Oh, my love, my darling
I've hungered for your touch
A long, lonely time
And time goes by so slowly
And time can do so much
Are you still mine?
I need your love, I need your love
God speed your love to me
Lonely rivers flow
To the sea, to the sea
To the open arms of the sea
Lonely rivers sigh
"Wait for me, wait for me"
I'll be coming home; wait for me
Oh, my love, my darling
I've hungered, hungered for your touch
A long, lonely time
And time goes by so slowly
And time can do so much
Are you still mine?
I need your love, I need your love
God speed your love to me
Righteous Brothers
Seduzes-me mulher!
Porque me tentas?
Fazes, como quem não quer…
E com todas as falas lentas...
Lanças um olhar de soslaio,
como quem brinca, sorris,
das armadilhas onde eu caio,
e levantas, altiva, o nariz…
Suaves palavras de seda,
sobe o teu sobrolho nobre,
e com a mão amparas a queda…
Sorrio, como eu sou tão minimal,
assim, frágil e pequeno.
E tu, em promontório colossal…
Mário L. Soares
Gosto de observar, plantado como uma árvore,
a linha que os aviões traçam no céu,
quando sobem rompendo os ares.
É verdade que hoje,
quando bastariam apenas alguns segundos
para que a humanidade desaparecesse num ápice,
debaixo (dizem)
de uma terrível nuvem alaranjada,
voar já não tem mistério.
Porém,
a altiva e bela diagonal
desenhada no azul transparente pelos aviões que partem
enche-me as medidas…
João Melo
Onde eu deito
a cabeça
e descanso…
Onde os meus olhos
se fecham de sono
e prazer…
Onde é o abrigo
do meu medo
e que alberga…
Onde está o quente
do amor que nos une
e brinda…
Onde tu és
e eu sou
e nós somos…
Mário L. Soares
Porque uma imagem, às vezes, vale mais que mil palavras…
Celebra-se hoje o dia do não fumador.
Não fume… pela sua saúde e pela saúde dos que o rodeiam. Obrigado.
Leia o poema
Mário L. Soares
Penso em ti
e no teu abraço,
no teu beijo
no nosso laço.
Gosto de amar
e em ti sorrir
de te olhar
e o céu abrir.
De o corpo suar
e de alma oferecida
no éter pairar.
Oh, minha querida!
Sinto o coração voar
no meu peito, p’la tua vida.
Mário L. Soares
Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã.
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!
Ornatos Violeta
Ai eu já pensei,
Mandar pintar o céu em tons de azul,
Pra ser original
Só depois notei,
Que azul já ele é, houve alguém,
Que teve ideia igual
Eu não sei, se hei-de fugir,
Ou morder o anzol
Já não há, nada de novo aqui,
Debaixo do sol
Já me persegui,
por becos e ruelas d'horror,
caminhos sem saída
até que me perdi
sozinha sem saber de que cor,
pintar a minha vida
Eu não sei, se hei-de fugir,
Ou morder o anzol
Já não há, nada de novo aqui,
Debaixo do sol
Rádio Macau
(estátua do Infante D. Henrique da autoria de Leopoldo de Almeida, por ocasião das comemorações dos 500 anos da sua morte)
Morreu a 13 de Novembro de 1460, na Vila de Sagres, no Algarve, o Infante D. Henrique. Nasceu no dia 4 de Março de 1394, no Porto. Morreu portanto com 66 anos.
O Infante D. Henrique, filho de D. João I, mestre de Avis e que fundador da geração com o mesmo nome. Ele (o Infante) e seus irmãos constituem a Ínclita Geração – nome atribuído aos filhos de D. João I e Filipa de Lencastre – de que fazem parte, D. Duarte, Rei de Portugal, D. Pedro, Duque de Coimbra, D. Isabel de Portugal, mulher de Filipe III, Duque de Borgonha, Infante João de Portugal, 3º Condestável de Portugal (avô de D. Isabel de Castela e D. Manuel I), e por último D. Fernando, o Infante Santo.
Com tais “grandes almas” suas “pares”, como referiu a respeito de seus irmãos, na boca do Infante D. João de Portugal, Fernando Pessoa na Mensagem, o Infante D. Henrique foi talvez o que, de todos, mais se destacou pelos seus feitos de conquista, manutenção e colonização de território, mas principalmente de descoberta. Como foram a descoberta e colonização dos arquipélagos Madeira, os Açores, e Cabo Verde, a passagem do Cabo Bojador e Cabo Branco.
O Navegador, como ficou para a história, foi armado cavaleiro e recebeu os títulos de Duque de Viseu, Senhor da Covilhã, e foi Grão-mestre da Ordem de Cristo, sucessora da Ordem dos Templários.
Figura altiva e inconfundível é hoje um símbolo nacional adoptado por diversas instituições, organismos e empresas. Foi e é tema de poesia e prosa, e é a figura de destaque num dos mais conhecidos monumentos nacionais – o padrão dos descobrimentos, mandado erigir por Salazar – entre os 30 ilustres aí representados.
