Paula (final de 1931).

 

Foi em 1930 que Vitorino Nemésio se transfere para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde, no ano seguinte, conclui o curso de Filologia Românica, com elevadas classificações, começando desde logo a leccionar literatura italiana. É a partir de 1931 que Vitorino Nemésio dá inicio à carreira académica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde tal como atrás se afirmou, leccionará literatura italiana e mais tarde literatura espanhola.

 

Em 1934 doutorou-se em Letras pela Universidade de Lisboa com a tese A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio.

 

Entre 1937 e 1939 lecciona na Universidade Livre de Bruxelas, regressando neste último ano ao ensino na Faculdade de Letras de Lisboa.

 

Em 1958 leccionou no Brasil.

 

A 12 de Setembro de 1971, atingido pelo limite legal de idade para exercício de funções públicas, profere a sua última lição na Faculdade de Letras de Lisboa, onde ensinara durante quase 40 anos.

 

Foi autor e apresentador do programa televisivo Se bem me lembro, que muito contribuiu para popularizar a sua figura e dirigiu ainda o jornal O Dia entre 11 de Dezembro de 1975 a 25 de Outubro de 1976.

 

Vitorino Nemésio foi um dos grandes escritores portugueses do século XX, tendo recebido em 1965, o Prémio Nacional da Literatura e, em 1974, o Prémio Montaigne.

 

Faleceu a 20 de Fevereiro de 1978, em Lisboa, no Hospital da CUF, e foi sepultado em Coimbra. Pouco antes de morrer, Nemésio pediu ao filho para ser sepultado no cemitério de Santo António dos Olivais, em Coimbra. Mas pediu mais: que os sinos tocassem o Aleluia em vez do dobre a finados. O seu pedido foi respeitado.

 

Vitorino Nemésio foi ficcionista, poeta, cronista, ensaísta, biógrafo, historiador da literatura e da cultura, jornalista, investigador, epistológrafo, filólogo e comunicador televisivo, para além de toda a actividade de docência.

 

Levou a cabo, na sua obra, uma transformação das tendências da Presença (que de certa forma precedeu), que garantiu a eternidade dos seus textos. Fortemente marcado pelas raízes insulares, a vida açoriana e as recordações da sua infância percorrem a obra do escritor, numa espécie de apelo, revelado pela ternura da sua inspiração popular, pela presença das coisas simples e das gentes, e pela profunda humanidade face à existência e ao sofrimento da vida humana.

 

Fonte: Wikipédia e Projecto Vercial

 

publicado por Lagash às 10:14
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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Dear Mr. President

 

 

 

 

 

Dear Mr. President

Come take a walk with me

Let's pretend we're just two people and

You're not better than me

I'd like to ask you some questions if we can speak honestly

 

What do you feel when you see all the homeless on the street?

Who do you pray for at night before you go to sleep?

What do you feel when you look in the mirror?

Are you proud?

 

 

 

How do you sleep while the rest of us cry?

How do you dream when a mother has no chance to say goodbye?

How do you walk with your head held high?

Can you even look me in the eye?

And tell me why?

 

Dear Mr. President

Were you a lonely boy?

Are you a lonely boy?

Are you a lonely boy?

Are you a lonely boy?

How can you say

No child is left behind

We're not dumb and we're not blind

They're all sitting in your cells

While you pave the road to hell

 

What kind of father would take his own daughter's rights away?

And what kind of father might hate his own daughter if she were gay?

I can only imagine what the first lady has to say

You've come a long way from whiskey and cocaine

 

How do you sleep while the rest of us cry?

How do you dream when a mother has no chance to say goodbye?

How do you walk with your head held high?

Can you even look me in the eye?

 

Let me tell you about hard work

Minimum wage with a baby on the way

Let me tell you about hard work

Rebuilding your house after the bombs took them away

Let me tell you about hard work

Building a bed out of a cardboard box

Let me tell you about hard work

Hard work

Hard work

You don't know nothing about hard work

Hard work

Hard work

Ohhh

 

 

 

How do you sleep at night?

How do you walk with your head held high?

Dear Mr. President

You'd never take a walk with me

Would you?

 

Pink 

(fotos retiradas da internet - desconheço os autores)  

publicado por Lagash às 16:01
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Poema Romântico - Sexual

 

(foto de Tommy L. Edwards) 

 

Bebi-te num beijo perfumado,

Naveguei o teu corpo só

Tomado no cetim dos lençóis,

No calor de mil Sóis,

Pele nua em olhos de dó

De silêncio imaculado.

 

Diluí-me no teu suspiro,

Em leves toques da tua mão

Perdida num cheio luar,

Num deserto de mar

Cativo na solidão,

Na pureza que te tiro.

 

Sei-me um pedaço de ti,

Pele rosada dos teus seios,

Palavra solta em tua boca

De ti mulher louca

Sombra dos meus receios,

Que tão bela nunca vi.

 

Rasga-se um sorriso no prazer

Numa lágrima de alegria,

De desejo escondido do passado,

Pensamento assim, ousado,

Gritado em sã histeria

Para mais ninguém saber.

 

Leio-me nas tuas linhas,

Masturbo todas as palavras

Pintadas de tantas cores,

Decoradas como flores

Nestes olhos que lavras,

Neste amor que me tinhas.

 

Fernando Jorge M. Saiote (Alemtagus)

 

publicado por Lagash às 16:26
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

The story

 

 

 

All of these lines across my face

Tell you the story of who I am

So many stories of where I've been

And how I got to where I am

But these stories don't mean anything

When you've got no one to tell them to

It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops

Swam all across the ocean blue

I crossed all the lines and I broke all the rules

But baby I broke them all for you

Because even when I was flat broke

You made me feel like a million bucks

You do

I was made for you

 

You see the smile that's on my mouth

It's hiding the words that don't come out

And all of my friends who think that I'm blessed

They don't know my head is a mess

No, they don't know who I really am

And they don't know what

I've been through like you do

And I was made for you...

All of these lines across my face

Tell you the story of who I am

So many stories of where I've been

And how I got to where I am

But these stories don't mean anything

When you've got no one to tell them to

It's true...I was made for you

 

Brandi Carlile

publicado por Lagash às 16:15
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Declaração

Declaro que a responsabilidade de todos os textos / poesia / prosa publicados é minha no respeitante à transcrição dos mesmos. Faço todos os possíveis para contactar o(s) autor(es) dos trabalhos a fim de autorizarem a publicação, na impossibilidade de o fazer, caso assim o entenda o autor ou representante legal deverá contactar-me a fim de que o mesmo seja retirado - o que será feito assim que receba a informação. Os trabalhos assinados "Mário L. Soares" são de minha autoria e estão protegidos com a lei dos direitos de autor vigente. Quanto às fotografias, todas, cujo autor não esteja identificado, são de "autor desconhecido" - caso surja o respectivo autor de alguma, queira por favor contactar-me para proceder à sua identificação e se for caso disso retirada do blog. Às restantes fotografias aplicarei o mesmo princípio dos trabalhos escritos. Obrigado. Mário L. Soares - lagash.blog@sapo.pt

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