Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

À minha irmã

 

(Paula Soares) 

 

“Olá mana,

Como estás hoje?”

 

E assim nos cumprimentamos...

 

Não estamos diariamente juntos. Não podemos (porque a distância não permite) estar juntos fisicamente todos os dias. Também não me parece boa ideia estarmos juntos assim tanto (acho que concordas comigo, não?), porque o que é demais… é demais. De qualquer forma, digo-te que para estarmos juntos não precisamos, nem de telemóvel, email, nem msn, sms, skype, ou qualquer outra tecnologia. Para estarmos juntos, basta pensarmos em tal.

 

A amizade tem um poder incrível. Transcende a mente, o pensamento, barreiras, tabus, as fronteiras, e a distância…

 

Ao pensarmos num amigo – ao pensar em ti Paula – estou aí contigo: sentes?

 

“Poderão os quilómetros separar-nos dos nossos amigos?

Poderá a distância separar-nos realmente dos amigos?

Se quiseres estar com alguém, não estarás já lá?

Encontrar-nos-emos de vez enquanto, sempre que quisermos, no meio da única festa que nunca poderá terminar …”

 

Disse Richard Bach no seu pequeno (grande) livro “Não há longe nem distância”.

 

E este aviador (que tal como outros aviadores – Saint Exupery, por exemplo), sabe do que fala. Eles viram o mundo de outra maneira. Lá de cima, à distância do criador, à distância tão certa, quanto a necessária para ver que a distância é uma questão de perspectiva, de ponto de vista e de pensamento.

 

A relatividade da questão, já teorizada pelo grande físico, traz-nos a questão do como. Como posso estar agora aí contigo? É simples. Pensa em mim, com a certeza que penso em ti. Teremos no nosso pensamento a lembrança da pessoa, o rosto, a voz, o toque, até o cheiro. Aí “sentimos” o momento com essa pessoa, e sabemos que ela está lá. Está aqui!

 

Neste momento, estou aí contigo, e tu estás aqui comigo. Dou-te um beijinho e digo-te: “Parabéns Mana!”, dou uma gargalhada e chamo-te “Velha!”, tu mandas-me à fava, e dás-me um abraço…

 

Beijos

Mário L. Soares

 

publicado por Lagash às 16:14
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