Mário L. Soares
Escreve-me! Ainda que seja só
Uma palavra, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d'açucenas!
Escreve-me! Há tanto, há tanto tempo
Que te não vejo, amor! Meu coração
Morreu já, e no mundo aos pobres mortos
Ninguém nega uma frase d'oração!
"Amo-te!" Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d'amor e felicidade!
Não queres mandar-me esta palavra apenas?
Olha, manda então... brandas... serenas...
Cinco pétalas roxas de saudade...
Florbela Espanca
(montagem de minha autoria a partir de imagens retiradas da internet)
São Martinho soldado do império,
Que atravessas os Alpes na intempérie
Para regressares à tua morada,
Voltas à tua casa ansiada.
Num abraço solidário, de alma santificada,
Cortas com a tua espada, a encarnada,
A rubra capa que te cobre,
Para com meia agasalhar o que te sai ao caminho - o pobre.
Quando tal acontece, tens mesmo ali,
Um milagre de Deus, que é para ti…
O teu Verão aparece e premeia,
A tua acção homenageia.
Outros soldados p’la guerra pereceram,
Séculos depois, por todo lado morreram,
E outros ainda, ficaram magoados,
Com membros e corpos estropiados.
Todos os dias morrem ainda, com ou sem razão,
Deixando para trás, famílias sem pão,
Ou então, bem pior que a morte,
Deus não dá melhor sorte.
A todos esses, que passados ou presentes,
Estão em nossa memória, tal como os seus parentes,
Deixamos a papoila a esvoaçar,
Pois para sempre a Flandres faremos recordar.
Beberemos o vinho, comeremos a castanha,
Brindamos a São Martinho e sua façanha,
Lembraremos os mortos na guerra,
Plantaremos no peito, a papoila da terra.
Mário L. Soares
Aquele que escreve será traído
um dia algum leitor apontará
a palavra interdita
e o sentido escondido no sentido.
O beijo de Judas está dentro da própria escrita
e aquele que escreve está
perdido. De nada serve
dizer este é o meu vinho este é o meu pão.
O beijo de Judas vai ser dado. Quem escreve
tem uma lança apontada ao coração.
Não se perdoa a dádiva de si
a canção que se canta ou a breve tão breve
alegria de partilhar o corpo e a palavra.
Quem reparou em Getsemani
naquele que não se ria nem se dava?
Já outra vez se levantou e se deteve
alguém vai ser traído agora aqui
seu olhar te designa: Tu és aquele que escreve
e a tua própria mão aponta para ti.
Manuel Alegre
Voando vai para a praia
Leonor na estrada preta
Vai na brasa de lambreta.
Leva calções de pirata,
Vermelho de alizarina
modelando a coxa fina
de impaciente nervura.
Como guache lustroso,
amarelo de indantreno
blusinha de terileno
desfraldada na cintura.
Fuge, fuge, Leonoreta.
Vai na brasa de lambreta.
Agarrada ao companheiro
na volúpia da escapada
pincha no banco traseiro
em cada volta da estrada.
Grita de medo fingido,
que o receio não é com ela,
mas por amor e cautela
abraça-o pelo cintura.
Vai ditosa, e bem segura.
Como rasgão na paisagem
corta a lambreta afiada,
engole as bermas da estrada
e a rumorosa folhagem.
Urrando, estremece a terra,
bramir de rinoceronte,
enfia pelo horizonte
como um punhal que enterra.
Tudo foge à sua volta,
o céu, as nuvens, as casas,
e com os bramidos que solta
lembra um demónio com asas.
Na confusão dos sentidos
já nem percebe, Leonor,
se o que lhe chega aos ouvidos
são ecos de amor perdidos
se os rugidos do motor.
Fuge, fuge, Leonoreta
Vai na brasa de lambreta.
António Gedeão
Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira
Nem sou puta...
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra louca
Tudo bem!
Minha mãe é Maria Ninguém
Não sou actriz
Modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...
Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...
Rita Lee e Zélia Duncan
(interpretada por Maria Rita)
Abro os olhos e adormeço
Sem a mente fraquejar
Saio pela manhã
De passagem, coisa vã
Derrapagem
Que a viagem tem princípio, meio e fim
Enquanto vergo, não parto
Enquanto choro, não seco
Enquanto vivo, não corro
À procura do que é certo
Não me venham buzinar
Vou tão bem na minha mão
Então vou para lá
Ver o que dá
Pé atrás na engrenagem
Altruísta até mais não
Enquanto vergo, não parto
Enquanto choro, não seco
Enquanto vivo, não corro
À procura do que é certo
Presa por um fio
Na vertigem do vazio
Que escorrega entre os dedos
Preso em duas mãos
Que o futuro é mais
O presente coerente na razão
Frases feitas são reféns da pulsação
Susana Félix
Sitios interessantes (ou não)
CDS - Centro Democrático Social
Não asses mais carapaus fritos
PCP - Partido Comunista Português
PSD - Partido Social Democrata
Vida de um Português - grande brother!
Universidade
Motores de Busca
Dicionários e Enciclopédias